<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972</id><updated>2011-11-20T05:18:14.828-08:00</updated><category term='DEPENDÊNCIA EMOCIONAL'/><category term='DEPOIMENTOS'/><category term='MENSAGENS'/><category term='ENTENDENDO DEPENDÊNCIA'/><category term='DEPENDÊNCIA POR COMPRAS'/><category term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><category term='CONTOS'/><category term='ARTIGOS'/><category term='POESIA'/><category term='REFLEXÕES DIÁRIAS'/><category term='AGRADECIMENTO'/><category term='ESTUDOS CORRELATOS'/><category term='ABRINDO A PORTA'/><title type='text'>DEPENDENCIA</title><subtitle type='html'>Blog sobre dependência química e compulsão.
Raizes, manifestações, depoimentos, contos, estudos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-739128295226633922</id><published>2011-11-20T05:18:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T05:18:14.844-08:00</updated><title type='text'>Mito da Caverna por Maurício de Souza</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/UZplyxLVDic?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-739128295226633922?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/739128295226633922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=739128295226633922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/739128295226633922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/739128295226633922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_11_01_archive.html#739128295226633922' title='Mito da Caverna por Maurício de Souza'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/UZplyxLVDic/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1953599398678867567</id><published>2011-11-19T14:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T14:47:43.096-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ARTIGOS'/><title type='text'>MODELO COGNITIVO DAS ADICÇÕES E RECAÍDAS</title><content type='html'>Há um sistema repetitivo e automático exercendo força na Adicção e depois na Recaída, considerada quase uma das fases da doença. Essa afirmativa é perigosa uma vez que contém em seu cerne o permisso de recair. Pode gerar, inclusive, dependentes que as têm programadas.&lt;br /&gt; O processo é um círculo vicioso ao qual o dependente deve estar atento, podemos chamá-lo de emboscada psíquica, pois vem carregado de injunções repetitivas com o agravante do estigma de que não podemos fugir delas.&lt;br /&gt; Surge a SITUAÇÃO ESTÍMULO, pode ser tanto externo (um acontecimento fora do Si mesmo), quanto interno (comandos emocionais inconscientes que abrangem uma gama enorme de sentimentos). É vulgarmente conhecida como GATILHO.&lt;br /&gt; O passo seguinte é a CRENÇA CENTRAL, o dependente crê não ter força contra o embate sério e profundo entre seu Eu verdadeiro e seu Eu adicto que, na ativa sobrepõem-se ao Eu real dominando-o assim como a erva-de-passarinho lentamente mata a árvore. Cede à crença enraizada de que é impotente diante da situação a ser ultrapassada e não arrisca a Transformação.&lt;br /&gt; Diante desse impasse conflitado surge o PENSAMENTO AUNTOMÁTICO. Só existe uma maneira de suportar estes sentimentos robotizados: o uso do objeto adictivo seja ele qual for e isso admite a SUBSTITUIÇÃO, se estiver abstinente, qualquer outro que se vincule às suas respostas adictivas.&lt;br /&gt; A aceitação do PENSAMENTO AUTOMÁTICO leva, inquestionavelmente, à FISSURA.&lt;br /&gt; “ O craving ou “fissura” – como e designado, popularmente pelos dependentes químicos no Brasil – e um conceito um tanto controverso. Pode-se aceitar a definição mais comum e considerar que é um intenso desejo de utilizar uma especifica substancia1-4, ou, então, concordar com outros vários&lt;br /&gt;conceitos descritos pelos pesquisadores deste tema: desejo de experimentar os efeitos da droga; forte e subjetiva energia; irresistível impulso para usar droga; pensamento obsessivo; alívio para os sintomas de abstinência; incentivo para auto-administrar a substancia; expectativa de resultado positivo; processo de avaliação cognitiva e processo cognitivo não-automático.&lt;br /&gt; A definição do craving:&lt;br /&gt; A Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu um comitê de especialistas em dependência química que definiu o craving como um desejo de repetir a experiência dos efeitos de uma dada substancia.&lt;br /&gt; Este desejo pode ocorrer tanto na fase de consumo quanto no início da abstinência, ou após um longo tempo sem utilizar a droga, costumando vir acompanhado de alterações no humor, no comportamento e no pensamento.&lt;br /&gt; O conceito mais utilizado de craving, como já foi enfatizado, é o que se refere a um intenso desejo para consumir determinada substância, porém pode ser mais amplamente definido como o reflexo de um estado de motivação orientado para o consumo de drogas, conceito este que integra a idéia de desejo com utilização da substância.&lt;br /&gt; O craving pode ser classificado em quatro tipos:&lt;br /&gt;1.  como resposta à  síndrome de abstinência; &lt;br /&gt;2. como resposta a falta de prazer;&lt;br /&gt;3 . como resposta condicionada a estímulos relacionados às substâncias psicoativas; e como tentativa de intensificar o prazer de determinadas atividades. Obviamente, é fácil perceber, que uma mesma situação pode fazer parte de mais de um destes grupos, tendo múltiplos determinantes.&lt;br /&gt;Segundo Marlatt e Gordon, o craving é um estado motivacional subjetivo influenciado pelas expectativas associadas a um resultado positivo, estado este que pode induzir uma resposta na qual o comportamento desejado esteja envolvido.&lt;br /&gt;Outro caminho na evolução do entendimento deste construto define o craving como um termo que engloba não somente o desejo, como a intenção de realizar este desejo, a antecipação dos efeitos positivos associados a sua utilização e o alivio do afeto negativo e dos sintomas relacionados a abstinência.”&lt;br /&gt; A FISSURA que é carregada de ansiedade e angústia, tem como única resposta a CRENÇA PERMISSIVA.Significa que para livrar-se do estado negativo e sofrido tudo é permitido, a dor não deve ser vivenciada.&lt;br /&gt; Mesmo estando abstinente o dependente começará a engendrar um PLANO DE AÇÃO para atingir seus objetivos. Como é extremamente criativo e manipulador nesta hora, provavelmente atingirá, mais cedo ou mais tarde, o seu intento.&lt;br /&gt; No primeiro uso estabelece-se a RECAÍDA.&lt;br /&gt; O círculo vicioso começa seu curso que só será interrompido pela ajuda dos Grupos de Auto Ajuda, terapia ou internação.&lt;br /&gt; Depois do USO INICIAL, o dependente voltará a uma SITUAÇÃO ESTÍMULO que é o próprio uso.&lt;br /&gt; O conhecimento deste método distorcido pode despertar a consciência do dependente de modo que o rompa antes de se estabelecer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wbvj5gvAU2M/Tsgx6YqrdYI/AAAAAAAAAUk/PZYhY6-KiJ4/s1600/ADIC%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="291" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-wbvj5gvAU2M/Tsgx6YqrdYI/AAAAAAAAAUk/PZYhY6-KiJ4/s400/ADIC%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1953599398678867567?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1953599398678867567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1953599398678867567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1953599398678867567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1953599398678867567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_11_01_archive.html#1953599398678867567' title='MODELO COGNITIVO DAS ADICÇÕES E RECAÍDAS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wbvj5gvAU2M/Tsgx6YqrdYI/AAAAAAAAAUk/PZYhY6-KiJ4/s72-c/ADIC%25C3%2587%25C3%2583O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4875203407741869504</id><published>2011-06-07T03:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T03:28:56.722-07:00</updated><title type='text'>AMOR É ISSO?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7gOxJLsyvIc/Te39TxrQqKI/AAAAAAAAARw/O002Fa0rDUU/s1600/Amor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="315" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-7gOxJLsyvIc/Te39TxrQqKI/AAAAAAAAARw/O002Fa0rDUU/s400/Amor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Você quer um amor, custe o que custar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: Rosana Braga :: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas, depois de passar um longo tempo sem namorar, entram numa espécie de redemoinho de ansiedade e desespero, pensando e agindo de modo visivelmente desesperado para conseguir engatar um encontro, um caso, qualquer que seja a forma de vínculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a maioria nem percebe essa dinâmica desvairada que adota. Muitos acreditam mesmo que estão apenas "lutando" por alguém que lhes interessa - e nada mais natural. Mas a questão é que sempre tem alguém, ou melhor, essas pessoas se apaixonam e se desapaixonam quase que semanalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda aquelas que nunca ficam sem uma história de "amor". Estão sempre enroladas e sofrendo. E, assim, terminam assumindo como seus aqueles perfis sustentados pelo azar: "tenho o dedo podre para relacionamentos", "só atraio pessoas erradas", "não nasci para ser feliz no amor", entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, apesar disso, praticamente afogadas na inconsciência e na falta de autoconhecimento, essas pessoas não se dão conta de que precisam parar, olhar para si mesmas, sentir e, sobretudo, refletir sobre algumas questões básicas: "o que eu realmente quero?", "o que estou buscando no outro que, talvez, devesse encontrar antes em mim mesma?", "por que será que não tem dado certo?", "será que devo mudar algo em mim para que os encontros sejam mais harmoniosos?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem se sentido angustiado, carente e frustrado porque não consegue namorar, cuidado com a cilada do "vou conseguir, custe o que custar". Veja bem: quando você se predispõe a pagar qualquer preço por uma companhia, só pra poder "provar", seja para si mesmo ou para quem quer que seja, que você é capaz de atrair um par, é muito provável que a conta, isto é, o tal preço de custo seja bem mais alto do que você imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamento tem de ser caminho para a evolução e não para a involução, para a autodestruição, para a aniquilação de autoestima, segurança e amor próprio. Amor tem de ser gratuito, fluido, gostoso. Encontro tem de ser leve, divertido, motivador. Namoro tem de ser sinônimo de troca, reciprocidade, acréscimo, encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso de bom só é possível quando você tiver noção do quanto merece, do quanto realmente pode ser feliz. E, assim, em vez de pagar para ter alguém em sua vida, compreenderá que se fôssemos comparar o entrelaçamento de dois corações com uma negociação, estaria mais para uma permuta: você dá o seu melhor e recebe do outro o melhor que ele tem a oferecer. Ninguém precisa pagar nada. Não há custos, a não ser o da aprendizagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pare de atirar para todos os lados, desperdiçar os seus dias em função de um outro que você nem sabe se lhe quer. Desespero não atrai e sim espanta, assusta. Lembre-se: para atingir um alvo, você precisa de foco, precisão e conhecimento. E para conquistar um coração, você precisa de sensibilidade, cuidado, respeito e autopercepção. Se conseguir exercitar o melhor dessas artes, é bem provável que você pare de pagar -e muito caro- para viver encontros que mais servem para te roubar toda sua esperança do que para te fazer feliz de verdade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4875203407741869504?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4875203407741869504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4875203407741869504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4875203407741869504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4875203407741869504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_06_01_archive.html#4875203407741869504' title='AMOR É ISSO?'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7gOxJLsyvIc/Te39TxrQqKI/AAAAAAAAARw/O002Fa0rDUU/s72-c/Amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3903945690692123308</id><published>2011-05-29T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T16:44:52.506-07:00</updated><title type='text'>OXI</title><content type='html'>Folha de São Paulo - DE SÃO PAULO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Especialistas monitoram o uso de mais um subproduto do crack a partir de relatos à rede de tratamento. "Falam do óxi como uma nova substância com efeito mais forte e cheiro distinto, que provoca mais diarreias", relata Ronaldo Laranjeira, presidente do Instituto Nacional de Políticas de Álcool e Drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais impuro, o óxi tem potencial para agravar problemas pulmonares, em função da inalação de gasolina e outros solventes. "Até dois meses atrás, achava que nada podia ser pior que o crack", diz Laranjeira. "Os danos cerebrais e neurológicos podem ser ainda maiores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titular da departamento de psiquiatria da Unifesp, ele afirma que não deu tempo ainda de analisar impactos. "Entre experimentar e substituir o crack pelo óxi leva tempo", diz. "Muita gente vai morrer e ficar doente para que se consiga constatar os estragos do óxi à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxi, uma droga ainda pior   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oxi – uma pedra tóxica feita com cal, gasolina e pasta de cocaína – se espalha pelo país e assusta as autoridades mais que o crack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Época - HUMBERTO MAIA JUNIOR, COM RODRIGO TURRER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LONGE DEMAIS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Pedro, de 27 anos, numa clínica para dependentes em São Paulo. Usuário de crack, ao provar oxi sentiu que sua vida estava em risco.&lt;br /&gt;                 Pedro tinha 8 anos quando começou a fumar maconha. Aos 14, experimentou cocaína. Com 19, foi apresentado ao crack. “Eu fumava cinco pedras e bebia até 12 copos de pinga.” Em janeiro deste ano, seu fornecedor de drogas, em Brasília, passou a oferecer pedras diferentes, com cheiro de querosene e consistência mais mole. Pedro estranhou. “Dizia a ele que a pedra estava batizada, que não era boa. O cara me dizia que era o que tinha e ainda me daria umas (pedras) a mais.” Não demorou para Pedro notar a diferença no efeito. A nova pedra era mais viciante. Para não sofrer com crises de abstinência, dobrou o consumo para até dez pedras por dia. Descobriu então que, em vez de crack, estava fumando uma droga chamada oxi. “Quando soube, vi que estava botando um veneno ainda maior no meu corpo. Fiquei com medo de morrer.” Aos 27 anos, depois de quase duas décadas de dependência química, Pedro sentiu que tinha ido longe demais. Internou-se numa clínica.&lt;br /&gt;              A história de Pedro (nome fictício) ilustra o terror provocado pelo oxi, droga que está se espalhando rapidamente pelo Brasil. O oxi está sendo tratado pelos médicos como algo mais letal que o crack, considerado até agora a mais devastadora das drogas. Mas é consumido por pessoas que não sabem disso, porque é vendido em bocas de fumo como se fosse crack. “O oxi invadiu os postos de venda tradicionais. Isso preocupa”, diz o delegado Reinaldo Correa, titular da Divisão de Prevenção e Educação do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  A primeira apreensão confirmada do oxi em São Paulo ocorreu quase por acaso. Em março, a polícia apreendeu 60 quilos de algo que foi classificado como crack. O equívoco foi corrigido quando esse carregamento foi usado numa demonstração para novos policiais. “Queimamos algumas pedras e, pelos resíduos, concluímos que era oxi”, afirma Correa. Quase diariamente, a polícia de algum Estado do Brasil anuncia ter apreendido a droga pela primeira vez (leia o mapa abaixo) . Em alguns casos, como em Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul, as primeiras apreensões foram feitas na semana passada. Não é que o oxi surgiu em tantos lugares em tão pouco tempo. Ele já havia se espalhado sem ser notado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Como o crack, o oxi é vendido em pedras que, quando queimadas, liberam uma fumaça. Inalada, em poucos segundos vai para o cérebro, provocando euforia e bem-estar. “Visualmente, são quase idênticas”, diz Correa. A diferenciação pode ser feita pela fumaça, que no caso do crack é mais branca, ou pelos resíduos: o crack deixa cinzas, enquanto o oxi libera uma substância oleosa. Por causa da dificuldade em distinguir uma droga da outra, é impossível ter exata noção da penetração do oxi entre os usuários. “Sabemos apenas que ele está aqui há algum tempo”, afirma Correa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Recente nos Estados mais ao sul do país, o oxi é velho conhecido dos viciados da Região Norte. Acredita-se que a droga entrou no Brasil ainda na década de 1980, a partir de Brasileia e Epitaciolândia, cidades do Acre que fazem fronteira com a Bolívia. O consumo da substância foi registrado por pesquisadores em 2003, quando Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos (Aborda), pesquisava o uso de merla, outro derivado da cocaína, entre os acrianos. “No primeiro momento, o oxi era usado pelas classes sociais mais baixas e por místicos que iam ao Acre atrás da ayahuasca (chá alucinógeno usado em cerimônias do Santo Daime)”, diz Mendes. A droga chegou à capital, Rio Branco, de onde se espalhou para outros Estados da região. “Hoje, é consumida em todas as classes sociais”, diz Mendes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3903945690692123308?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3903945690692123308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3903945690692123308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3903945690692123308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3903945690692123308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_05_01_archive.html#3903945690692123308' title='OXI'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1941211732291087814</id><published>2011-04-01T02:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T02:11:59.085-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ARTIGOS'/><title type='text'>CRAVING OU FISSURA</title><content type='html'>RESUMO &lt;br /&gt;O craving ou fissura, cuja definição mais comum é o desejo intenso por uma substância, é um conceito controverso entre os pesquisadores da área da dependência química. &lt;br /&gt;OBJETIVO: Realizar revisão teórica a respeito do craving nos bancos de dados PsycInfo, Medline, ProQuest e Science Direct. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÉTODO: As palavras-chave utilizadas foram craving, dependence e drug e o período pesquisado foi entre 1995 e 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESULTADOS: Os resultados demonstraram que são encontrados diversos significados para o craving, alguns se restringindo a desejo, e outros, considerando-o não só como desejo, mas como antecipação do resultado positivo do uso da substância, alívio dos sintomas de abstinência ou afeto negativo e intenção de fumar, o que reflete uma visão multidimensional deste construto. A etiologia do craving pode ser explicada por intermédio dos modelos: comportamental, cognitivo ou psicossocial e neurobiológico, porquanto a opção por um destes influencia a avaliação e o manejo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CONCLUSÃO: Conclui-se quanto à multidimensionalidade do craving e quanto à necessidade de que seja utilizado um modelo biopsicossocial que integre os diversos modelos no tratamento de dependentes químicos. Destaca-se a importância da realização de mais estudos para a compreensão do craving em função deste ser um dos principais riscos de recaída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;A idéia de elaborar este estudo surgiu a partir de dois pacientes que informaram, em ocasiões diferentes, que superavam o craving ingerindo doces. Na situação de craving um dos pacientes chegava a consumir até uma lata de leite condensado e o outro três barras de chocolate ao leite. Esses pacientes estavam em tratamento por dependência de cocaína aspirada em ambiente protegido. Geralmente, no ambiente protegido, o craving é superado com a ajuda psicológica e psiquiátrica, com o apoio da equipe de enfermagem, de colegas de tratamento ou pelo próprio paciente dirigindo-se para uma atividade, por exemplo prática esportiva.&lt;br /&gt;Craving, também chamado fissura, "é um forte impulso subjetivo para usar a substância", experimentado pela maioria, senão por todos os dependentes de substância psicoativa (DSM-IV, 1995). Craving é um fenômeno que resulta em respostas fisiológicas e psicológicas a partir de um forte desejo para obter e consumir a substância. O anseio pela substância estaria associado com indicadores que lembram o reforço positivo e não com indicadores que evocam a abstinência, já que as drogas podem ser reforçadoras pela extinção dos estados aversivos (JAFFE, 1999a).&lt;br /&gt;Estudos têm relacionado o craving com alterações em neurotransmissores como a depleção de dopamina, alterações do nível de serotonina (SATEL et al, 1995; LITTLE et al, 1996; JACOBSEN et al, 2000) e alterações no sistema límbico e lobo frontal (CHILDRESS et al, 1999; WEXLER et al, 2001). As ações de reforço associadas à gratificação de alimento, sexo ou de certas drogas dependem criticamente do circuito dopaminérgico. Há evidências que drogas como a nicotina, canabinóides e cocaína ativam trajetos dopaminérgicos especialmente ligados ao núcleo acumbente. Entretanto, as ações da cocaína não são seletivas apenas para a dopamina. A cocaína tem quase igual potência para bloquear a recaptação da norepinefrina, serotonina e, em certa medida, a acetilcolina. Também as propriedades reforçadoras não são exclusivas da droga ou do estímulo. Estudos laboratoriais, com voluntários humanos pós-adição sobre o metabolismo da glicose cerebral e fluxo sangüíneo cerebral, demonstraram que quando os sujeitos experienciam euforia induzida por opióides ou cocaína há uma diminuição no metabolismo de glicose cerebral, principalmente nas áreas corticais (JAFFE, 1999a, 1999b).&lt;br /&gt;Açúcares são encontrados naturalmente em muitos alimentos. Açúcares são carboidratos convertidos em glicose pelo trato digestivo e pelo fígado antes de chegarem às células. No interior das células reagem quimicamente ao oxigênio sob a influência de inúmeros enzimas que controlam as reações e catalisam a energia. Essas reações oxidantes ocorrem geralmente no interior das mitocôndrias e a energia liberada é, em grande parte, usada para formar o ATP, o qual é utilizado por cada célula nas reações metabólicas intracelulares. Glicose no sangue estimula a secreção de insulina que promove sua captação, armazenamento e sua rápida utilização para os tecidos do corpo, especialmente nos músculos, tecido adiposo e fígado. Quantidades de glicose, na ausência de insulina, ficam concentradas no fígado e no cérebro. O tecido cerebral difere de outros tecidos do corpo, pois a insulina exerce nele pouco ou nenhum efeito sobre a utilização ou a captação da glicose. Os neurônios são permeáveis à glicose, utilizando-a para fins energéticos (GUYTON e HALL, 1997).&lt;br /&gt;Neste estudo referimos em especial à sacarose, o açúcar extraído da cana de açúcar, e à lactose, o açúcar do leite, que são muito utilizados nas receitas caseiras e industriais de bolos, doces, confeitos, sucos, refrigerantes, enfim, na composição de inúmeros produtos alimentícios.&lt;br /&gt;Estudos epidemiológicos apontaram que o consumo de açúcar, como de outros carboidratos, está associado a fraqueza e não com obesidade (ANDERSON, 1995). Para WURTMAN e WURTMAN (1995) a liberação de serotonina no cérebro depende do tipo de alimento consumido. Os carboidratos durante a digestão são desdobrados em aminoácidos, vitaminas e minerais, os quais são absorvidos indo para a corrente sanguínea. Uma reação química faz o aminoácido triptofano se desligar da proteína albumina e circular livremente no sangue. Dessa maneira, mais triptofano livre chega ao cérebro para a fabricação de serotonina.&lt;br /&gt;Portanto, aumento de serotonina está relacionado com consumo de carboidratos, fato que não ocorre quando da ingestão de proteínas. Essa sinalização dos neurotransmissores, (consumo de carboidratos ? aumento de serotonina) é um vínculo no mecanismo de re-alimentação que regularmente mantém o consumo de carboidratos e proteínas. Consequentemente há pessoas que aprendem a consumir demais certos alimentos ricos em carboidratos e gorduras porque se sentem bem devido o aumento da serotonina. Esse aprendizado para utilizar certas comidas, à semelhança de uma droga, um tipo de relação chamada de "comida e humor", pode resultar em ganho de peso, fato que se observa em mulheres com síndrome pré-menstrual, em pessoas com "depressão de inverno", em pacientes bulímicos com peso normal ou em pessoas que estão tentando parar de fumar, já que a retirada de nicotina, tal como uma dieta de carboidratos, diminui a secreção de serotonina no cérebro, o que pode tornar essas pessoas irritadas ou deprimidas (WURTMAN e WURTMAN, 1995).&lt;br /&gt;Açúcar já foi responsabilizado por vários transtornos, inclusive hiperatividade em crianças, mas refutados em ensaios clínicos (LEE e PAFFENBARGER JR, 1998). Existem poucos apoios à evidência que o consumo de açúcar tenha efeito significativo no comportamento e desempenho cognitivo de crianças. Parece que há um papel da glicose na potenciação da memória, mas a relevância clínica e os mecanismos envolvidos requerem pesquisas adicionais a esse respeito. Não há dados significativos que a sacarose tenha propriedades analgésicas, porém, especialmente em crianças, pode ter um efeito sedativo (WHITE e WOLRAICH, 1995; WOLRAICH, WILSON e WHITE, 1995).&lt;br /&gt;KAMPOV-POLEVOY, GARBUTT e JANOWSKY (1997) e KAMPOV-POLEVOY et al (1998) encontraram uma associação entre a preferência para soluções mais fortes de doces e dependência de álcool. Preferência exagerada por doces e a tendência para novas experiências pessoais estariam ligadas ao alcoolismo, já que as reações ligadas ao prazer pelo açúcar e pelo álcool no cérebro são muito parecidas.&lt;br /&gt;A informação de dois pacientes que consumir um alimento doce fazia superar o craving e a conseqüente base teórica apresentada foram as principais justificativas para a elaboração deste estudo. Assim, levantou-se a seguinte questão: a superação do craving consumindo doce são dados isolados experienciados por esses dois pacientes ou um comportamento mais freqüente em dependentes de cocaína crack?&lt;br /&gt;Daí, o desenho de um estudo clínico transversal de observação, portanto exploratório, com o objetivo de constatar a freqüência e a relação craving-consumo de doce em pacientes em tratamento por dependência de cocaína aspirada e/ou crack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÉTODO&lt;br /&gt;Este estudo foi desenvolvido na Clínica Mirante do Instituto Bairral de Psiquiatria de Itapira, Estado de São Paulo, cujo programa terapêutico atende pacientes voluntários dependentes de substâncias psicoativas em ambiente protegido. O trabalho é nos moldes de comunidade terapêutica e coordenado por uma equipe multidisciplinar (ZAGO et al, 1999).&lt;br /&gt;Portanto, a amostra foi constituída de pacientes em tratamento e aqueles que cumpriam os critérios de inclusão eram selecionados para o estudo, depois de devidamente informados e de consentirem livremente sua participação na pesquisa.&lt;br /&gt;Os dados para a inclusão/exclusão foram obtidos por meio dos prontuários clínicos dos pacientes.&lt;br /&gt;Os critérios de inclusão foram: idade entre 15 a 65 anos; ambos os sexos; primeiro diagnóstico de dependência de cocaína e/ou crack; e outros diagnósticos por uso nocivo, abuso ou dependência de outras substâncias psicoativas de acordo com a CID-10 (1993).&lt;br /&gt;Foram critérios de exclusão: diagnóstico de outros transtornos que não abuso ou dependência de substância psicoativa de acordo com a CID-10 (1993); histórico de diabetes identificado por exame clínico.&lt;br /&gt;O exame psiquiátrico e o diagnóstico eram elaborados por um dos psiquiatras da equipe na admissão do paciente.&lt;br /&gt;O paciente incluído no estudo era entrevistado individualmente e a entrevista era conduzida obedecendo os seguintes itens:&lt;br /&gt;◦dados sócio-demográficos; &lt;br /&gt;◦tempo de internação (abstinência); &lt;br /&gt;◦ausência/presença de ocorrência de craving no período de abstinência, isto é, durante a internação: ausente; de 1 a 3 vezes; mais de 3 vezes. Se presença de craving: consumo de algum doce (produto alimentício, caseiro ou industrializado, sólido, pastoso ou líqüido, tendo o açúcar de cana (sacarose) ou o leite (lactose) como um de seus ingredientes; que não é salgado, azedo nem picante) durante o craving e experienciando que o craving foi superado com a ingestão desse alimento. Se afirmativo, qual doce consumido nessa ocasião? &lt;br /&gt;◦freqüência do consumo de doce antes da internação (pressupondo o uso da substância) e durante a internação (em abstinência da substância): nenhum; de 1 a 2 vezes/semana; de 3 a 5 vezes/semana; mais de 6 vezes/semana. &lt;br /&gt;Por ser um estudo clínico transversal e de observação, os dados foram analisados em freqüências absolutas e relativas. Foram construídas tabelas a partir dos dados obtidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESULTADOS&lt;br /&gt;Ttabela 1: os dados descritivos e comparativos das variáveis sócio-demográficas da amostra (n = 26). Da amostra, 42,3% dos pacientes entrevistados responderam não sentir craving na abstinência (durante a internação) (não-craving; n = 11); 26,9% responderam positivamente para craving ( craving; n = 7) e 30,7% responderam que sentiram craving e o superaram consumindo doce (craving-doce; n = 8). No total, 57,6% (n = 15) da amostra referiram sentir craving.&lt;br /&gt;As características sócio-demográficas mais freqüentes da amostra foram: 92,3% do sexo masculino; 46,1% na faixa etária de 31 a 40 anos; 61,5% solteiros e 57,6% empregados, de ensino médio e católicos. As menos freqüentes foram: 7,6% do sexo feminino; 7,6% com idade inferior a 20 anos; 15,3% casados; 3,8% aposentados; 25,3% ensino fundamental e 3,8% de religião budista. A procura no serviço, na sua maioria, por pacientes do sexo masculino em relação ao feminino explica a freqüência de 7,6% para o sexo feminino.&lt;br /&gt;Tabela 1: Dados descritivos e comparativos das variáveis sócio-demográficas em freqüências absolutas e relativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não-craving Craving Craving-doce Total&lt;br /&gt;Variável Categorias n (%) n (%) n (%) n (%)&lt;br /&gt;Sexo Masculino 9 (34,6) 7 (26,9) 8 (30,7) 24 (92,3)&lt;br /&gt;Feminino 2 (7,6) 0 (0,0) 0 (0,0) 2 (7,6)&lt;br /&gt;Faixa &lt; 20 anos 1 (3,8) 1 (3,8) 0 (0,0) 2 (7,6)&lt;br /&gt;Etária 21 a 30 4 (15,3) 2 (7,7) 3 (11,5) 9 (34,6)&lt;br /&gt;31a 40 5 (19,2) 3 (11,5) 4 (15,3) 12 (46,1)&lt;br /&gt;&gt; 40 anos 1 (3,8) 1 (3,8) 1 (3,8) 3 (11,5)&lt;br /&gt;Estado Solteiro 7 (26,9) 5 (19,2) 4 (15,3) 16 (61,5)&lt;br /&gt;Civil Casado 2 (7,6) 1 (3,8) 1 (3,8) 4 (15,3)&lt;br /&gt;Separado 2 (7,6) 1 (3,8) 3 (11,5) 6 (23,0)&lt;br /&gt;Sit. Prof. Empregado 7 (26,9) 3 (11,5) 5 (19,2) 15 (57,6)&lt;br /&gt;Desempregado 2 (7,6) 2 (7,6) 3 (11,5) 7 (26,9)&lt;br /&gt;Aposentado 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;Estudante 1 (3,8) 2 (7,6) 0 (0,0) 3 (11,5)&lt;br /&gt;Ensino Fundamental 2 (7,6) 0 (0,0) 2 (7,6) 4 (15,3)&lt;br /&gt;Médio 5 (19,2) 5 (19,2) 5 (19,2) 15 (57,6)&lt;br /&gt;Superior 4 (15,3) 2 (7,6) 1 (3,8) 7 (26,9)&lt;br /&gt;Religião Católica 5 (19,2) 6 (23,0) 4 (15,3) 15 (57,6)&lt;br /&gt;Evangélica 1 (3,8) 0 (0,0) 1 (3,8) 2 (7,6)&lt;br /&gt;Espírita 3 (11,5) 0 (0,0) 1 (3,8) 4 (15,3&lt;br /&gt;Budista 0 (0,0) 1 (3,8) 0 (0,0) 1 (3,8&lt;br /&gt;Sem religião 2 (7,6) 0 (7,6) 2 (7,6) 4 (15,3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao grupo craving-doce (n = 8) as características sócio-demográficas mais freqüentes foram: 30,7% do sexo masculino; 15,3% na faixa etária de 31 a 40 anos; 15,3% solteiros; 19,2% empregados; 19,1% ensino médio e 15,3% católicos.&lt;br /&gt;Os dados descritivos e comparativos das características clínicas são apresentados na tabela 2. A maioria da amostra, 61,5%, fazia uso dependente de cocaína; 19,2% de crack e 19,2% de cocaína e crack.&lt;br /&gt;Quanto ao uso nocivo, abuso ou mesmo dependência de outras substâncias associadas à dependência de cocaína-crack, a maior freqüência foi de álcool-tabaco, 38,4%; seguida de dependência de tabaco, 30,7%. No grupo craving-doce a maior freqüência foi a associação álcool/tabaco, 23,0%. No que se refere à medicação, para 57,6% estava prescrita uma média de 10 a 20 mg/dia de benzodiazepínicos (BZDs) e 34,6% sem medicação psiquiátrica. Para o grupo craving-doce (n = 8), 6 ou 23,0% tinham prescrição de BZDs. A maioria das entrevistas (76,8%) foi realizada no período de 5 a 12 dias de abstinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 2: Dados descritivos e comparativos das variáveis clínicas em freqüências absolutas e relativas.&lt;br /&gt;Não-craving Craving Craving-doce Total&lt;br /&gt;Variável Categorias n (%) n (%) n (%) n (%)&lt;br /&gt;Diagnóstico Cocaína 7* (26,9) 3 (11,5) 6 (23,0) 16 (61,5)&lt;br /&gt;Crack 1 (3,8) 2 (7,6) 2 (7,6) 5 (19,2)&lt;br /&gt;Cocaína-crack 3 (11,5) 2 (7,6) 0 (0,0) 5 (19,2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras substâncias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álcool 1 (3,8) 2 (7,6) 0 (0,0) 3 (11,5)&lt;br /&gt;Tabaco 5 (19,2) 2 (7,6) 1 (3,8) 8 (30,7)&lt;br /&gt;Cannabis 2 (7,6) 0 (0,0) 0 (0,0) 2 (7,6)&lt;br /&gt;Álcool/tabaco 1 (3,8) 3 (11,5) 6 (23,0) 10 (38,4)&lt;br /&gt;Cannabis/álcool 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8) 1 (3,8)&lt;br /&gt;Tabaco/cannabis 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;Sem outras substâncias 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;Medicação&lt;br /&gt;BZDs 5 (19,2) 4 (15,3) 6 (23,0) 15 (57,6)&lt;br /&gt;BZDs+fluoxetina 1** (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;BZDs+piracetan 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;Sem medicação 4 (15,3) 3 (11,5) 2 (7,6) 9 (34,6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Período de abstinência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt; 4 dias 0 (0,0) 1 (3,8) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;de 5 a 8 dias 6 (23,0) 4 (15,3) 4 (15,3) 14 (53,8)&lt;br /&gt;de 9 a 12 dias 3 (11,5) 1 (3,8) 2 (7,6) 6 (23,0)&lt;br /&gt;&gt; 12 dias 2 (7,6) 1 (3,8) 2 (7,6) 5 (19,2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* um caso de cocaína injetável&lt;br /&gt;** mantida a fluoxetina na admissão, porém não diagnosticado com transtorno depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tabela 3, 42,3% da amostra para ausência de craving. No grupo craving (n = 7) e no craving-doce (n = 8), 38,4% referiram mais de três vezes e 19,2% de uma a três vezes no período de abstinência. Quanto ao grupo craving-doce (n = 8), 23,0% referiram craving por mais de três vezes no período de abstinência, o que significa 75,0% em relação ao próprio grupo (6 ÷ 8.100 = 75,0%). De modo geral, o craving ocorria pela manhã, estimulado por um sonho relacionado à substância; ou, com mais freqüência, ao anoitecer estimulado por apologias à substância. Informaram que o aprendizado de buscar um alimento doce no craving ocorreu de forma natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 3: Ausência/presença de craving em freqüências absolutas e relativas.&lt;br /&gt;Não-craving Craving Craving-doce Total&lt;br /&gt;Ausência/presença n (%) n (%) n (%) n (%)&lt;br /&gt;Ausente 11 (42,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 11 (42,3)&lt;br /&gt;Presença:&lt;br /&gt;ƒi de 1 a 3 0 (0,0) 3 (11,5) 2 (7,6) 5 (19,2)&lt;br /&gt;ƒi &gt; 3 vezes 0 (0,0) 4 (15,3) 6 (23,0) 10 (38,4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tabela 4 são apresentados os tipos de doces mais utilizados na superação do craving: chocolate ao leite (de duas a três barras; cerca de 60g a 90g), 62,5%; brigadeiro, 25,0% (média de quatro unidades) e goiabada, 12,5% (+ ou - 150g). É importante apontar que cinco desses pacientes, antes da internação, informaram que superavam situações de craving consumindo doces na tentativa de evitar ou substituir o uso da substância. Também informaram um exagerado consumo de doces e refrigerantes durante o crash como forma de "recuperar a energia".&lt;br /&gt;Tabela 4: Tipo de doce consumido no controle do craving.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(n = 8)&lt;br /&gt;Doce n %&lt;br /&gt;Chocolate ao leite 5 (62,5)&lt;br /&gt;Brigadeiro 2 (25,0)&lt;br /&gt;Goiabada 1 (12,5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 5: Consumo usual de alimento doce antes/durante a internação (abstinência) em freqüências absolutas e relativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não-craving Craving Craving-doce Total&lt;br /&gt;Consumo de doce n (%) n (%) n (%) n (%)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da internação&lt;br /&gt;Nenhum 4 (15,3) 3 (11,5) 2 (7,6) 9 (34,6)&lt;br /&gt;1 a 2 vezes/semana 1 (3,8) 2 (7,6) 3 (11,5) 6 (23,0)&lt;br /&gt;3 a 5 vezes/semana 4 (25,3) 1 (3,8) 2 (7,6) 7 (26,9)&lt;br /&gt;Mais de 6 vezes/semana 2 (7,6) 1 (3,8) 1 (3,8) 4 (15,3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a internação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;1 a 2 vezes/semana 1 (3,8) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,8)&lt;br /&gt;3 a 5 vezes/semana 5 (19,2) 2 (7,6) 4 (15,3) 11 (42,3)&lt;br /&gt;Mais de 6 vezes/semana 4 (15,3) 5 (19,2) 4 (15,3) 13 (50,0)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumo de alimento doce durante o uso da substância (antes da internação) e na abstinência (durante a internação), portanto não necessariamente relacionado à situação de craving, é apresentado na tabela 5. A maioria da amostra, 34,6%, disseram não consumir doces antes da internação; 26,9% consumiam alimento doce de 3 a 5 vezes na semana; 23,0% de uma a duas vezes na semana e 15,3% mais de seis vezes na semana. O grupo não-craving (n = 11) apresentou a maior freqüência de consumo de doces antes da internação, ou seja, 25,3% que consumiam doces de 3 a 5 vezes/semana. Durante a internação, 50,0% afirmaram consumir alimento doce mais de seis vezes/semana e 42,3% de três a cinco vezes/semana. Esse aumento estava relacionado não só ao consumo da sobremesa servida após as duas refeições principais, mas também ao consumo de outros doces e refrigerantes no decorrer do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISCUSSÃO&lt;br /&gt;Por ser um impulso subjetivo, geralmente associado às lembranças dos efeitos reforçadores da substância, as variáveis sócio-demográficas, bem como suas respectivas categorias, pareceram não exercer diretamente uma relação com a presença ou ausência do craving. Os BZDs, utilizados nos primeiros dias para ajudar a superar sintomas de abstinência, depois retirados gradativamente, também pareceram não estar diretamente relacionados com o controle do craving (15,3% para n = 7 e 23,0% para n = 8).&lt;br /&gt;É evidente que o fator dependência de cocaína crack é a condição essencial para a presença do craving. Entretanto, parece não ser o único, pois 42,2% referiram não sentir craving durante a primeira semana de abstinência ou de internação. É possível que, além da dependência da substância, devam existir outras variáveis, como disposições subjetivas e estímulos externos e, provavelmente, diferenças individuais. É importante notar, nos grupos que referiram presença de craving, uma relação com a associação álcool/tabaco, ou seja, 11,5% no grupo craving (n = 7) e 23,0% no grupo craving-doce (n = 8), embora a referência ao craving fosse informada exclusivamente para cocaína crack, portanto não ao álcool.&lt;br /&gt;Quanto ao principal enfoque deste estudo, 30,7% da amostra referiram superar a situação de craving consumindo alimento doce com freqüência de uma a três vezes (n = 2) e mais de três vezes (n =6) durante o período de abstinência. Dessa maneira, este estudo mostrou que o consumo de doce como forma de superar o craving não pareceu ser um dado isolado.&lt;br /&gt;No grupo craving-doce (n = 8) o consumo de chocolate ao leite ( n = 5; 62,5%) e brigadeiro, cuja composição básica é chocolate em pó, leite condensado e manteiga, (n = 2; 25,0%) foram os doces mais consumidos para a superação do craving.&lt;br /&gt;TOMASO, BELTRAMO e PIOMELLI (1996)informaram que o chocolate contém substâncias que podem imitar os efeitos da cannabis, pois ativa os mesmos receptores neurais de canabinóides ou indiretamente aumentando os níveis de anandamida. O chocolate contém pequenas quantidades de anandamida, a qual é produzida naturalmente no cérebro em baixas quantidades. O chocolate aumentaria o nível de anandamida produzindo sensações de bem estar.&lt;br /&gt;Os dados obtidos e analisados com o referencial teórico sugeriram algumas inferências sobre o consumo de doce (= açúcar) como forma de superar o craving.&lt;br /&gt;Primeira: o consumo de açúcar teria um efeito placebo, quer dizer, o consumo de doce no craving e a sua conseqüente superação resultaria de um aprendizado de auto-sugestão.&lt;br /&gt;Segunda: com base em WURTMAN e WURTMAN(1995), o consumo de açúcar no craving aumentaria o nível de serotonina no cérebro, regulando então o humor e eliciando uma situação de bem estar. SATEL et al (1995) relataram que sujeitos apresentaram menos desejo (craving induzido) por cocaína depois de terem consumido uma bebida com aminoácido com triptofano do que após o consumo de uma bebida de efeito placebo.&lt;br /&gt;Terceira: o craving causaria uma diminuição do metabolismo de glicose no cérebro, principalmente nas áreas corticais, conforme descrito por JAFFE (1999a, 1999b) sobre a diminuição do metabolismo da glicose e o fluxo sangüíneo no cérebro em voluntários pós-adição de opióides e de cocaína. Com isso o consumo de açúcar durante o craving reequilibraria o metabolismo de glicose no cérebro.&lt;br /&gt;Ainda, em referência ao chocolate sobre sua possível atividade no controle do craving, é possível que esteja mais relacionada ao açúcar contido em sua composição do que com as propriedades características do cacau em ativar receptores de canabinóides ou elevar o nível de anandamida, conforme informado por TOMASO, BELTRAMO e PIOMELLI (1996).&lt;br /&gt;Na prática clínica é observado que há uma tendência dos dependentes em tratamento aumentar naturalmente o consumo de alimentos doces quando interrompem o uso da substância psicoativa. Essa tendência foi confirmada na amostra estudada, quando comparada ao consumo de alimento de doce antes da internação (no período de uso da substância) e durante a internação (na abstinência), onde 90,3% responderam consumir doces mais de três vezes por semana. Desse modo, o aumento do consumo de alimentos doces na abstinência seria uma forma natural para compensar a falta da cocaína crack ou para recuperar a desnutrição causada pelo consumo dessas drogas?&lt;br /&gt;Considerando as limitações próprias de um trabalho clínico de observação, principalmente as limitações metodológicas e o número de sujeitos, os resultados deste estudo sugerem perspectivas não só para a elaboração de pesquisas experimentais, mas também questões no campo da neurociência, da nutrição clínica e do comportamento do dependente de substância psicoativa em tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor&lt;br /&gt;José Antônio Zago joseantoniozago@ig.com.br&lt;br /&gt;Psicólogo do Instituto Bairral de Psiquiatria - Itapira - SP.&lt;br /&gt;Mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1941211732291087814?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1941211732291087814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1941211732291087814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1941211732291087814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1941211732291087814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_04_01_archive.html#1941211732291087814' title='CRAVING OU FISSURA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1079233086375297236</id><published>2011-03-27T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T11:38:21.031-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ARTIGOS'/><title type='text'>CÉU NA TERRA – SANTO DAIME - SAIA CORRENDO</title><content type='html'>O acesso a grupos daimistas é muito fácil, não existe nenhum impedimento. Foi assim que, levada pela minha incansável curiosidade, ou apelo, espiritual me vi dentro, por engano de informação, no Céu na Terra.&lt;br /&gt; A ayhuasca é dada generosa e indiscriminadamente nesta orientação, os grupos são autônomos e cada “padrinho” (título do chefe) decide seu ritual que parte de um princípio de busca de autoconhecimento. Mas isso eu não sabia até vivenciar os efeitos que odiei plenamente. Talvez, se pudéssemos ficar apenas no sensorial, o ganho fosse significativo, uma terapia acelerada, mas não se tem escolha, as coisas simplesmente acontecem. Talvez se a dose tomada fosse menos generosa os efeitos devastadores não aparecessem, sei que pode ser assim por informação de meu filho, mas não vale a pena arriscar a menos que se conheça o grupo e se saiba que o controle é maior. O padrinho deste local é daimista há 21 anos e não sei o que este uso de 15 em 15 dias possa ter feito com seu discernimento.&lt;br /&gt;Aqui vem gente de lugares distantes e me pergunto o que os atrai. Uruguaiana, Florianópolis, Curitiba. Longe demais uma vez que estas cidades também tem grupos daimista. No meu pequeno entender talvez venham aqui exatamente por que beberão muito e começo a compreender por que vem armados de colchonetes e cobertores, dormirão aqui para que o efeito se dissipe completamente.&lt;br /&gt;Não posso deixar de fazer uma leitura psicanalítica e vejo uma justificativa forte para tomar este psicoativo poderoso que provoca, em primeira instância, contato sensorial com os sentimentos guardados em nosso inconsciente. Depois disso pode-se começar uma “viagem” psicodélica alucinante da qual tudo que eu queria era sair correndo. Cores, sons, imagens do que me cercava, mesmo de olhos fechados, existia em outra dimensão extrapolada, tudo era grande, extremamente colorido e, se possível descrever assim, redondo.&lt;br /&gt;A ligação com o álcool também foi muito aguda com tudo que ele provoca. Levei minha mente de volta ao meu corpo e passei a sentir os efeitos da entrada da droga em minha corrente sanguínea. A contratação dos músculos das coxas, depois a zonzeira igual ao princípio de uma bebedeira, um sinal de que o mergulho seria mais profundo e os resultados péssimos, me dando apenas uma sensação de impotência e desgoverno de meu consciente. Sair deste estado foi uma luta constante, odeio a perda da racionalidade e tive a certeza desta verdade em mim. Queria vomitar e nada de ânsia de vômito, queria me levantar e tinha medo de cair. Ouvia as pessoas na volta em espasmos, lá fora, na grama. Isso era a espiritualidade?&lt;br /&gt;Não consigo acreditar que encontrar com o mundo invisível seja esta coisa maluca e penso em Aldous Huxley e suas experiências com LSD para conhecer efeitos. Isso parece com LSD embora nunca tenha tomado, mas lido o suficiente. Já participei de tantos rituais espiritualistas, nenhum precisou de nada para abrir a sensibilidade. &lt;br /&gt;No final das contas, o mundo espiritual é apenas uma parte de nosso mundo interno e é impossível, fora da fé, saber o que é real e o que não é, exatamente como com a ayhuasca. Tudo no mundo mental ou se acredita ou se descarta. Prefiro descartar esta mecânica perigosa. Se houver um gen de dependência em seu DNA o risco é imenso. Se gostar do efeito, lembre-se: o bom e fácil é um perigo iminente, se não gostar não volte mais para ver se aprende.&lt;br /&gt;Vejo o padrinho “viajando” e falando coisas ridículas e infantis quando alguma pergunta parte deste pessoal crédulo que jura estar em contato com o mundo dos Orixás. Para mim ele é um encantador de serpentes que caça as mais terríveis que nos habitam, mesmo sob a forma de beleza. Entendo também que ficar tanto tempo “ligado” é impossível sem uso de alguma substância e por isso também no Batuque ou Candomblé se usa a bebida alcoólica. Nos trabalhos kardecista os atendimentos são rápidos apenas mentais, um cuidado para não permanecermos “tanto” do outro lado do mundo.&lt;br /&gt;Analiso as pessoas que buscam o Santo Daime, muitas trêmulas e frágeis, outras mergulhadas em solidão e outras ainda apenas curtindo sob certa segurança o usufruto desta beberagem sagrada e psicodélica. Para mim são todas justificativas apenas, assim como um dependente químico as usa tão bem, escamoteando a verdadeira razão do uso que é o uso em si e seus efeitos.&lt;br /&gt;Santo Daime quer mesmo dizer: Santo, dai-me o que preciso e se deixa a escolha do que precisamos para o santo, ou seja alguém ou algo escolhendo por nós, deixando à revelia nossa vontade sobre o que necessitamos, embora muitas vezes nem nós sabemos o que necessitamos exatamente, mas ainda prefiro o livre arbítrio com todas suas possibilidades de erros.&lt;br /&gt;Voltar ao normal demora e isso me assusta e me dá culpa e raiva de ter sido tão ingênua. Quando o “padrinho” falou sobre terapia grupal e houve apenas comentários infantis sobre adoração ao Daime e a ele mesmo. Neste momento eu deveria ter visto o que se ativava sob este ritual e caído fora ligeirinho.&lt;br /&gt;O budismo diz que tudo em que acreditas é verdade para ti. Fique cada um com sua verdade intransferível.&lt;br /&gt;O acompanhamento dos aspectos negativos me deu certeza do que não quero para mim e o que não devo fazer por que quebrarei a cara. De certa forma um aviso de alerta bem consistente.&lt;br /&gt;Como experiência sempre tem aprendizado é isso que carregarei comigo: o ódio mortal ao álcool, uma consciência espiritual que não precisa de nada para se manifestar, a dor que devo aprender a administrar por que não tem como arrancá-la e um até nunca mais, Santo Daime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INFORMAÇÕES ADICIONAIS&lt;br /&gt;Santo Daime&lt;br /&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;br /&gt;Santo Daime&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Santo Cruzeiro&lt;br /&gt;Também conhecido como cruz de caravaca&lt;br /&gt;O Santo Daime é uma manifestação religiosa surgida em plena região amazônica nas primeiras décadas do século XX. Consiste em uma doutrina espiritualista que tem como base o uso sacramental de uma bebida enteógena (para os psiquiatras, uma droga psicodélica, a ayahuasca, com o fim de catalisar processos interiores e espirituais sempre com o objetivo de cura e bem estar do indivíduo. A doutrina não possui proselitismo, sendo a pratica espiritual essencialmente individual, tendo o autoconhecimento e internalização comoo meios de obter sabedoria.&lt;br /&gt;Segundo seus adeptos, a doutrina do Santo Daime é uma missão espiritual cristã, que encaminha os seus praticantes ao perdão e a regeneração do seu ser. Isto acontece porque o daimista, ao participar dos cultos e ingerir o Santo Daime inicia um processo de auto conhecimento, que visa corrigir os defeitos e melhorar-se sempre, para que possa um dia alcançar a perfeição (objetivo megalomaníaco na minha análise, ser Deus Perfeito não é para minha humanidade). &lt;br /&gt;Nos rituais sempre há uma forte presença musical. São cantados hinos religiosos e são usados maracás, um instrumento indígena ancestral, na maioria dos locais de culto, além de violas, flautas, bongôs e atabaques.&lt;br /&gt;Surgiu no estado brasileiro do Acre, no início do século XX, tendo como fundador o lavrador e descendente de escravos Raimundo Irineu Serra, que passou a ser chamado dentro da doutrina e por todos que o conheciam como Mestre Irineu. Após conhecer a bebida sacramental chamada de ayahuasca pelos nativos da região Amazônica, Irineu Serra teve uma visão de características marianas, em que um ser espiritual superior lhe entrega a missão do Santo Daime. (Muitos visionários dizem ter recebido missões divinas, grande parte terminaram em morte ou loucura – o grifo é meu).&lt;br /&gt;Mestre Irineu não inventou a ayahuasca, foi apenas responsável pela cristianização do seu uso, rebatizando a bebida a partir do rogativo "Dai-me Amor", "Dai-me Firmeza". A nova seita religiosa mesclou elementos culturais diversos como as tradições caboclas e xamânicas, o catolicismo popular, o esoterismo e tradições afro-brasileiras. &lt;br /&gt;Na década de 1930 inicia seus trabalhos espirituais com um pequeno grupo de seguidores nos arredores de Rio Branco e, com o passar dos anos, viu esse grupo aumentar em tamanho e importância no cenário acreano. Raimundo Irineu Serra faleceu em 6 de julho de 1971. Após seu falecimento, houve dissidências, sendo a mais famosa, a liderada por Sebastião Mota de Melo, a partir do início da década de 1980. &lt;br /&gt;Em 2006, estimava-se em aproximadamente 10.000 os seguidores dessa doutrina no Brasil e no mundo. Há centros legalmente instituídos em quase todos os estados brasileiros e em países como Espanha e Países Baixos, além de grupos que celebram os cultos em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Portugal. &lt;br /&gt;A doutrina ficou então dividida em duas vertentes principais:&lt;br /&gt;Inúmeros centros independentes ou não diretamente ligados ao núcleo primeiro ou seu dissidente, surgiram após a expansão para o resto do país. Um dos mais recentes desdobramentos desta expansão é o surgimento de centros independentes, que promovem sincretismos com a Umbanda, O Espiritismo, o Hinduísmo (a incorporação de várias filosofias o colocou como experiência espiritaul da Nova Era – grifo meu). &lt;br /&gt;O uso ritual de substâncias psicoativas como a ayahuasca vem sendo discutido em vários países. No Brasil, o CONAD (Conselho Nacional Antidrogas) do Brasil, retirou a ayahuasca da lista de drogas alucinógenas conforme portaria publicada no Diário Oficial da União em 10 de novembro de 2004, permitindo o uso ritual.&lt;br /&gt;O ministro da Cultura, Gilberto Gil, encaminhou em 2008 ao IPHAN, um processo para transformar o uso do chá de ayahuasca, em patrimônio imaterial da cultura brasileira. (Fala sério! Não sei se Gilberto Gil tem competência para tal postura – grifo meu).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Liturgia&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estrela utilizada pelos fardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas várias linhas atuais há diversos tipos de trabalhos, sendo considerados trabalhos oficiais da doutrina os relativos a datas festivas (como São João, Natal), os trabalhos de concentração (realizadas nos dias 15 e 30 de cada mês), os trabalhos de cura como Estrela e São Miguel. Dentro da Linha do Padrinho Sebastião, há ainda trabalhos mediúnicos como de Mesa Branca (Umbandaime).&lt;br /&gt;Os trabalhos de concentração e cura são feitos com os participantes sentados em seus lugares, sempre divididos em homens de um lado, e mulheres de outro, em volta da mesa central. &lt;br /&gt;Há também os trabalhos de bailado, em que os participantes executam passos individuais e padronizados durante a execução dos hinos. São três os ritmos utilizados nas cerimônias daimistas tradicionais, a marcha, a valsa e a mazurca. Cada ritmo tem seu próprio toque de maracá e seu passo específico. O objetivo é executar os hinos e o bailado com a máxima afinação entre os participantes, a corrente, a fim de que se possa atingir um estado de elevação de consciência.&lt;br /&gt;Para participar de uma cerimônia daimista, é necessário usar roupas preferencialmente claras, evitando decotes, bermudas e blusas sem manga. Além disso, as mulheres devem usar saias abaixo dos joelhos. Os Daimistas utilizam um vestuário ritual em suas cerimônias, chamadas "fardas" (herança da cultura cabocla de seu fundador onde um homem fardado merecia respeito – meu grifo), sendo elas de dois tipos: uma chamada de farda branca e a outra chamada de farda azul, possuindo variações para homens e mulheres. Todo Daimista fardado traz na sua farda sobre o peito esquerdo a estrela de Salomão com a águia e a lua crescente, simbolizando uma visão do Mestre Irineu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da Amazônia&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cipó Jagube.&lt;br /&gt;A "doutrina da floresta" acabou por se expandir pelo Brasil e pelo mundo. Ganhou muitos novos adeptos, incluindo pessoas famosas e de destaque na mídia. Como uma das características do Santo Daime é o conceito de Centro Livre, ou seja, o antidogmatismo e o não-sectarismo religioso, passou a sofrer influencia de diversas tradições espiritualistas e a dar origem a outras vertentes, muitas das quais distanciaram-se muito da doutrina do Mestre Irineu. Ao penetrar em áreas onde era grande a influência de religiões afro-brasileiras, acentua-se as influências negras que já estavam presente em menor escala na doutrina. Influencia a Umbanda também, pois esta passou a utilizar o chá em alguns pontos.&lt;br /&gt;Existem diversos cultos espalhados pelo Brasil e pelo mundo que utilizam a ayhuasca como sacramento, como a UDV (união do Vegetal), proveniente de Rondônia, os "ayhuasqueiros" que utilizam a bebida de forma independente ou não-ritualistica, e que não devem ser confundidos com o Santo Daime.&lt;br /&gt;Nos grandes centros do país, o Daime passou também a ser praticado por grupos de pessoas que já possuíam crenças alternativas, como as religiões orientais. Portanto o Santo Daime em alguns locais recebeu essas influências, em detrimento de suas origens caboclas. Apesar disso, as linhas autênticas de Daimistas estão empenhados e compromissados em manter e preservar as tradições do Santo Daime da forma como esta Doutrina foi vertida da floresta para o resto da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legislação para uso do chá&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dimetiltriptamina, ou DMT, o princípio ativo da ayahuasca.&lt;br /&gt;Em janeiro de 2010 o governo brasileiro formalizou legalmente o uso religioso do chá ayahuasca, vetando o comércio e propagandas do mesmo, que só poderá ser utilizado com fins religiosos e não lucrativos, com a criação de um cadastro facultativo para as entidades que o utilizam. A bebida chegou a ser proibida no país em 1985, sendo liberada dois anos depois, e ocorreu uma nova tentativa de proibição nos anos 1990. Atualmente não havia impedimento para o uso do chá em cerimônias religiosas, porém não existiam orientações para o seu uso em conformidade com o direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente&lt;br /&gt;Diversos centros estão espalhados pelo Brasil, a maioria seguindo fielmente a vertente originada na Amazônia por Mestre Irineu, estima-se que hoje em dia sejam cerca de 15000 adeptos em constante crescimento e contam com uma organização solidária e sem fins lucrativos (embora sob a égide de contribuição para o lanche distribuído, todo ele doado por “fardados”, pague-se um determinado montante - grifo meu).&lt;br /&gt;Alguns centros estão situados em grandes cidades como São Paulo (Céu Sagrado, Jardim de Belas Flores, Céu de Maria, fundado pelo cartunista Glauco, e Céu da Capela, este último liderado por Padrinho Alexandre).&lt;br /&gt;Em 2010, o cartunista Glauco Villas Boas foi assassinado por uma pessoa que frequentou a doutrina. A família do assassino acusa o consumo do chá, de levá-lo a ter delírios psicóticos que desencadeou o assassinato ( o uso da ayhuasca deve ser totalmente vetado a portadores de doenças mentais – grifo meu). &lt;br /&gt;Cruz de Caravaca &lt;br /&gt;                                 &lt;br /&gt;  A Cruz de Caravaca, também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Borgonha, é uma relíquia cristã de origem espanhola.&lt;br /&gt;Segundo a tradição, apareceu por milagre na cidade de Caravaca, Espanha, em 3 de Maio de 1232, e, por conter fragmentos do lenho da cruz de Cristo, eram-lhe atribuidos muitos milagres.&lt;br /&gt;Em 1934 a cruz medieval desapareceu misteriosamente, sendo mais tarde foi restaurada por doação, pelo Papa Pio XII, de dois fragmentos do Santo Lenho.&lt;br /&gt;A lenda medieval&lt;br /&gt;De acordo com a lenda, à época da Reconquista cristã da península Ibérica, a região era governada pelo sultão Abu Zeyt e, na cidade de Caravaca havia prisioneiros, sendo um deles o sacerdoteGines Perez Chirinos.&lt;br /&gt;          Manifestando Abu Zeyt curiosidade sobre as práticas católicas, decidiu presenciar uma missa, ordenando que o sacerdote cativo lhe celebrasse uma. No dia marcado, o governante reuniu toda a sua família e corte para presenciar a cerimónia, dando ordens para que fosse dado ao sacerdote tudo o que ele necessitasse para o culto. À última hora, o sacerdote lembrou-se de ter esquecido a cruz. Com temor e com vergonha, antecipando a punição por sua falha, viu surgir, do nada, na janela acima de si, dois anjos carregando uma cruz de dois braços, toda de ouro e pedrarias. &lt;br /&gt;O sultão e todos os muçulmanos presentes, impressionados, converteram-se ao catolicismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1079233086375297236?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1079233086375297236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1079233086375297236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1079233086375297236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1079233086375297236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_03_01_archive.html#1079233086375297236' title='CÉU NA TERRA – SANTO DAIME - SAIA CORRENDO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1050036454277724167</id><published>2011-01-23T14:42:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T14:44:15.364-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>AVIA MENTES</title><content type='html'>Hora do almoço.&lt;br /&gt;Ufa, era sempre uma boa hora. Trabalho por necessidade, já poderia estar aposentada, mas os compromissos impedem o ansiado afastamento. &lt;br /&gt;Estou com um peso muito acima do que posso carregar, então, mesmo que não é o regime i-deal, eu não almoço. Como uma porcaria qualquer e finjo que está ótimo. Sobra tempo para bater perna e fazer coisas que tornem o dia suportável.&lt;br /&gt;Já está mais do que na hora de morrer, os algozes lá de cima não me dão esse brinde.&lt;br /&gt;Ontem perdi um botão de meu casaco de guerra, preciso dar um jeito de encontrar outro igual. Adoro visitar a loja de aviamentos. Trancelins, fitas, aplicações, sianinhas, linhas de todas as cores, agulhas, tesouras especiais... Ai, meu peito se enche de alegria. Imagino as maravilhas que faria com essas belezuras.&lt;br /&gt;Vim aqui procurar botões, me doutrino. Vou apenas olhar as outras coisas. Só de brincadeira. &lt;br /&gt;Ana Cristina mexe e remexe nos balaios de promoção, é o que mais gosta. Sempre encontra alguma coisa imperdível. Não é supérfluo, amanhã ou depois precisará e, com certeza, terá que pagar o preço alto normal. No fundo é economia.&lt;br /&gt;Em meio ao colorido desejo, ela está bem, leve. Esquece a família maluca que a come por uma perna. Um pensamento de lembrança atravessa a tranqüilidade. Franze o rosto, tem que visitá-los hoje, levar o rancho por que são incapazes de se manterem. Dependentes de tudo e para tudo.&lt;br /&gt;Precisa não se esquecer dos pirulitos para o cachorro. A irmã diz que o bichinho chora se não come as bolas açucaradas. Aumentar a quantidade de leite. O cunhado é viciado em leite. Quem não acredita que vá ver. Três litros por dia, tomados às escondidas, a caixa cheirando o sovaco para ninguém ver e o copo sempre cheio na mão.&lt;br /&gt;Quem paga as insanidades? Ela. Ana Cristina.&lt;br /&gt;Cinco sobrinhos, seus filhos que por sua vez são piores que coelho, já tem rebentos. Criança para todo lado. Todos pendurados na casa da irmã que, por sua vez, pendura-se nela. Um varal de gente superposta umas às outras. Nem sabe como conseguem manter uma certa identidade na mistura promíscua de necessidades.&lt;br /&gt;− Ah, que lindo este bordado inglês!&lt;br /&gt;− É novidade. Lançamento. Lindo em dourado, não é mesmo? Temos também com prata. Vou mostrar.&lt;br /&gt;− Eu vim procurar botões...&lt;br /&gt;− Só para conhecer. Os botões temos em promoção.&lt;br /&gt;Sacos e sacos de botões de todos os feitios e cores são espalhados no balcão.&lt;br /&gt;− Um real cada. Uma oportunidade que não sei quando repetiremos.&lt;br /&gt;Ana Cristina faz cálculos rápidos. É boa em números. Vive de adições, diminuições, multiplicações e divisões; principalmente divisões. Só de pensar em abandoná-los sente falta de ar, uma arritmia no coração. Só de pensar em gastar no mercado para eles, dá uma raiva terrível.&lt;br /&gt;Separa quatro pacotes de botões, o bordado inglês lançamento, duas metragens de fitas e uma agulha própria para chuleados.&lt;br /&gt;Sai.&lt;br /&gt;Alguns metros à frente tem uma loja de artigos para bijuterias. Precisa ganhar mais dinheiro. Ouviu a notícia de que o leite subirá. Entra.&lt;br /&gt;O curso de bijuteria foi muito útil. Precisa apenas de mais variedade de miçangas, contas e montadores. Talvez devesse levar mais uma caixa para guardar. Gosta das caixinhas repartidas por que fica tudo organizado, sem misturar o que facilita bastante o trabalho.&lt;br /&gt;Chega à repartição carregada de coisas. Não tem nada de serviço para fazer e o chefe é muito mais moço que ela, tem respeito. Pode fazer o que quiser que ele não reclama, sorri e balança a cabeça: Essa Dona Ana...&lt;br /&gt;Ela esparramou os botões sobre a mesa. São dezenas. Separa como quem cata feijão: cada tipo, cada cor, cada formato. Conversa com eles em pensamento, não será tão louca a ponto de falar em voz alta:&lt;br /&gt; − Fica aqui, com teus irmãos. Tu, não, tua família é outra. Sozinho? Coitado... Não liga, é bom, ninguém te torra a paciência e nem te cobram nada. Família é um mal necessário. Imagina o que eu faria sem a minha? Estaria internada, com certeza. É por isso que ajudo. Não como tentam me convencer que sinto culpa por ter e eles não. Já passei os pecados, o pão que o diabo amassou. Como poderia sentir culpa?&lt;br /&gt;Controlá-los? Deus me livre! Claro que do jeito que vivem é preciso estar aconselhando, cortando as arestas que nascem mais que erva daninha. Tira um ranço vem outro. São como crianças. Bem que gostaria de me livrar, mas...&lt;br /&gt;Termina o expediente, ela junta toda a tralha separada em saquinhos que comprou na hora do cafezinho. Gosta de organização, tem que ser tudo padronizado. Nada de bagunça, um saco de cada jeito, de aproveitamento. Nada disso. Todos iguais.&lt;br /&gt;Chega em casa e está contente, as compras nas mãos revigoram, passam uma sensação boa de preenchimento. São coisas dela, só dela.&lt;br /&gt;O telefone toca. É o cunhado:&lt;br /&gt;− Acabou a carne, os pobres cachorros, oito, não podem comer outra coisa, enfraquecem. &lt;br /&gt;Ela corta o papo:&lt;br /&gt;− Esteves, não tenho mais dinheiro. Vocês deixam de comer carne e dão para os cachorros. Pára de tomar tanto leite e dá a eles. Vocês pensam que sou saco sem fundo? Têm que aprender a administrar a comida. Parar de chamar a pobre vizinhança sem eira nem beira para comer aí.&lt;br /&gt;− É tua irmã. Está doente, bem sabes quanto. Tu não tens coração. Ela é boa, caridosa. Meu salário se vai num vapt. Tens que ajudar.&lt;br /&gt;Ana Cristina está indignada. Uma raiva disforme. A imagem da irmã, imensa, rodeada de cães, com um chicote de palavras na mão para ela e o marido. Para os demais a doçura do sentimento. Sente uma insuportável vontade de chorar. Que vida mais idiota, quer partir para lugar algum. Se ao menos a imagem do pai não voltasse junto. &lt;br /&gt;É igual ao pai, servindo e servindo. &lt;br /&gt;− Eles mudarão, ah, se mudarão!&lt;br /&gt;Sabe que está falando asneira, eles não mudarão e nem ela.&lt;br /&gt;Pega a bolsa e sai na noite fria. O supermercado é logo ali.&lt;br /&gt;Mas é só mais dessa vez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1050036454277724167?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1050036454277724167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1050036454277724167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1050036454277724167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1050036454277724167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2011_01_01_archive.html#1050036454277724167' title='AVIA MENTES'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3758441612805052893</id><published>2010-02-10T16:15:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T16:43:09.640-08:00</updated><title type='text'>A PAIXÃO PELA DROGA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/S3NSfSdTz_I/AAAAAAAAANI/wPzFV-F_-o0/s1600-h/openphotonet_93062741_7d6e5e7271_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 172px; height: 153px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/S3NSfSdTz_I/AAAAAAAAANI/wPzFV-F_-o0/s320/openphotonet_93062741_7d6e5e7271_o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436779872650514418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como gostamos de nos apaixonar! Dependente gosta ainda mais.&lt;br /&gt; Sem paixão tudo parece morto, sem graça. Não há frenesi, nem adrenalina correndo solta. Tudo que um adicto quer é adrenalina, custe o que custar. Sua insatisfação interior é tão grande, o mundo externo tão difícil que paga o alto preço da derrocada física e mental para ter ou um pouco de esquecimento (alcoolismo), um pouco de paz e relax  (maconha) ou um pouco de excitação (cocaína).&lt;br /&gt; O coração dispara ao ver o causador da paixão, do suor nas mãos. O papelote de coca, o cigarro enrolado em papel fino, um copo com a garrafa ao lado, de preferência.&lt;br /&gt; Causador da paixão... &lt;br /&gt; Paixão causa dor, enlouquecemos, perdemos os parâmetros, não enxergamos a pessoa, ou o que a catalisa. Na verdade ela se torna um meio e não um fim. Não é importante, embora nos pareça a situação mais importante do mundo, única e insubstituível. A droga é única e insubstituível. Princípio, meio e fim. Em si mesma.&lt;br /&gt;Vemos apenas a paixão. Enganamo-nos dizendo que é um rosto, um olhar, um copo, um bagulho qualquer... &lt;br /&gt;Não é nada disso, é apenas uma emoção sedutora tique taqueando dentro de nós, acelerando o sangue, tirando o sono. Tornando-nos escravos de um tilintar de telefone, de um traficante, de um bar ou qualquer local que venda bebida. Mais bonito do que qualquer castelo, paisagem, companhia.&lt;br /&gt;Relações morrem quando a paixão se acaba. &lt;br /&gt;Pessoas maravilhosas tornam-se insuportáveis. Também pudera! Nós jamais a conhecemos realmente. &lt;br /&gt;Não conseguimos vê-la, o véu apaixonado encobria nossos olhos e tínhamos apenas sentidos. E, na maior parte das vezes, o pior de todos: o possuir, o reter. Queremos que o motivo de nossa paixão seja apenas nosso, que se esqueça de sua vida, de sua vontade, que se torne um prolongamento de nosso desejo, um apêndice com cara diferente da nossa. Essa é situação dos que se tornam dependentes de emoção, sensações eufóricas do amor desviado.&lt;br /&gt;A droga nos pertence, só não percebemos que nós muito mais a ela pertencemos. Se torna a nossa paixão, a nossa vida.&lt;br /&gt;Pode agregar outro ingrediente: nós perdemos nossos objetivos, anseios, metas já estabelecidas. Absorvemos as do outro, nos tornamos o outro. Tudo se mistura e a individualidade se perde. O que não é perdido na dependência, seja ela qual for?&lt;br /&gt;Amamos a paixão por que ainda somos infantis e imaturos. A Humanidade é adolescente dentro de seu desenvolvimento e crescer dói, retardamos esse crescimento. Agarramo-nos ferozmente à paixão que nos absorve para não termos que enfrentar nossas verdades nem tão bonitas como gostaríamos infantilmente que fossem. O dependente é um imaturo em sua substância, uma criança que não abre mão de seu brinquedo, mesmo que seja um jogo que machuca e mata.&lt;br /&gt;Esquecemos que somos humanos e que isso pode nos dignificar e não nos tirar o tesão de viver. Este reside na capacidade que temos de enfrentar o tempo que passa. Acreditamos que o tempo pode nos encolher, quando na verdade ele nos expande, nos torna mais compassivos, menos egoístas, se crescermos bem. Altera-nos e corrompe se olhamos apenas o exterior como é moda nestes tempos em que vivemos. O externo, a casca, o verniz se tornou mais importante do que a alma. Vivemos a Era Coca-cola, tudo é descartável como uma latinha de refrigerante. A vida principalmente, então não importa o quanto imundicemos nossos corpos, o quanto o coalhamos de porcarias as mais diversas.&lt;br /&gt;Não somos eternos, pelo menos não na matéria, mas talvez o sejamos no espírito. E se formos eternos no espírito teremos posto fora a oportunidade de o expandirmos. Ele não reside em nosso corpo, mas em nossa alma, psique, ou seja lá o nome que queiram dar. A droga rompe nossa ligação com o Eterno, com a Espiritualidade que pode ser, para alguns, até um simples relacionamento humano.&lt;br /&gt;Não podemos impedir o céu de chover, a noite de chegar, a planta de florescer, mesmo que isso, momentaneamente faça o sol adormecer, o dia descansar, a planta fenecer, mas podemos e muito intensamente brecar nosso desenvolvimento e a capacidade de estarmos em paz conhecendo a doçura do amor e permitindo que a paixão seja veículo de vida quando submetida aos padrões defensores de nossa integridade enquanto seres humanos que respeitam a natureza que reside dentro de nós e nos faz nascer, crescer e morrer.&lt;br /&gt;Não sabemos se a morte é um fim em si mesmo. Amamos tanto a aparência que preferimos crucificar nossa alma em benefício dela.&lt;br /&gt;A paixão não enaltece o amor, ela o banaliza. O transforma em emoção e não permite que se desenvolvam as raízes alimentadoras do amor, da tolerância para com a imperfeição do outro. &lt;br /&gt;A paixão não é sentimento, é emoção e existe uma diferença visceral entre os dois. A primeira morre, é falível. O segundo é verdadeiro e intransferível. Ela é transitória, ele é permanente.&lt;br /&gt;A paixão não fala, grita. O sentimento fala e nos conduz mesmo quando estamos desencontrados. Apenas ele pode nos mostrar nossa verdade e transformá-la se o questionarmos e direcionarmos. O sentimento sussurra, a emoção pressiona. O dependente tem medo de seus sentimentos por que foi acostumado a julgá-lo inferior e feio.&lt;br /&gt;Quase não sabemos amar. O que chamamos de amor pelo outro é encantamento, magia, deslumbre. E como nos deslumbramos bem quando estamos encharcados de álcool, cocaína, ou qualquer outra coisa que transforme nosso comportamento e sentimento,&lt;br /&gt;Apaixonamo-nos pelo amor sem conhecê-lo transferindo-o para sensações que afogam a si mesmas. Confundindo o outro e a nós. Nos confundindo com a personalidade dissonante que aprece ao nos drogarmos.&lt;br /&gt;A paixão é engodo, é chama passageira. O amor permanece no continuar do tempo. A paixão é sexual, o amor é integral, contém sexo, mas não é apenas isso. A paixão é instante, o amor é desdobrar do tempo.&lt;br /&gt;Como a paixão morre, morremos juntos um pouco, como o amor é contínuo, permanecemos mais presentes, mais permanentes. Como, enquanto dependentes, descartamos a continuidade por temê-la, o instante se torna o bem maior.&lt;br /&gt;Estamos abertos à paixão quando nossa psique cansada de procurar desenvolvimento resolve tirar férias.&lt;br /&gt;A paixão pode ser ótimo sinalizador de que alguma coisa, algum pedaço de nós que não encaixou no seu devido lugar dentro de nosso coração.&lt;br /&gt;A paixão é flecha, o amor é alvo. Ela voa, ele aguarda.&lt;br /&gt;Que bom analisar a paixão como veículo para questionar nossa estabilidade sempre transitória. Precisamos mudar. Transformarmo-nos. Tudo no Universo se movimenta, nós também. O movimento cósmico é percebido na trajetória dos astros, o movimento humano é percebido no anseio de reformular aonde e como estamos.&lt;br /&gt;A paixão não necessita de pessoas, se satisfaz com objetos e neste momento é quando mais nos emburrece e nos torna coisa. &lt;br /&gt;Parece que sem nos apaixonarmos por trabalho, drogas, situações, pessoas, estamos amorfos. &lt;br /&gt;Ah, criança humana, cresce logo. Urge crescer. Urge nos tornarmos inteiros e não parte. Só o inteiro completa a parte que representamos na dança da Vida.&lt;br /&gt;Amamos a paixão e não as pessoas. Amamos o estado e não o ser. Amamos a droga e não a nós mesmos.&lt;br /&gt;Paixão da minha vida despeço-me de ti por que desejo viver e não apenas transitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3758441612805052893?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3758441612805052893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3758441612805052893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3758441612805052893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3758441612805052893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2010_02_01_archive.html#3758441612805052893' title='A PAIXÃO PELA DROGA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/S3NSfSdTz_I/AAAAAAAAANI/wPzFV-F_-o0/s72-c/openphotonet_93062741_7d6e5e7271_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7951986455364530992</id><published>2010-01-19T12:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T15:53:08.947-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPOIMENTOS'/><title type='text'>DEPOIMENTO INDIGNADO COM NOSSA "CULTURA"</title><content type='html'>Eu acho a bebida o pior vício. Pior do que o cigarro ou o até mesmo o crack. Porque você pára e continua submetido a uma enxurrada de propagandas, filmes etc relacionando bebida a status, relax, elegância, futebol, comemoração, sociabilidade.&lt;br /&gt; O crack pode ser uma merda, mas ele não faz parte do imaginário coletivo: ele alcança uma minoria que já está na merda por outros meios. Já a bebida pega qualquer um, e pode ser aos poucos ou desde cedo; pode ser por questões psicológicas e/ou químicas. E é exaustivamente massificada.&lt;br /&gt; Elas variam (vinho, cerveja, whisky, vodka, cachaça, licor etc) e não podemos esquecer que a maioria surgiu nos monastérios da Europa; o que dá uma nota, mais uma vez, de permissão ao nosso imaginário.&lt;br /&gt; Quase todo mundo bebe e aquele que precisa parar de beber se sente rejeitado. E quando esse alguém bebe o primeiro copo, pode ser uma vontade natural, como a de tantos outros. Porém, após o primeiro ou segundo, outros fatores o levam a continuar e o copo a se esvaziar etc.&lt;br /&gt; A questão coletiva ajuda muito na adicção. &lt;br /&gt; Por exemplo, os grandes jazzistas dos anos 30/40, nos EUA, eram viciados em heroína. E quem não fizesse parte era considerado careta; e não poderia acompanhar os melhores músicos. Isto foi num ambiente fechado como o do jazz. &lt;br /&gt; Em alguns setores é quase considerado normal cheirar cocaína, um primo meu vivenciou uma situação dessas. Como ele não se “enquadrava”, acabou desistindo. &lt;br /&gt; Agora, imagine em um ambiente totalmente aberto ao coletivo onde permeiam todas as formas de mídia a drinks e bebidas alcoólicas!&lt;br /&gt; It´s not mole não, como dizia um amigo.&lt;br /&gt; Disse tudo isto para que procure entender como deve ser o seu sofrimento de se sentir “de fora” do que ‘todos’ podem: se ele assiste futebol, lá vem propaganda de cerveja; se passa imagens da Serra Gaúcha, na TV, lá está o casal tomando vinho à lareira; em filmes e novelas, o executivo chega em casa e toma uma dose de scotch, ou oferece a uma visita “aceita um drink?”&lt;br /&gt; Alguns conseguem beber por prazer sem ultrapassar um traço os limites da sanidade, outros bebem para “tontear” e outros ainda para “capotar”. E até a situação irreversível se apresentar não podemos ter certeza se não entraremos neste tobogã de horrores.&lt;br /&gt; Não há outra expressão: é foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu acho a bebida o pior vício. Pior do que o cigarro ou o até mesmo o crack. Porque você pára e continua submetido a uma enxurrada de propagandas, filmes etc relacionando bebida a status, relax, elegância, futebol, comemoração, sociabilidade.&lt;br /&gt; O crack pode ser uma merda, mas ele não faz parte do imaginário coletivo: ele alcança uma minoria que já está na merda por outros meios. Já a bebida pega qualquer um, e pode ser aos poucos ou desde cedo; pode ser por questões psicológicas e/ou químicas. E é exaustivamente massificada.&lt;br /&gt; Elas variam (vinho, cerveja, whisky, vodka, cachaça, licor etc) e não podemos esquecer que a maioria surgiu nos monastérios da Europa; o que dá uma nota, mais uma vez, de permissão ao nosso imaginário.&lt;br /&gt; Quase todo mundo bebe e aquele que precisa parar de beber se sente rejeitado. E quando esse alguém bebe o primeiro copo, pode ser uma vontade natural, como a de tantos outros. Porém, após o primeiro ou segundo, outros fatores o levam a continuar e o copo a se esvaziar etc.&lt;br /&gt; A questão coletiva ajuda muito na adicção. &lt;br /&gt; Por exemplo, os grandes jazzistas dos anos 30/40, nos EUA, eram viciados em heroína. E quem não fizesse parte era considerado careta; e não poderia acompanhar os melhores músicos. Isto foi num ambiente fechado como o do jazz. &lt;br /&gt; Em alguns setores é quase considerado normal cheirar cocaína, um primo meu vivenciou uma situação dessas. Como ele não se “enquadrava”, acabou desistindo. &lt;br /&gt; Agora, imagine em um ambiente totalmente aberto ao coletivo onde permeiam todas as formas de mídia a drinks e bebidas alcoólicas!&lt;br /&gt; It´s not mole não, como dizia um amigo.&lt;br /&gt; Disse tudo isto para que procure entender como deve ser o seu sofrimento de se sentir “de fora” do que ‘todos’ podem: se ele assiste futebol, lá vem propaganda de cerveja; se passa imagens da Serra Gaúcha, na TV, lá está o casal tomando vinho à lareira; em filmes e novelas, o executivo chega em casa e toma uma dose de scotch, ou oferece a uma visita “aceita um drink?”&lt;br /&gt; Alguns conseguem beber por prazer sem ultrapassar um traço os limites da sanidade, outros bebem para “tontear” e outros ainda para “capotar”. E até a situação irreversível se apresentar não podemos ter certeza se não entraremos neste tobogã de horrores.&lt;br /&gt; Não há outra expressão: é foda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7951986455364530992?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7951986455364530992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7951986455364530992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7951986455364530992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7951986455364530992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2010_01_01_archive.html#7951986455364530992' title='DEPOIMENTO INDIGNADO COM NOSSA &quot;CULTURA&quot;'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-2282872332981347502</id><published>2010-01-19T11:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T12:31:23.690-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPOIMENTOS'/><title type='text'>Depoimento de filha de alcoolista</title><content type='html'>Se você é pai, ou mãe dependente, perceba o impacto de sua doença sobre seus filhos!&lt;br /&gt;        Pense, reflita, questione e crie coragem para dizer NÃO ao álcool ou às drogas. Eles destroem tudo até a coisa mais importante do mundo: a imagem de um pai que deveria nortear a vida do filho, não como perfeito, mas o melhor possível. &lt;br /&gt;        Deixar-se vencer pelas drogas ou álcool é o pior possível.&lt;br /&gt;***********************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu pai fumou durante 50 anos, desde os 13, parou faz um ano. Bebe diariamente seus tragos divididos em no mínimo 3 vezes, sei lá, desde os 35 anos mais ou menos. Percebeu, felizmente, que precisava parar, assim como o fez com o cigarro. &lt;br /&gt; Ele conta que é bem difícil.&lt;br /&gt; Como é muito orgulhoso, jamais admitiu ser alcoólatra, e nós, a sua esposa, eu (filha) e o filho, não insistimos no termo tão pesado a ele.&lt;br /&gt;  No Natal que passou, ele estava sem beber há uns 4 meses, estava tão calmo, tão feliz e sereno. Não complicou, nem se irritou com ninguém. &lt;br /&gt; Ah, e seus "carteiraços" diminuíram. &lt;br /&gt; Carteiraços era quando ele impunha sua opinião goela abaixo dizendo que tinha mais de 60 anos e sabia mais que todo mundo, passando por cima de todos feito um trator, humilhando se fosse o caso para fazer valer suas idéias.&lt;br /&gt;  No Ano Novo voltou a ser a figura difícil que te descrevi, por que voltou a beber. Menos, mas bebeu. Pedimos para que ele parasse, ele parou, contudo uma tristeza o tomou. Também a nós. &lt;br /&gt; A notícia boa é que agora tenho certeza de que meu pai é maravilhoso, sem a bebida, mas ele é. &lt;br /&gt; Antes, já não sabia mais quem ele era. Lembrava de um pai tão gentil e carinhoso, tão especial, de qual eu tinha tanto orgulho. Não era mais ele. Só agora tenho a certeza de que ele ainda está lá, por de trás daquele trago, ele ainda está lá. Isso me deixou tão feliz. Só me entristeço em saber o quanto ele sofre e jamais aceitará ajuda, por que jamais assumirá sua condição.&lt;br /&gt; Um grande abraço e obrigada por dividir esclarecimentos tão importantes a quem os necessita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-2282872332981347502?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/2282872332981347502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=2282872332981347502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2282872332981347502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2282872332981347502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2010_01_01_archive.html#2282872332981347502' title='Depoimento de filha de alcoolista'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8889705655050476608</id><published>2009-11-25T11:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T11:30:45.989-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>QUESTIONAMENTO</title><content type='html'>EDIÇÃO DO ZERO HORA DIA 13/11/ 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRA AS DROGAS&lt;br /&gt;Uma nova visão sobre o tratamento dos viciados&lt;br /&gt;Confinar os dependentes químicos em clínicas e fazendas terapêuticas é uma estratégia pouco eficaz de combater a epidemia de crack. Quem alerta é o americano Henry Kranzler, considerado uma das maiores autoridades internacionais de dependência química, que falará aos gaúchos hoje e amanhã, em evento gratuito em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor de psiquiatria e genética e desenvolvimento biológico da Escola de Medicina da Universidade de Connecticut, com mais de 300 artigos publicados em revistas científicas internacionais, o professor participará do encontro Neuroquímica da Dependência, promovido pelo Hospital Mãe de Deus, a partir das 19h30min de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com experiência de mais de 20 anos em pesquisas em genética e tratamento farmacológico para dependências químicas, com apoio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, Kranzler argumenta que o paciente precisa aprender a lutar contra a droga em sua própria realidade – recebendo acompanhamento e incentivos para se manter longe do vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O problema é que ninguém pode viver internado. Eles têm de viver suas próprias vidas. Então talvez seja melhor ensinar a não usar drogas desde o começo, na sua própria base – analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a entrevista concedida a ZH ontem à tarde pelo psiquiatra no Hospital Mãe de Deus, antes de seu passeio para conhecer o Museu Iberê Camargo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leticia.duarte@zerohora.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRA AS DROGAS&lt;br /&gt;“Ninguém pode viver internado em hospitais”&lt;br /&gt;ENTREVISTA - Henry Kranzler Médico psiquiatra&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Zero Hora – Nós enfrentamos uma epidemia de crack, e os tratamentos existentes parecem pouco efetivos. Há boas experiências em novos tratamentos em outros países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henry Kranzler – Os tratamentos não funcionam nos Estados Unidos também. O melhor tratamento provavelmente é a prevenção. Nós não temos boas medicações para tratar a dependência de cocaína, nem de crack. A maior parte dos tratamentos é psicossocial. A melhor estratégia em é conter o paciente associando o bom comportamento a recompensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – Como isso funciona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Tenho uma colega que estuda isso, e o que ela faz: ela tem uma espécie de aquário, sem água, nem peixes. Em vez disso, o aquário é cheio de papéis, e cada um diz: você ganhou U$ 3, ou você ganhou um ticket para o cinema, mas também há prêmios maiores, como uma TV. É como se fosse uma loteria. Se o exame de urina mostrar que o paciente não ingeriu drogas, o paciente pode tirar um papel. E sempre ganha alguma coisa. É uma forma de estimulá-lo a se manter limpo. A dificuldade das medicações é que algo que funciona para uns não funciona para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – Já foram mapeadas particularidades genéticas ligadas ao risco de se tornar dependente dessas drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Sim, mas não está claro qual é o gene específico que identifica o risco da dependência. Já foram identificados genes específicos para o tabaco, para a dependência de álcool, mas, para cocaína, não. Já sabemos que existe alguma origem cromossômica, mas não sabemos qual é o gene específico ainda. Não é como uma Síndrome de Down, que você pode ver a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – Por que é tão difícil tratar o crack?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – É porque a cocaína (da qual deriva o crack) é uma droga muito potente, que atua diretamente no sistema cerebral, e dá muito prazer. Existem estudos com animais que tiveram acesso à cocaína e consomem até morrer, de tanto prazer que sentem. O problema é como interromper o impacto da cocaína no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – Nos Estados Unidos, o crack também é uma epidemia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Era, mas a heroína está se tornando mais popular. Imagino que tem a ver com a tendência internacional da droga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – O que os pais podem fazer para proteger os filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Os pais têm de prestar atenção, conversar, estar envolvidos com a vida dos filhos. Um dos problemas do abuso de drogas é que os usuários usam droga como uma forma de encontrar prazer em suas vidas. Se você tem outras formas de prazer, isso diminui o risco. Então, essa é uma estratégia importante de prevenção: ajudar esses adolescentes a encontrar outros espaços de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – No Brasil, uma das dificuldades é encontrar lugares para internar os filhos, pois a estrutura de atendimento é precária. Como é nos Estados Unidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Não é tão boa como poderia ser. Também existem muitos programas, mas não são integrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – E qual seria o tratamento ideal para crack?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – Se alguém viesse se tratar comigo, eu tentaria algumas medicações como o topiramato (contra a fissura) e o incluiria em programas de controle com recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZH – O senhor não recomenda a internação dos pacientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kranzler – O problema é que ninguém pode viver internado em hospitais. Eles têm de viver suas próprias vidas. Então talvez seja melhor ensinar a não usar drogas desde o começo, na própria base dos pacientes. Os pacientes precisam é aprender outras fontes de prazer para aproveitar a vida.&lt;br /&gt;Cinco lições&lt;br /&gt;1) Não menospreze o álcool e cigarro: as drogas legais são a principal porta de entrada para drogas mais pesadas, como o crack&lt;br /&gt;2) Preste atenção ao seu filho: estar por dentro da rotina é essencial para a prevenção&lt;br /&gt;3) Invista em atividades prazerosas: geralmente o dependente busca a droga como uma fonte de prazer. Se tiver outras fontes de satisfação em sua vida, terá menos chances de procurá-la na pedra&lt;br /&gt;4) Ofereça recompensas pela abstinência, o que aumenta a adesão dos pacientes&lt;br /&gt;5) Evite a internação: como terá de voltar para casa depois, é melhor que o paciente aprenda a permanecer longe da droga em casa, senão recairá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUESTIONAMENTO DE ADICTO EM RECUPERAÇÃO&lt;br /&gt;Vana: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Minha Indignação é :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a loucura deste médico!!!!!!  E do jornal ao publicar esta matéria!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º  Imagine um cara em síndrome de abstinência aguda em crack, em casa, depois dele já ter levado para o traficante a TV, o som, o botijão de gás etc...  Sua mãe vir com um comprimidinho de topiramato ( ahahahahah ) e com o tal aquário. Quero ver esse médico propor este tratamento para aquela mãe que fez uma cela ( dentro da sua casa )  para o filho viciado e mesmo assim ele fugiu, tão noticiada pela RBS. &lt;br /&gt;2º como é que o tal especialista cita o nome do remédio:  topiramato ( o cara é patrocinado por alguma indústria farmacêutica ?). Eu tomo esse remédio, e vai por mim, não é lá essas maravilhas, todas as minhas recaídas eu estava tomando topiramato!!!! Além disso, abrem-se precedentes para que o leitor do jornal pratique a automedicação. Sabe-se que ainda hoje se consegue comprar remédios sem receitas por ai.&lt;br /&gt;3º Aos olhos de quem não conhece o problema passa, ao ler esta reportagem, que o viciado em crack é um baita sem vergonha mesmo, imagina só!! Basta dar um comprimidinho e um ingresso para o cinema ou uma bicicleta que o cara larga o vício!! Não pára porque não quer!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;4º Para o adicto, cadê suas conquistas próprias, estar limpo por sua própria vontade, por seu bem querer,  porque vale a pena viver, e não por um sistema de recompensas ( o tal aquário né!!! ) que muitas vezes é o motivo pelo qual o levou as garras da adicção ativa, no sentido de que os pais sempre compraram materialmente o que não puderam dar emocionalmente.&lt;br /&gt;5º Será que a jornalista publicou tudo o que o médico realmente disse na entrevista  ? ou apenas alguns trechos? Comprometendo assim a matéria e pior sendo de uma irresponsabilidade sem tamanho.&lt;br /&gt;6º do que adianta a RBS nos bombardear com a campanha “ Crack nem pensar “ se coloca profissionais para cobrir as matérias ou médicos ditos especialistas que mais atrapalham do que ajudam!!!!!!!!!!!!!!! E outra, temos que parar de achar q porque é americano ( o tal Dr é o Sr sabidão ), aliás, estaria vendido para o hospital mãe de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana!!! Vc que tem o dom da palavra, e é claro se concordar com isso, coloca tudo direitinho, com tuas sábias palavras e manda e-mail para Zero Hora, para essa tal Letícia Duarte, que é a colunista desta matéria., se tu tiveres tempo e achar necessário.&lt;br /&gt;Um bj, me manda o q tu escreveste! &lt;br /&gt;Um bj. Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUESTIONAMENTO À ZERO HORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta a entrevista veiculada neste jornal dia 13/11 gostaria de colocar a importância de discussão sobre o assunto. A opinião de apenas um terapeuta, seja ele formado nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo, é escassa demais para doença tão séria.&lt;br /&gt; Certamente a extensão do problema, mesmo que superficialmente, é conhecida por toda a sociedade. Não é mais possível nos portamos como avestruzes e ignorá-lo. No entanto, é fundamental uma análise menos rasa. O Brasil possui excelentes profissionais capacitados que convivem diariamente com adictos dentro de clínicas.&lt;br /&gt; Com certeza o tratamento objetiva a inserção do usuário na família e na sociedade e sua conscientização. Disso nonguém discorda.&lt;br /&gt; É, por isso mesmo, estranho que o Dr. Henry Kranzler, tão renomado (gostaria de saber quais órgãos internacionais assim o consideram. A vacuidade de informação me leva a crer que é uma auto titulação) trate um doente de dependência com a técnica Pavloviana do Reflexo Condicionado.&lt;br /&gt; Serão os usuários ratos de laboratório que se treina com uma gratificação ao acertar o caminho do labirinto? Ou cães que aparecerão no próximo filme da Disney sentando e batendo palminhas?&lt;br /&gt; E os tremendos problemas da desintoxicação que podem levar facilmente um adicto à abstinência dolorosa e até paranóica? Qual família está preparada para dar este apoio? A enfrentar este abismo de desconhecidos?&lt;br /&gt; A internação é apenas parte de um processo que levará toda a vida do dependente. A conscientização não se faz através de brindes, mas de terapia prolongada e contínua por terapeutas de profundo conhecimento e humanidade.&lt;br /&gt; Façamos uma divagação: &lt;br /&gt; Usuário afastado da droga em plena abstinência inicial recebe uma barra de chocolate de seu (pretensamente confiável) terapeuta. Cai na risada, pela chocante simplificação e atira na cara do profissional, não antes de quebrá-la inteira. Possível acesso de raiva posterior. &lt;br /&gt; Se tem alguma coisa que fica clara nesta entrevista rasa e carregada de esdrúxula opinião é o desrespeito pelo ser humano que existe, desesperado, atrás de um “viciado”.&lt;br /&gt; Na verdade, este “tratamento” está carregado do mais nefasto item da dependência: a manipulação.&lt;br /&gt; A jornalista Letícia Duarte deveria se inteirar um pouco mais sobre o assunto e não ir a campo crua como foi. Quem sabe ela aprende um pouquinho? Quem sabe alarga os horizontes e faz perguntas mais substanciais? Que esclareçam mais do que uma resposta tão ao gosto do Behaviorismo que os americanos amam por conseguir “fazer uma cabeça”.&lt;br /&gt;Aí vai uma ajudinha:&lt;br /&gt;  Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua (sempre) ou periódica (freqüentemente) para obter prazer. Alguns indivíduos podem também fazer uso constante de uma droga para aliviar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas desagradáveis, etc.&lt;br /&gt; O dependente caracteriza-se por não conseguir controlar o consumo de drogas, agindo de forma impulsiva e repetitiva. Para compreendermos melhor a dependência, vamos analisar as duas formas principais  em que ela se apresenta: a física e a psicológica.&lt;br /&gt; A dependência física caracteriza-se pela presença de sintomas e sinais físicos que aparecem quando o indivíduo pára de tomar a droga ou diminui bruscamente o seu uso: é a síndrome de abstinência. Os sinais e sintomas de abstinência dependem do tipo de substância utilizada e aparecem algumas horas ou dias depois que ela foi consumida pela última vez. No caso dos dependentes do álcool, por exemplo, a abstinência pode ocasionar desde um simples tremor nas mãos a náuseas, vômitos e até um quadro de abstinência mais grave denominado "delirium tremens", com risco de morte, em alguns casos. &lt;br /&gt;Já a dependência psicológica corresponde a um estado de mal estar e desconforto que surge quando o dependente interrompe o uso de uma droga. Os sintomas mais comuns são ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração, mas que podem variar de pessoa para pessoa.&lt;br /&gt;Vamos estabelecer a seriedade deste jornal na medida em que publicar, ou não este questionamento e desenvolver este tema vital de forma mais eficiente em vez de se balizar por apenas uma opinião estranhamente vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8889705655050476608?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8889705655050476608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8889705655050476608&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8889705655050476608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8889705655050476608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#8889705655050476608' title='QUESTIONAMENTO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3353322352930544317</id><published>2009-11-17T10:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T10:14:23.105-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'>Sobre o alcoolismo e a consciência</title><content type='html'>Os alcoólatras, ou alcoólicos ou alco-olistas, inventaram nomes mais leves para eles. Para nós. Eu chamava de bêbado, embora isso doesse o suficiente para eu beber mais ainda. &lt;br /&gt;       Eles contavam suas histórias, às vezes não tinham coragem de encarar a real e fanta-siavam, ou talvez fossem sequelados. Há mui-tos. Demasiadas lacunas na cabeça de um adicto. As justificativas pululam.&lt;br /&gt; Ouvi de uma psiquiatra: dependente dá nó em pingo d’água. Pensei nisso, vesti a carapuça com raiva de mim mesmo, a parte mais difícil da bronca toda é enxergar-se. Sempre queremos dourar um pouco a pílula, só quando não há mais possibilidades de fuga é que aterrissamos e começamos a caminhada de volta que nunca é volta, mas um olhar mais extenso.&lt;br /&gt;       A máscara que eu colocava no alcoo-lismo caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁLCOOL&lt;br /&gt;Material cedido pelos&lt;br /&gt;proprietários do site&lt;br /&gt;Anjos da Noite &lt;br /&gt;a quem somos gratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. &lt;br /&gt;A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade consumida em um determinado tempo, massa corporal, metabolismo de quem bebe e quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. &lt;br /&gt; O uso do álcool causa desde uma sen-sação de calor até o coma e a morte depen-dendo da concentração que o álcool atinge no sangue.&lt;br /&gt;  Os sintomas que se observam são: &lt;br /&gt;− Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia; &lt;br /&gt;− Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, di-minuição da atenção, diminuição dos reflexos e falta de coordenação motora;&lt;br /&gt;− Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capa-cidade de concentração, diminuição de res-posta a estímulos, vômitos; &lt;br /&gt;− Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lap-sos de memória, sonolência;&lt;br /&gt;− Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte. &lt;br /&gt;Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que se caracteriza por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos.&lt;br /&gt;Ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool. &lt;br /&gt;A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes, barbituratos, anti-histamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte. &lt;br /&gt;Os efeitos do uso prolongado são di-versos. Dentre os problemas causados direta-mente podem-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo.&lt;br /&gt;Secundariamente ao uso crônico abu-sivo, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregu-laridades do ciclo menstrual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcoolismo crônico:&lt;br /&gt;É responsável pelas alterações morfo-lógicas em praticamente todos os órgãos e tecidos do corpo, particularmente no fígado e no estômago. &lt;br /&gt;Somente as alterações gástricas que surgem imediatamente após a exposição pode ser relacionadas com os efeitos diretos do etanol sobre a vascularização da mucosa. A origem das outras alterações crônicas é menos clara. &lt;br /&gt; O aumento da atividade dos radicais livres em alcoólatras crônicos também tem sido sugerido como um mecanismo de lesão. &lt;br /&gt;Seja qual for a base, os alcoólatras crônicos têm sobrevida bastante encurtada, relacionada principalmente com lesão do fí-gado, estômago, cérebro e coração&lt;br /&gt; Problemas clínicos do alcoolismo:&lt;br /&gt;A ingestão contínua do álcool desgasta o organismo ao mesmo tempo em que altera a mente. Surgem sintomas que comprometem a disposição para trabalhar e viver com bem estar.&lt;br /&gt; Alguns dos problemas mais comuns da doença são: &lt;br /&gt;No estômago e intestino:&lt;br /&gt;Gases:  Sensação de "estufamento", nem sempre valorizada pelo médico. Pode ser causada por gastrite, doenças do fígado, do pâncreas, etc. &lt;br /&gt;Azia: Muito comum em alcoolistas devido a problemas no esôfago. &lt;br /&gt;Náuseas: São matinais e ás vezes está associ-ada a tremores. Pode ser considerada sinal precoce da dependência do álcool. &lt;br /&gt;Dores abdominais: Muito comum a presença de lesões no pâncreas e no estômago. &lt;br /&gt;Diarréias: Nas intoxicações alcoólicas agudas (porre). Este sintoma é sinal de má absorção dos alimentos. &lt;br /&gt; Lesões no fígado decorrentes do abuso do álcool. Podem causar doenças como hepa-tite, cirrose, fibrose, etc.&lt;br /&gt;No Sistema Cárdio Vascular: Pode ser danoso ao tecido do coração e elevar a pressão san-güínea causando palpitações, falta de ar e dor no tórax. &lt;br /&gt;Glândulas: &lt;br /&gt; Impotência e perda da libido: Pode haver atrofiamento dos testículos, queda de pêlos além de gincomastia (mamas crescidas). &lt;br /&gt;Sangue: &lt;br /&gt;O álcool torna o individuo propício às infecções, alterando o quadro de leucócitos e plaquetas, o que torna frequente as hemorra-gias. &lt;br /&gt; A anemia é bastante comum o que pode ser causado por desnutrição (carência de ácido fólico). &lt;br /&gt;Alcoolismo é doença (OMS):&lt;br /&gt;É o que a medicina afirma, mas a mai-or dificuldade das pessoas é entender como isso funciona. Alguns acham que é falta de vergonha; outros, que é falta de força de von-tade, personalidades desajustadas, problemas sexuais, brigas familiares, etc.; outros, até, que é coisa do "capeta", outros acham que leva algum tempo para desenvolver tal "vício". &lt;br /&gt;A verdade é que algumas pessoas nas-cem com o organismo predisposto a reagir de determinada maneira quando ingerem o álco-ol. Aproximadamente dez em cada cem pes-soas nascem com essa predisposição, mas só desenvolverão esta doença se entrarem em contato com o álcool. &lt;br /&gt; O alcoolismo não é hereditário: &lt;br /&gt;Apesar do alcoolismo não ser heredi-tário existe uma predisposição orgânica para o seu desenvolvimento, sendo, então, o alcoo-lismo transmissível de pais para os filhos. O desenvolvimento do alcoolismo envolve três características: a base genética, o meio e o indivíduo. Filhos de pais alcoólatras são gene-ticamente diferentes, porém, só desenvolverão a doença se estiverem em um meio propício e/ou características psicológicas favoráveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3353322352930544317?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3353322352930544317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3353322352930544317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3353322352930544317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3353322352930544317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#3353322352930544317' title='Sobre o alcoolismo e a consciência'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4236571144898497850</id><published>2009-07-29T04:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T04:11:04.196-07:00</updated><title type='text'>HOMENS E MULHERES QUE AMAM DEMAIS</title><content type='html'>AOS HOMENS E MULHERES QUE AMAM DEMAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEPENDÊNCIA EMOCIONAL, TIRANIA AUTO INFLIGIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Quando amar significa sofrer, debater-se em criações de problemas estamos amando demais, doentiamente.&lt;br /&gt;            "Amar se torna demais quando nosso parceiro é inadequado, desatencioso ou inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo." −Robin Norwood−&lt;br /&gt;            A dependência emocional se caracteriza por comportamentos submissos, falta de confiança, dificuldade em to-mar decisões, inabilidade para expressar sentimentos e por um temor extremo ao abandono, à solidão e à separação. Incapacidade de dizer NÃO, mesmo sabendo que é o momento apropriado.&lt;br /&gt;            È a exteriorização do medo de ficar sozinho. De não bastar-se. Melhor um mau amor que amor nenhum.&lt;br /&gt;            É uma tirania que constrói uma prisão interior mediante alianças com o medo, a passividade, a negação da reali-dade e os sentimentos de culpa. &lt;br /&gt;            Faz parte do caráter e se nutre de circunstâncias desafortunadas na infância, como todos os nossos comporta-mentos e sentimentos têm sua raiz na infância. &lt;br /&gt;           A dependência emocional se manifesta no comportamento afetivo, sexual, profissional e econômico.&lt;br /&gt;           O noivado, a lua de mel, “os casais perfeitos” ou as famílias sem problemas são idealizações que não se sustentam por muito tempo. Felizmente, em nossos dias, apesar dos excessos, da descartabilidade,estamos abandonando o amor romântico que é exigente e perfeccionista. &lt;br /&gt;            A discussão franca feita com assertividade, pode gerar algum incômodo, mas também traz a verdade dos sentimentos das partes. Calar ou conciliar para não se incomodar, ou por justificativas com: “não vamos estragar bons momentos” é um grande erro. Impede a solução dos problemas. No fundo há um comprometimento com o medo.&lt;br /&gt;            A realidade nos demonstra que as famílias mais enfermas são aparentemente perfeitas. As diferenças são tachadas desuperáveis, as discussões são pífias, ou se fala com toda educação e ponderação enquanto por baixo os conflitos rugem. Os sentimentos são secundários, a adequação é mais importante. A realidade torna-se secundária diante das aparências que preservam os laços doentios. &lt;br /&gt;            Nessas famílias teatrais são macerados grandes rancores e profundas frustrações.&lt;br /&gt;            Na família cuja a prioridade é o campo profissional e que tem dependência emocional, espera-se que forças ex-ternas realizem as mudanças. Estabelece-se a inércia e os objetivos não são alcançados. &lt;br /&gt;            A crença dos dependentes baseia-se que toda a mudança desestabiliza o status quo, gerando ansiedade e fragmentação. O que é assustador para os envolvidos, na verdade, repaginar os movimentos da família trará renovação e eliminação de conflitos submersos.&lt;br /&gt;            Homens e mulheres dependentes que baseiam suas escolhas de parceiro no socialmente aceitável, politicamente correto, desequilibram-se ao descobrir a mediocridade e a doença por trás da convivência superficial porém emaranhada e enlaçada.&lt;br /&gt;             As piores escolhas ocorrem quando baseadas no atrativo físico ou no poder econômico. Cedo ou tarde essas relações se convertem em algo insuportável uma vez que não envolvem sentimentos. O perigo é a tendência de “criar” sentimentos falsos, ou de plástico e crer que são verdadeiros, para isso criam-se grandes emoções também falsas.&lt;br /&gt;              Através do medo da liberdade e da solidão se perpetua a dependência emocional e é estabelecido o aprisiona-mento psíquico.&lt;br /&gt;             A angústia e/ou depressão exigem tratamento psicológico. O alívio dos sintomas é apenas o começo de um pro-cesso profundo processo de auto-conhecimento, uma vez que a recaída é implícita se não tratada. &lt;br /&gt;             A dependência emocional é tão nefasta, ou mais do que a drogadição e alcoolismo devido ao não aparecimento de situações vergonhosas expostas e ao desconhecimento de sua existência enquanto doença.&lt;br /&gt;             A PARCERIA, O COMPARTILHAMENTO SÃO DESEJÁVEIS, MAS NÃO OS DEIXEM ANULAR VOCÊ!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4236571144898497850?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4236571144898497850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4236571144898497850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4236571144898497850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4236571144898497850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#4236571144898497850' title='HOMENS E MULHERES QUE AMAM DEMAIS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6190818846090995119</id><published>2009-07-22T09:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:19:52.445-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>A COISA</title><content type='html'>Tu pensas que poderás dar um gole, um teco, uma fungada... Comprar um cinto, comer um chocolate, jogar uma vez. Matar apenas um.&lt;br /&gt; Engano teu.&lt;br /&gt; Neste mundo nada é feito no singular, tudo é plural, muitas vezes plural. É uma corrente de elos infinitos.&lt;br /&gt; Depois do um, vem o dois, o três... Vêm todos. O primeiro é muito, os outros são poucos. Poderão se engatar pelo resto de tua vida e ela será de desespero.&lt;br /&gt; Mano, isso é uma confissão. Eu senti na pele. &lt;br /&gt;Tu nem te lembras mais como é estar limpo e isso te parece careta, besta, babaca.&lt;br /&gt; Mano, a gente se engana, a gente se troca. A gente vira escroto a serviço, senão virar a mesa.&lt;br /&gt; Estar limpo é ter a vida na mão outra vez. É poder escolher. Podes escolher voltar para a droga de forma controlada, seja lá qual for, mas escorregarás. Não tens domínio sobre ela. Ela tem domínio sobre ti.&lt;br /&gt; Enganas-te também se pensas que não estás preso por que não és usuário de drogas, ou álcool, nem sequer jogas. Se não controlas tuas compras e chegas até a roubar parapossuir, se o computador é teu travesseiro, teu bom dia e tua refeição. Se comer chocolate é tão vital quanto beber água, se não dormes quando não tomas uma boleta, se te arrastas miseravelmente por um amor fodido. E dezenas de coisas mais, tu és um adicto. O bingo, os jogos da Internet, a comida sem limites que cala tua ansiedade. Se achas que podes transar com todo mundo que passar na tua frente e sentires poder ao fazê-lo. Tudo isso, mano é a mesma doença: dependência. &lt;br /&gt; Quando acordares, se conseguires fazer isto, estarás atirado no chão, pano velho descartável. Coisa rota e suja. Por que estarás sujo e, talvez, vomitado, prenhe de vermes.&lt;br /&gt; Os vermes te comem todos os dias, dentro de tua cabeça e fora também, na matéria que te foi dada. Os vermes podem aparecer na parede, no teu corpo e terás medo. Muito medo. Eles ficarão enormes e buscarás, desesperadamente, uma saída.&lt;br /&gt; Todas as portas estarão fechadas, mano. Haverá uma aberta: a recuperação. Sair do lixo, a-bandonar a coisa que te seduz e te humilha.&lt;br /&gt; Mano, sei que precisas disso como o ar que respiras porque te alivia. Te dá o esquecimento.&lt;br /&gt;Esquecer o quê, mano? &lt;br /&gt;Se as coisas não mudam, a menos que tu mudes teu modo de vê-las. São pesadas, bem sei. Porém, não são eternas. Eterna é a coisa que usas para fugir da realidade que não gostas de ver e, pior, de sentir. Enfeias a realidade mais do que ela é.&lt;br /&gt;Depois, mano, tu não sentirás nada e nem saberás por que estás perdido de todos os caminhos e o único caminho aberto é tua alienação. Tu continuarás usando por que ela te pôs num espeto do qual não podes te safar.&lt;br /&gt;A coisa, então, se mostra de verdade, em todo seu negror e seu desespero. A coisa, mano, é isso: desesperança de tudo. Saída sem saída. Beco, tortuosa viela. Desastre aéreo e sucumbível, onde não tens por onde sair. Estás preso, mano. Estás fodido.&lt;br /&gt;É preciso reverter o processo.&lt;br /&gt;Como fazer tal feito? &lt;br /&gt;Tu foste seduzido e a sedução é a pior das armas. Nos engata, nos promete o céu. Vemos o céu. Ilusão, mano, pura ilusão. E dependência mostrará suas garras afiadas. A paixão é difícil de lar-gar, queremos de novo e de novo o que atingimos da primeira vez. Não volta, mano. Jamais voltará. A paixão dá descarga de adrenalina que precisamos porque não agüentamos o tirão da vida. Ficamos  dizendo que o nosso foi além da conta a ser paga. Todos dizem, mano.&lt;br /&gt;Houve covardia de encarar. Houve peso e sofrimento que não estava no nosso cardápio. A-creditamos que somos dignos da felicidade. Felicidade... Esta se conquista, mano. Não é dada de graça, precisa de olhos abertos e não da cegueira da droga, do esculhambo que escolhemos. Precisa aceitar que a vida não é justa, isso é invenção dos homens covardes, dos sem fibra para agüentar vi-ver. É história, mano. A vida é conseqüência.&lt;br /&gt;Sabe, mano, o que te conto foi estudado por gente bem mais sábia do que eu. Um deles é Ar-nold Toynbee. Ele diz que quando o ser humano tem pouco desafio, ele não se projeta no mundo. Quando tem muito ele se encolhe.&lt;br /&gt;Pois é, mano, é assim que a gente faz e é. Não somos diferentes do todo, mano. A gente pro-curou atalhos. Quebramos a cara.&lt;br /&gt;Doeu, tu nem te lembra disso? Doeu, mano, podes crer. Doeu prá caralho! Desculpe a má pa-lavra, só ela cabe aqui. &lt;br /&gt;E agora? O que fazer com essa dor, essa experiência que engata cada vez mais gente? O que fazer?&lt;br /&gt;Mano, se unir, se juntar, não em torno da droga que entorpece, como fazíamos, ou como fazes ainda. Precisamos nos unir diante da coragem de ver. Precisamos fazer aquilo que achávamos que fazíamos.&lt;br /&gt;Mano, não mentirei para ti. Estar de cara é pesado como o cão, mas cegos o que podemos fa-zer?&lt;br /&gt;Tenha coragem, mano, vai à luta. Cura-te e vem comigo por que só quem viveu sabe como é a bronca toda. &lt;br /&gt;Vem comigo. Eu preciso de ti, mano. Por nossos manos.&lt;br /&gt;Amo-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6190818846090995119?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6190818846090995119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6190818846090995119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6190818846090995119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6190818846090995119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#6190818846090995119' title='A COISA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4133284671720221226</id><published>2009-07-22T09:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T09:55:52.983-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS</title><content type='html'>ADOLESCÊNCIA E ADICÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DROGAS. Sem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dra. Analice Gigliotti&lt;br /&gt;Psic: Elizabeth Carneiro&lt;br /&gt;Gisele Aleuia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em informações do livro acima mencionado. Capítulo referente à adolescência e as drogas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolescer significa adquirir autonomia. Isso é fundamental para a formação de um sentimento de competência e confiança, que, por sua vez, é essencial para uma boa auto estima.&lt;br /&gt;Em plena adolescência, a pessoa sente uma necessidade de viver, experimentar coisas diferentes, sentir o mundo à sua maneira, divergindo muitas vezes do que lhe foi transmitido. Os pais, de uma hora para outra, não sabem mais nada.&lt;br /&gt;Novas experiências, correr riscos antes não vividos _ coisas típicas de qualquer adolescência. Nessa leva está a possibilidade do uso de drogas.&lt;br /&gt;No entanto, há um corte no desenvolvimento da maturidade com a progressão da dependência. Apresenta uma personalidade imatura, dependência de fatores externos, vulnerabilidade. Os relacionamentos que consegue estabelecer são quase todos baseados no consumo de drogas.&lt;br /&gt;Demonstra dificuldade de desenvolver outras formas de divertimento e de descontração. A vida passa a girar em torno da droga.&lt;br /&gt;A droga escraviza o dependente e esse escraviza a família.&lt;br /&gt;Os pais muitas vezes se sentem perdidos e incapacitados de lidar com aquela pessoa que conheciam tão bem e, que agora, se mostra tão diferente. A impotência é o sentimento predominante.&lt;br /&gt;A adolescência traz a necessidade de mudanças no cuidado que a família oferece. Não se pode tratar um adolescente como se trata uma criança. Mas também não se pode tratá-lo como adulto. Ele vive exatamente essa fase de transição – não é uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que esse processo traz sentimentos de euforia, pode trazer grandes conflitos.&lt;br /&gt;Os adolescentes já sabem fazer determinadas coisas, mas não sabem outras e têm a tendência de acharem que sabem mais do que na verdade sabem ou sequer vivenciaram. &lt;br /&gt;Se algumas coisas não eram claras nem para os donos da casa, na adolescência isso será posto em xeque. O adolescente questionará tudo, principalmente o que for ambíguo ou inconsistente. Pode ser um momento muito rico para a família, traz a possibilidade de reciclagem, uma atualização.&lt;br /&gt;Os conflitos não trabalhados e não enfrentados podem levar ao uso e abuso de drogas.&lt;br /&gt;O adolescente que se sente amarrado ou culpado por querer respirar outros ares que não os de sua família tende ao uso de drogas como uma tentativa (torta) de separação e de individuação. Ao usar drogas e freqüentar um grupo completamente distinto do seu, é como se estivesse dizendo: “Sou diferente”.&lt;br /&gt;Apesar de demonstrarem clara oposição aos pais, os adolescentes precisam de sua família. Quando se sentem inseguros, frustrados e cansados, precisam ter para onde voltar e pessoas em quem confiar.&lt;br /&gt;Fatores que contribuem para o uso de drogas por adolescentes:&lt;br /&gt;• Uso precoce do álcool;&lt;br /&gt;• Desempenho escolar insatisfatório;&lt;br /&gt;• Antecedentes de eventos estressantes ou traumatizantes;&lt;br /&gt;• Relacionamento ruim com os pais;&lt;br /&gt;• Baixa auto-estima;&lt;br /&gt;• Ausência de normas e regras claras;&lt;br /&gt;• Tolerância do meio às infrações;&lt;br /&gt;• Necessidade de novas experiências e emoções;&lt;br /&gt;• Baixo senso de responsabilidade;&lt;br /&gt;• Pouca religiosidade.&lt;br /&gt;Quanto mais cedo se desenvolve a dependência química, maior a probabilidade de ocorrerem prejuízos cognitivos e emocionais. O uso afeta diretamente a cognição − capacidade de julgamento, humor, relações inter pessoais – podendo comprometer uma adolescência regular.&lt;br /&gt;O álcool e as drogas têm o poder de aumentar ou despertar um comportamento agressivo. Aos poucos o descontrole emocional passa a ser a atuação da pessoa que perde o senso crítico de perceber seu comportamento distorcido. O que ela tenta desesperadamente é manter o uso da substância que a escraviza. Perde a capacidade de questionar. Cria a ilusão de que conhece tudo e já é capaz de administrar a vida sozinho.&lt;br /&gt;Libertar-se de uma droga não é uma questão de força de competência. É uma questão de “saber como” e estar adequadamente aparelhado. Isso inclui psico-terapias e muitas vezes auxílio de tratamento farmacológico.&lt;br /&gt;É comum a adicção ser acompanhadas de comoborbidades que precisam ser tratadas junto com a dependência.&lt;br /&gt;De longe, a droga que mais associa crises psicóticas é a maconha. Essas psicoses podem ser reversíveis com a suspensão da droga. Mas algumas podem levar meses, ou anos, podem desencadear esquizofrenia em que o indivíduo sofre de redução do pragmatismo e embotamento do afeto.&lt;br /&gt;Este artigo, embora use linguagem coloquial e acessível é baseado no estudo de três profissionais especializadas em adicção. Têm elas muita vivência e pesquisa de evidências científicas. Nada do que partilham é “achômetro”. É aquilo que a comunidade científica mundial acredita e comprova.&lt;br /&gt;Se você já se deu conta que sua vida está complicada ou estacionada pelo uso de drogas, procure ajuda antes que ela coma você.&lt;br /&gt;Se tem dúvidas sobre o grau de seu uso, procure ajuda.&lt;br /&gt;Se nega sua dependência, procure ajuda.&lt;br /&gt;Não espere ficar difícil demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4133284671720221226?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4133284671720221226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4133284671720221226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4133284671720221226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4133284671720221226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#4133284671720221226' title='ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7229899088327346564</id><published>2009-07-17T12:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T12:05:23.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>TUDO TEM SEU PREÇO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDLSUDrGHI/AAAAAAAAALU/uSeoJOl8Ujs/s1600-h/compra+conto.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 152px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359507072053090418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDLSUDrGHI/AAAAAAAAALU/uSeoJOl8Ujs/s320/compra+conto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marion se posta estática diante da vitrine. Os músculos tensos e o coração em ritmo acelerado.&lt;br /&gt;Os objetos expostos, vestidos, acessórios, bijuterias são feitos de neon e faíscam. Alguns cochicham:&lt;br /&gt;− Me leva, me leva. Precisas de mim e estou me sentindo tão sozinho.&lt;br /&gt;Os sapatos caminham e se posicionam abaixo dos vestidos, alguns batem a pontinha da frente com impaciência.&lt;br /&gt;Uma salsa principia a tocar.&lt;br /&gt;As luvas tomam postura de dança. A mão direita segura a manga e a esquerda conduz pelas costas um belo vestido azul anil, numa performance de contos de fadas.&lt;br /&gt;Marion está encantada.&lt;br /&gt;As luzes aumentam de intensidade, se tornam holofotes que giram focando os dançarinos.&lt;br /&gt;A boca da moça saliva e uma ansiedade gigante faz com que estenda os braços até as mãos encontrarem a fria barreira dos vidros.&lt;br /&gt;Entra na loja com o carrinho de bebê da filha trombando aqui e ali.&lt;br /&gt;É um magazine. As ofertas brilhando cores surrealistas.&lt;br /&gt;Passa as mãos nos tecidos, não importa se linho, algodão ou seda. Todos enchem seus dedos de desejo.&lt;br /&gt;Repete para si mesma. Eu preciso, eu preciso.&lt;br /&gt;A angústia aumenta.&lt;br /&gt;Debruça-se sobre o balcão das bijuterias, os brincos, pulseiras, gargantilhas, são ícones diante dos quais se ajoelha.&lt;br /&gt;Êxtase que precisa possuir. As mãos suam.&lt;br /&gt;A filha chora. Ela enfia-lhe a chupeta na boca e embala o carrinho com quase violência.&lt;br /&gt;− Pois não, senhora? Posso ajudá-la?A vendedora é um anúncio de cosméticos e o sorriso uma publicidade da Colgate.&lt;br /&gt;Marion também quer ser alguém identificável, atrair olhares, admiração. Se captar inveja o coração se encherá de orgulho.&lt;br /&gt;Balança os longos e mechados cabelos que escorrem quase até a cintura. Sabe que é bonito, não combina mais com seus trinta anos e coloca-lhe um ar levemente prostituído. Esse descartável detalhe ela não vê. Vê apenas que a olham ao balançá-los.&lt;br /&gt;− Pode ajudar e muito.&lt;br /&gt;Pobre atendente derramará sobre o balcão a mercadoria estrategicamente arrumada na vitrine. Todas serão experimentadas uma a uma numa exibição interminável.&lt;br /&gt;A cabeça de Marion vire e revira diante do espelho que denunciará os brincos mais brilhantes. Aproxima as pulseiras procurando a combinação perfeita. O coração bate Tum Tum strass.&lt;br /&gt;− Todas são perfeitas! Vou levar este com aquela... Estou precisando demais de azul.&lt;br /&gt;Coloca tudo no cesto de compras e segue o cruzeiro sedutor através dos corredores. De vez em quando um suspiro. Começa a acalmar-se no meio das blusas e dos vestidos pendurados. Um calor bom aquecendo o peito e aliviando.&lt;br /&gt;Roça-se pelos tecidos, um sorriso parado. Os olhos não enxergam ninguém, apenas os desejos expostos alinhadamente. O sabor do pecado que acalma. Satisfação.&lt;br /&gt;A filha chora de novo. Fala palavras calmantes para ela:&lt;br /&gt;− Olha querida, que coisas lindas. Mamãe comprará muitos vestidos lindos para ti. Cachuchas e laços.&lt;br /&gt;Oferece a mamadeira. A criança se aquieta.&lt;br /&gt;Suspiro.&lt;br /&gt;Poderá circular na igreja do consumo por mais meia hora sem apelos da filha que aprende.&lt;br /&gt;Escolhe um vestido, duas blusas e um par de sapatos para combinar. Convenhamos: irresistíveis.&lt;br /&gt;Não experimenta nada. Para quê? A melhor parte é reunir tudo no cesto e sentir o poder da aquisição.&lt;br /&gt;À hora do caixa é consequência a driblar.&lt;br /&gt;Abre a carteira e derruba sobre o balcão vários cartões de crédito. Com voz de quem não está nem aí, resolve:&lt;br /&gt;− Vou pagar com cheque. Dão alguns dias?&lt;br /&gt;A moça do caixa responde sorrindo profissionalmente que sim, dão trinta dias.&lt;br /&gt;− Beleza!&lt;br /&gt;Marion fala com aparente displicência. Por dentro a cabeça é uma calculadora decidindo entre os números que levará tudo.&lt;br /&gt;Em casa.&lt;br /&gt;Tira todas as etiquetas e coloca sob todo o lixo junto com as sacolas com a logo da loja. São dedos duros de sua loucura. Em seguida já as despacha na lixeira coletiva.&lt;br /&gt;O marido nunca faz esse trabalho, nada verá. Não há assinatura em lixo. Mas vá que...&lt;br /&gt;Guarda as bijus bem misturadas com as antigas. Homem é tão distraído! Nunca presta atenção em brincos. São uns bobos.&lt;br /&gt;As peças de roupa vão para o fundo do armário, atrás das roupas da próxima estação fora de uso agora.&lt;br /&gt;Põe a filha no berço. Liga a TV. Não acompanha a programação, arquiteta estratagemas para que as compras possam aparecer de forma ingênua. Presente. Doação de amigas. Até isso serve.&lt;br /&gt;Por dois ou três dias está calma. Enfrenta a rotina sem atirar as panelas e faz uma faxina da pesada.&lt;br /&gt;Às vezes pára frente à TV, mas só quando as atrizes aparecem com lindos vestidos assinados por grifes famosas, penteados mechados, dentes novos recém clareados no dentista à custa de bastante dor e dinheiro.&lt;br /&gt;A sensação de preenchimento começa a se desvanecer.&lt;br /&gt;− Ai, o aperto de novo! Não quero sentir. Não quero.&lt;br /&gt;Rabaneia em direção à cozinha. Tem um pote de castanhas quase cheio sobre o balcão. Em pé mesmo começa a roer. Os olhos buscando o Rivrotril. Se tomar o remédio alivia, senão... Viro bicho. Que saco! Sei que não sou louca. É esta vida de merda que me consome.&lt;br /&gt;A filha chora chamando-a.&lt;br /&gt;− Agora não, choro agora não.&lt;br /&gt;Toma uma decisão conclusiva nada definitiva. Igual a ela mesma.&lt;br /&gt;− Vou ao shopping, não... À lojinha da esquina. Tem umas coisas lá que preciso. Muito. Não devia ter parado de fumar. Aliviava. Agora não suporto o gosto. Merda! Ao supermercado não irei. Qualquer lugar que vendam. Eu vou.&lt;br /&gt;Caminha pela casa sem atentar no que faz. Robotizada, coloca roupas na máquina, algumas sem uso. Prepara um almoço à meia boca em meia hora.&lt;br /&gt;Beija o marido, distraída.&lt;br /&gt;− Preciso sair, preciso sair. – Seu pensamento fixo. – só olharei, não comprarei nada.&lt;br /&gt;Está na rua. Empurra o carrinho da filha que sacoleja no descuido do calçamento. A sacola está bem abastecida de balas e bombons tranquilizantes. Daniela aprende.&lt;br /&gt;Todos a conhecem no supermercado vizinho. Um segurança brinca com a menininha e acompanha o vai e vem da mãe com olhos atentos.&lt;br /&gt;Coloca no cesto algumas banalidades: pãezinhos, leite, queijo. No montante que os vales alimentação ainda cobrem.&lt;br /&gt;Na bolsa do carrinho do bebê vão os chocolates, salgadinhos, as castanhas das quais já está enjoada. Comeu dois potes de uma só vez na semana passada.&lt;br /&gt;Na saída é abordada pelo segurança constrangido.&lt;br /&gt;− Dona Marion posso ver suas compras? As que guardou no carrinho da Dani?&lt;br /&gt;O coração estremece, tem uma sensação de desmaio. Agarras-se ao balcão e fecha os olhos.&lt;br /&gt;Abra-se terra e me coma. Demônios dos infernos me busquem. Fui pega.&lt;br /&gt;Explicações mal costuradas. Não cabia no cesto nossa nem percebi é o hábito...&lt;br /&gt;Assina outro cheque, um avião Boeing. Seu banco chama EMBRAER.&lt;br /&gt;A vergonha, o flagra atira-a sobre a cama em choro convulsivo. Reza pedidos silenciosos pela ajuda de todos os santos, em especial Santa Rita de Cássia – a santa dos impossíveis e Santo Expedito – o santo das causas urgentes.&lt;br /&gt;Busca desenfreada por explicações mentirosas e justificativas de pés de barro. O caos, o poço sem fundo.&lt;br /&gt;Durante duas semanas vive o inferno. No entanto, as lembranças são nuvens se esgarçando no céu.&lt;br /&gt;Arruma a filha com esmero, organiza o equipamento de passeio e decora a promessa:&lt;br /&gt;− Vou olhar. Só olhar... Até o mês que vem quando vier o salário. Bem...&lt;br /&gt;Vai trilhando a rua com olhos buscando vitrines. Pára na porta de uma loja de um e noventa e nove.&lt;br /&gt;− Bem isso é baratinho. Preciso tanto dessas cremeiras!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7229899088327346564?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7229899088327346564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7229899088327346564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7229899088327346564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7229899088327346564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#7229899088327346564' title='TUDO TEM SEU PREÇO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDLSUDrGHI/AAAAAAAAALU/uSeoJOl8Ujs/s72-c/compra+conto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1348001265643091728</id><published>2009-07-17T11:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T12:00:22.725-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPENDÊNCIA POR COMPRAS'/><title type='text'>COMPRADORES COMPULSIVOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDKMrRf2mI/AAAAAAAAALM/ea_Ykzg_z3o/s1600-h/COMPRA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359505875694246498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDKMrRf2mI/AAAAAAAAALM/ea_Ykzg_z3o/s400/COMPRA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato de comprar compulsivamente é uma doença, com sintomas específicos, sua patologia e sua recuperação. Ela provoca tantos estragos na psique quanto a drogadição. Causa ansiedade e depressão. Estes sintomas são amainados no ato de comprar, para retornarem em seguida e provocar novas sensações desagradáveis.&lt;br /&gt;Como qualquer outra doença adictiva a compulsão por compras visa aliviar os processos de sofrimento interno sem, no entanto, solucioná-los. Poderíamos cahamá-la de fuga de enfrentamento da dor.&lt;br /&gt;Entenda as formas de interpretar o comportamento típico do comprador compulsivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como identificar um comprador compulsivo?&lt;br /&gt;De um modo geral apresentam uma obsessão por comprar muito mais do que precisam ou do que podem pagar. Muitos compram o mesmo artigo repetidamente pelo simples fato de comprar alguma coisa, sem avaliar se o objeto é ou não importante para seu quotidiano. É comum que nem sequer venham a utilizá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os sintomas deste comportamento?&lt;br /&gt;Não resistir ao impulso de comprar mesmo gastando acima do seu plano financeiro, assumindo dívidas e prejudicando o orçamento mensal. Com isso prejudicam os planos das pessoas à sua volta. Se for preciso procuram créditos para conseguir pagar suas dívidas Sentem compulsão de comprar o produto no primeiro momento que o vê e têm consciência de que os produtos adquiridos não têm qualquer utilidade para si, mas criam justificativas para acalmar a culpa sobre o ato.&lt;br /&gt;O que origina esse tipo de comportamento?&lt;br /&gt;Cria-se a ilusão de que, por meio dos seus comportamentos compulsivos, controla a forma como lida com os seus sentimentos. A compra compulsiva torna-se uma forma de encontrar um sentido emocional para sua vida. Quando compra, o indivíduo sente-se preenchido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento do comprador compulsivo é semelhante ao de algum outro paciente que tenha desvio psicológico?&lt;br /&gt;Como as demais dependências, é um processo lento e progressivo. Passa a depender deste processo para sentir algum conforto na sua vida, e na procura da sua identificação pessoal. A vida transforma-se numa procura do prazer através das compras. O comprador sabe que esta via não lhe traz felicidade, mas não consegue substituto para se sentir melhor consigo mesmo. Esta é uma das características de todos os indivíduos que possuem uma personalidade aditiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compra pode ser considerada, nestes casos, um vício?&lt;br /&gt;O processo de comprar de forma patológica tem início com um conjunto de experiências que trazem uma sensação de mudança no estado do humor. No início a pessoa não percebe o problema, apenas sente que quando compra consegue alterar o seu estado de humor.&lt;br /&gt;Ao fazer as compras, o que difere o homem da mulher?&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos, as diferenças entre homem e mulher têm diminuído. Era mais comum nas mulheres, mas a ansiedade e streess de nosso tempo tem atingido também os homens. Infelizmente, os homens são mais resistentes a procurar ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AM: Como saber se estou exagerando na hora de comprar?&lt;br /&gt;Se achar que é muito difícil resistir ao impulso de comprar gastando mais do que aquilo que ganha, e suas dívidas se começarem a acumular, é provável que esteja exagerando nas suas compras. Se acalma sua ansiedade ao comprar e não consegue resistir a um apelo mesmo sabendo que é desnecessário é provável que esteja desenvolvendo a doença.&lt;br /&gt;Se eu perceber que sou um comprador compulsivo, o que devo fazer?&lt;br /&gt;O que deve ser feito em todas as dependências: admitir de uma forma honesta consigo mesmo que tem um problema, que não consegue mais administrar sua vida neste sentido. Em seguida aceitar que a partir do momento em que faz a primeira compra fugindo do planejamento mensal, não parará sem ter comprado coisas que não precisa, iniciando o processo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso me tratar sozinho?&lt;br /&gt;Iniciando um processo de tratamento desta patologia, o que é extremamente difícil sem a ajuda de um técnico habilitado. Existem relatos de alguns indivíduos que conseguem parar de comprar. No entanto, como não resolveram o problema que está por trás de seu comportamento, mudam de objeto e continuam com comportamento compulsivo noutra área, como sexo, álcool, jogo e até drogas. A doença não é a compra em si, mas a dependência por compulsão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conselhos podem ser dados a um comprador compulsivo?&lt;br /&gt;Procurar desenvolver relação com outras pessoas obtendo a gratificação de sentir que é amado e respeitado pelos outros. Ser carinhoso consigo mesmo e tratar bem de si, alimentando-se de forma saudável, praticando desportos, não cometendo excessos. Estar atento à forma como procura mudar o seu estado de humor. E não começar a esconder ou dissimular aos seus amigos comportamentos que o envergonhem ou o façam sentir desconfortável. A terapia torna-se uma necessidade para aprender os mecanismos que o levaram à dependência e aprender a administrá-los.&lt;br /&gt;Quais são as características que definem um bom comprador?&lt;br /&gt;O bom comprador poderá ser o indivíduo que compra aquilo que necessita para a sua vida no quotidiano, levando em conta o seu orçamento. Depois de fazer as contas mensais, o bom comprador se permite oferecer presentes a si e aos outros dentro de suas possibilidades, sem envergonhar-se de quantidade ou valores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1348001265643091728?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1348001265643091728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1348001265643091728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1348001265643091728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1348001265643091728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_07_01_archive.html#1348001265643091728' title='COMPRADORES COMPULSIVOS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SmDKMrRf2mI/AAAAAAAAALM/ea_Ykzg_z3o/s72-c/COMPRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8310434092167113306</id><published>2009-06-05T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T08:12:38.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPOIMENTOS'/><title type='text'>A COISA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sik1xcV4aYI/AAAAAAAAALE/5Wpa-qloozA/s1600-h/Estupro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343861556389636482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sik1xcV4aYI/AAAAAAAAALE/5Wpa-qloozA/s400/Estupro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tu pensas que poderás dar um gole, um teco, uma fungada... Comprar um cinto, comer um chocolate, jogar uma vez. Matar apenas um.&lt;br /&gt;Engano teu.&lt;br /&gt;Neste mundo nada é feito no singular, tudo é plural, muitas vezes plural. É uma corrente de elos infinitos.&lt;br /&gt;Depois do um, vem o dois, o três... Vêm todos. O primeiro é muito, os outros são poucos. Poderão se engatar pelo resto de tua vida e ela será de desespero.&lt;br /&gt;Mano, isso é uma confissão. Eu senti na pele.&lt;br /&gt;Tu nem te lembras mais como é estar limpo e isso te parece careta, besta, babaca.&lt;br /&gt;Mano, a gente se engana, a gente se troca. A gente vira escroto a serviço, senão virar a mesa.&lt;br /&gt;Estar limpo é ter a vida na mão outra vez. É poder escolher. Podes escolher voltar para a droga de forma controlada, seja lá qual for, mas escorregarás. Não tens domínio sobre ela. Ela tem domínio sobre ti.&lt;br /&gt;Enganas-te também se pensas que não estás preso por que não és usuário de drogas, ou álcool, nem sequer jogas. Se não controlas tuas compras e chegas até a roubar parapossuir, se o computador é teu travesseiro, teu bom dia e tua refeição. Se comer chocolate é tão vital quanto beber água, se não dormes quando não tomas uma boleta, se te arrastas miseravelmente por um amor fodido. E dezenas de coisas mais, tu és um adicto. O bingo, os jogos da Internet, a comida sem limites que cala tua ansiedade. Se achas que podes transar com todo mundo que passar na tua frente e sentires poder ao fazê-lo. Tudo isso, mano é a mesma doença: dependência.&lt;br /&gt;Quando acordares, se conseguires fazer isto, estarás atirado no chão, pano velho descartável. Coisa rota e suja. Por que estarás sujo e, talvez, vomitado, prenhe de vermes.&lt;br /&gt;Os vermes te comem todos os dias, dentro de tua cabeça e fora também, na matéria que te foi dada. Os vermes podem aparecer na parede, no teu corpo e terás medo. Muito medo. Eles ficarão enormes e buscarás, desesperadamente, uma saída.&lt;br /&gt;Todas as portas estarão fechadas, mano. Haverá uma aberta: a recuperação. Sair do lixo, abandonar a coisa que te seduz e te humilha.&lt;br /&gt;Mano, sei que precisas disso como o ar que respiras porque te alivia. Te dá o esquecimento.&lt;br /&gt;Esquecer o quê, mano?&lt;br /&gt;Se as coisas não mudam, a menos que tu mudes teu modo de vê-las. São pesadas, bem sei. Porém, não são eternas. Eterna é a coisa que usas para fugir da realidade que não gostas de ver e, pior, de sentir. Enfeias a realidade mais do que ela é.&lt;br /&gt;Depois, mano, tu não sentirás nada e nem saberás por que estás perdido de todos os caminhos e o único caminho aberto é tua alienação. Tu continuarás usando por que ela te pôs num espeto do qual não podes te safar.&lt;br /&gt;A coisa, então, se mostra de verdade, em todo seu negror e seu desespero. A coisa, mano, é isso: desesperança de tudo. Saída sem saída. Beco, tortuosa viela. Desastre aéreo e sucumbível, onde não tens por onde sair. Estás preso, mano. Estás fodido.&lt;br /&gt;É preciso reverter o processo.&lt;br /&gt;Como fazer tal feito?&lt;br /&gt;Tu foste seduzido e a sedução é a pior das armas. Nos engata, nos promete o céu. Vemos o céu. Ilusão, mano, pura ilusão. E dependência mostrará suas garras afiadas. A paixão é difícil de largar, queremos de novo e de novo o que atingimos da primeira vez. Não volta, mano. Jamais voltará. A paixão dá descarga de adrenalina que precisamos porque não agüentamos o tirão da vida. Ficamos dizendo que o nosso foi além da conta a ser paga. Todos dizem, mano.&lt;br /&gt;Houve covardia de encarar. Houve peso e sofrimento que não estava no nosso cardápio. Acreditamos que somos dignos da felicidade. Felicidade... Esta se conquista, mano. Não é dada de graça, precisa de olhos abertos e não da cegueira da droga, do esculhambo que escolhemos. Precisa aceitar que a vida não é justa, isso é invenção dos homens covardes, dos sem fibra para agüentar viver. É história, mano. A vida é conseqüência.&lt;br /&gt;Sabe, mano, o que te conto foi estudado por gente bem mais sábia do que eu. Um deles é Arnold Toynbee. Ele diz que quando o ser humano tem pouco desafio, ele não se projeta no mundo. Quando tem muito ele se encolhe.&lt;br /&gt;Pois é, mano, é assim que a gente faz e é. Não somos diferentes do todo, mano. A gente procurou atalhos. Quebramos a cara.&lt;br /&gt;Doeu, tu nem te lembra disso? Doeu, mano, podes crer. Doeu prá caralho! Desculpe a má palavra, só ela cabe aqui.&lt;br /&gt;E agora? O que fazer com essa dor, essa experiência que engata cada vez mais gente? O que fazer?&lt;br /&gt;Mano, se unir, se juntar, não em torno da droga que entorpece, como fazíamos, ou como fazes ainda. Precisamos nos unir diante da coragem de ver. Precisamos fazer aquilo que achávamos que fazíamos.&lt;br /&gt;Mano, não mentirei para ti. Estar de cara é pesado como o cão, mas cegos o que podemos fazer?&lt;br /&gt;Tenha coragem, mano, vai à luta. Cura-te e vem comigo por que só quem viveu sabe como é a bronca toda.&lt;br /&gt;Vem comigo. Eu preciso de ti, mano. Por nossos manos.&lt;br /&gt;Amo-te.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8310434092167113306?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8310434092167113306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8310434092167113306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8310434092167113306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8310434092167113306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_06_01_archive.html#8310434092167113306' title='A COISA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sik1xcV4aYI/AAAAAAAAALE/5Wpa-qloozA/s72-c/Estupro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4383546958357823789</id><published>2009-05-27T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T10:31:12.416-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPENDÊNCIA EMOCIONAL'/><title type='text'>AOS HOMENS E MULHERES QUE AMAM DEMAIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sh14WQUy8zI/AAAAAAAAAK0/WiXFjIddfBI/s1600-h/love.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 399px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340557056865923890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sh14WQUy8zI/AAAAAAAAAK0/WiXFjIddfBI/s400/love.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;DEPENDÊNCIA EMOCIONAL, A TIRANIA INTERIOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando amar significa sofrer, estamos amando demais."&lt;br /&gt;"Amar se torna demais quando nosso parceiro é inadequado, desatencioso ou inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo." −Robin Norwood−&lt;br /&gt;A dependência emocional é o medo da liberdade e se caracteriza por comportamentos submissos, falta de confiança, dificuldade em tomar decisões, inabilidade para expressar desacordos e por um temor extremo ao abandono, à solidão e à separação.&lt;br /&gt;É uma tirania encarregada de construir nossa prisão interior mediante alianças com o medo, a passividade, a negação da realidade e os sentimentos de culpa. Faz parte do caráter e se nutre de circunstâncias desafortunadas na infância de cada um. A dependência emocional se manifesta no comportamento afetivo, sexual, profissional e econômico.&lt;br /&gt;O noivado, a lua de mel, “os casais perfeitos” ou as famílias sem problemas são idealizações que não se sustentam por muito tempo. A discussão franca pode gerar dor, raiva e dúvidas, porém é a única maneira de se chegar ao fundo das diferenças. Calar ou conciliar por comodidade, para não se incomodar, ou por justificativas com: “não vamos estragar bons momentos” é um grande erro. Impede a solução dos problemas.&lt;br /&gt;A realidade nos demonstra que as famílias mais enfermas são aparentemente impecáveis. Ninguém levanta a voz, não se discute, não há grandes diferenças ou se fala apenas com toda educação e ponderação. Os sentimentos são secundários, a adequação é mais importante. Ao revés da realidade.&lt;br /&gt;Nessas famílias onde tudo aparenta harmonia e doçura, compreensão, cozinham-se, em segredo, grandes rancores e profundas frustrações.&lt;br /&gt;Na família profissional, se o empresário intui a necessidade de empreender grandes mudanças para superar dificuldades, mas espera que forças externas executem as ditas mudanças, a falência ronda. A crença dos dependentes inclui: “Para que me incomodar, questionar a honestidade, criticar minha funcionária, exigir mudança de meu cônjuge, falar claro e com sentimento ao meu filho se isso pode causar desequilíbrio? Deixa como está que funciona.”&lt;br /&gt;Homens e mulheres dependentes que baseiam suas eleições de par no socialmente aceitável, levam grandes sustos quando descobrem a mediocridade por trás da fachada.&lt;br /&gt;Escolhas baseadas em adequação que correspondam ao que é esperado de nós são catastróficas, pois não levam em consideração os sentimentos reais.&lt;br /&gt;As piores escolhas ocorrem quando baseadas primordialmente no atrativo físico ou no poder econômico. Cedo ou tarde essas relações se convertem em algo insuportável.&lt;br /&gt;Através do medo da liberdade se perpetua a dependência emocional e é confirmado o aprisionamento.&lt;br /&gt;Quando tais circunstâncias geram angústia e/ou depressão, é provável que para aliviar tais sintomas seja necessário tratamento psicológico. É importante saber que o alívio dos sintomas é apenas o começo de um processo profundo de auto-conhecimento.&lt;br /&gt;Um dos primeiros passos no processo de independência é combater a fascinação pela comodidade: "EU QUERO SER LIVRE, PORÉM NÃO QUERO RENUNCIAR À MINHA COMODIDADE".&lt;br /&gt;Isso é obviamente impossível, pois a liberdade é conquistada através de empenho cotidiano. Assim como a recuperação de qualquer outra dependência.&lt;br /&gt;Pensamos que dependência, adicção, pertencem apenas às drogas, ao álcool e ao jogo. Tal conceito é errôneo. A dependência emocional, assim como outras, provoca os mesmos sentimentos de perda, depressão, ansiedade, falta de coragem, submissão que as dependências químicas. E é trabalho a ser realizado pelo resto da vida, assim como quem tem asma precisa sempre estar alerta para uma possível crise. Não tem cura, tem recuperação. É muito perigoso, pois é progressivo. É a "doença" do "ainda": ainda não fez coisas insanas, mas vai acabar fazendo, podendo até levar à morte por causa da tensão excessiva que é causada por esse "vício". Sozinhos não podemos lidar com esse transtorno; só através de grupos de auto-ajuda e com psicoterapia. Não apenas as mulheres são acometidas por esse transtorno, os homens também. Eles se apresentam obcecados pelo trabalho, por esporte ou por hobbies, até mesmo por outras dependências, como o álcool e as drogas. As mulheres, por forças culturais e biológicas, são mais acometidas desse mal, com forte tendência a se tornarem dependentes de relacionamentos com homens complicados, difíceis e distantes. Transformam-se em “infelizes por profissão”.&lt;br /&gt;"Se quisermos mudar nossa vida, é mais importante mudarmos as atitudes do que as circunstâncias. A menos que mudemos as atitudes, é improvável que as circunstâncias, realmente, possam mudar um dia." Robin Norwood&lt;br /&gt;Conquista tua liberdade, ama de verdade os demais, porque um dependente emocional não conhece o amor real, conhece a necessidade. Os outros não são como você imagina, aceita-os como são e promove questionamentos se forem necessários, mas embasados em problemas também reais e não em tuas carências.&lt;br /&gt;Conquista tua liberdade. Valoriza-te, evita frustrantes dependências, não te anules e não deixes que ninguém te anule ou anule tua vontade. E, consequentemente, não deixes que alguém se anule ao teu lado. Só alguém livre pode criar relações serenas e construtivas nas quais se vive o verdadeiro amor. E só terás a certeza de ser amado se tiveres contigo alguém que fica por que quer e não por que precisa. "UNIR-SE SEM IGUALAR”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4383546958357823789?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4383546958357823789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4383546958357823789&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4383546958357823789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4383546958357823789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_05_01_archive.html#4383546958357823789' title='AOS HOMENS E MULHERES QUE AMAM DEMAIS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/Sh14WQUy8zI/AAAAAAAAAK0/WiXFjIddfBI/s72-c/love.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8155694238497319220</id><published>2009-05-19T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T12:51:25.662-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>CO-DEPENDÊNCIA SIMBIÓTICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMNKuDb_dI/AAAAAAAAAKs/Bdphdl9ufwc/s1600-h/aMOR+SAUD%C3%81VEL.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 252px; FLOAT: right; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337624461176470994" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMNKuDb_dI/AAAAAAAAAKs/Bdphdl9ufwc/s400/aMOR+SAUD%C3%81VEL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tendo a personalidade adictiva maturado e sobrepujado o Eu verdadeiro que tenderá a diminuir e, nos casos fatais, a desaparecer, a relação adictiva se estabelece com força.&lt;br /&gt;Análise sobre os meandros da relação adictiva estão especificados em outro artigo centrado nesse assunto. Agora analisaremos a SUBSTITUIÇÃO.&lt;br /&gt;Quando um adicto não aceita, real e profundamente, sua condição de dependente que o levará a desenvolver seu Eu verdadeiro, pode ter aceitado ter um "vício", achando que este solucionado tudo ficará bem. A doença da Dependência é mais séria, muito mais mesquinha e trágica do que isso.&lt;br /&gt;Esse é um artigo experimental baseado na observação de um caso estabelecido nas bases que serão aqui apresentadas.&lt;br /&gt;Um adicto na ativa que se conscientiza do mal que o objeto de adicção está lhe provocando poderá fazer grande esforço para reduzi-lo a níveis aceitáveis, ainda assim a doença se manterá intocada uma vez que trabalhou apenas o externo. É nessa condição que a Substituição se estabelece.&lt;br /&gt;Os caminhos mais comuns são de substituir o objeto de adicção, por exemplo, o álcool, por jogo, comida, etc. O mesmo acontece com as drogas onde o usuário ficará pulando de uma para outra e até mesmo chegará à dependência de remédios. Espera-se que seja pelos psicotrópicos e assemelhados, mas há casos em que o objeto de adicção foi deslocado para o inocente analgésico. Em superdoses pode provocar a buscada alteração de humor e levar à sonolência bem vinda para o adicto. A sonolência é o destino final de fuga para os problemas ou situações psíquicas que não consegue controlar ou administrar. Em última instância é a fuga do sofrimento.&lt;br /&gt;É comum que um adicto encontre outro adicto para parceiro. Para usarem juntos sua droga de preferência. Muitas vezes essa convivência simbiótica se rompe se o parceiro for um usuário mais violento e com isso dará ao outro a noção de perigo que atravessam. Então, o mais lúcido diminuirá sua cota de objeto de adicção, mas não se livrará da doença e seu objeto de adicção passará a ser o parceiro.&lt;br /&gt;É comum que não o ame e nem se apiede realmente, mas não rompe a relação. É como se estivesse na frente de um copo ou de uma dose: sabe aonde chegará, mas se mantém fiel. A compulsão impede que haja um real rompimento uma vez que não trata a doença.&lt;br /&gt;A compulsão é a ferramenta mestra da Dependência, é ela que mantém o adicto aprisionado. Só chegando às raízes de sua personalidade adictiva adquirida na primeira infância dentro do meio familiar onde se desenvolveu é que consegue controlá-la. Isso é conquistado pela consciência da dependência e por psicoterapia. Os remédios auxiliares aliviarão a pressão para que haja movimento da parte do adicto em direção à recuperação, mas não curam. Esse ponto é nevrálgico. OS REMÉDIOS NÃO CURAM.&lt;br /&gt;A situação de co-dependência estabelecida dentro deste tipo de relação permite que o usuário mais agudo continue seu uso, livre do controle imposto pelas famílias. As etapas de comportamento reativo das famílias inexistem. O parceiro não estimula a recuperação para não perder seu próprio objeto de adicção que é o outro.&lt;br /&gt;Como se dá tal transferência?&lt;br /&gt;Antes de mais nada é importante analisar o script de vida do adicto. Normalmente desenvolveu a adicção para escapar da dor de se sentir deslocado, imprestável para o mundo que o cerca. É o que podemos chamar de desvalidação. O processo é extremamente doloroso. É a total anulação da capacidade de se desenvolver enquanto ser humano e, principalmente a incapacidade de concorrer com seus iguais. Sempre será o último da fila. Provavelmente, na infância, foi substituído por alguém que considerou melhor ou mais capacitado para usufruir o amor dos pais.&lt;br /&gt;Ao se estabelecer a dependência sobre um adicto sob a aparente forma de salvação do mesmo, necessita que este se mantenha adicto. Procura nessa fonte degradante uma validação para si mesmo. Sente-se melhor porque existe alguém mais deteriorado do que ele próprio. É a mudança de humor ansiada para alívio de suas próprias tensões internas.&lt;br /&gt;Como toda a adicção, esta também aumentará com o tempo e o uso, se podemos chamar assim. Na verdade, usar pessoas é mais corriqueiro do que desejaríamos que fosse. Então os malefícios da adicção crescem e a relação se torna quase insuportável, assim como o álcool e a droga destroem o usuário, a convivência destrói o adicto emocional. Ainda assim não abandonará o parceiro e, inclusive, é possível que tente ajudá-lo sabendo que não conseguirá. Se conseguir, o jogo se romperá e ele perderá sua "droga" de preferência.&lt;br /&gt;O processo acontece em cima dessas premissas:&lt;br /&gt;"O outro igual a mim é confortável, pois não me julga ou condena. Me aceita, e, muitas vezes, me favorece momentos em que posso me mostrar sem nenhuma máscara ou cuidado social."&lt;br /&gt;"Manter a co-dependência me livra de ME VER, me perceber, me admitir doente. Se esse elo for cortado, terei que enxergar uma corrente muito maior, com implicações profundas e dolorosas. O outro igual a mim, me alimenta. Me fortalece em minhas limitações. Não preciso me ver e muito menos me superar. Isso não é esperado de mim, não deseja essa consciência que terminaria com a farsa vivida. Eu desejo que ele permaneça como está. Desta forma seguimos em "tribo". Tribo dos desvalidos, dos não amados, dos frágeis e outros componentes destrutivos deste quilate que revelam minhas incapacidades.&lt;br /&gt;Se o processo for estabelecido dentro de uma família, são grandes as chances que todos os seus membros desenvolvam a mesma patologia comportamental com algumas variantes, mais ou menos, agudas dentro da visão de resposta individual. De qualquer forma é uma situação difícil de ser rompida a menos que um dos componentes de ascendência implodam o jogo e estabeleça bases mais sadias.&lt;br /&gt;Desmontar a relação estabelecida incluirá mudar o rumo de sua vida ou encontrar outro adicto disposto a partilhar com ele o processo destrutivo. As duas coisas são difíceis e amedrontadoras.&lt;br /&gt;O que existe de trágico nessa dependência é que ela possui justificativas válidas para o status quo. Como largar a pobre criatura adicta à própria sorte? Se for casal e tiverem filhos, como abandoná-los a essa sorte? E assim por diante. Ao mesmo tempo em que essas justificativas o salvam da decisão de mudança, fazem com que se sinta bem aos próprios olhos: está tentando, não é culpa dele se o outro não colabora mantendo-se agarrado à adicção.&lt;br /&gt;É uma terrível forma de adicção, pois é maquiada por solidariedade com o adicto ativo, preocupação pelas pessoas dele dependentes e não têm nenhum estímulo adictivo químico (se tiver, estará sob razoável controle), ou seja, é invisível. E as saídas da situação terão, aparentemente, ingredientes de crueldade, uma vez que será preciso afastar-se do adicto, romper vínculos, estabelecer novas metas, pelo menos até recuperar a si próprio para poder socorrer verdadeiramente o parceiro.&lt;br /&gt;Quanto à questão de ajudar um adicto nunca devemos esquecer que por mais que tenhamos conhecimento claro de sua doença, quem tem que adquirir essa certeza é o próprio adicto e ele é quem definirá sua posição diante da recuperação. O máximo possível é acompanhá-lo pelos caminhos que terá que trilhar. Caminhos novos e, em princípio, de sofrimento até que a consciência da libertação se faça. Mas uma vida inteira de aprisionamento vale mil vezes, os poucos meses de indignação consigo mesmo.&lt;br /&gt;Consciência e admissão da doença e dos processos doentios é a única forma de achar o caminho da recuperação. Caminho árduo que exige coragem, humildade e determinação férrea. E que oferece em troca, tranqüilidade, alegria legítima e crescimento emocional e psíquico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8155694238497319220?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8155694238497319220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8155694238497319220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8155694238497319220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8155694238497319220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_05_01_archive.html#8155694238497319220' title='CO-DEPENDÊNCIA SIMBIÓTICA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMNKuDb_dI/AAAAAAAAAKs/Bdphdl9ufwc/s72-c/aMOR+SAUD%C3%81VEL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8282548633120971384</id><published>2009-05-19T12:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T12:44:47.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>NOITES E DIAS OCULTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShML7VSXRYI/AAAAAAAAAKk/nQb2SpLU3cA/s1600-h/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 192px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337623097318524290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShML7VSXRYI/AAAAAAAAAKk/nQb2SpLU3cA/s400/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMLvyygKZI/AAAAAAAAAKc/lpyztUahjRc/s1600-h/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337622899079522706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMLvyygKZI/AAAAAAAAAKc/lpyztUahjRc/s400/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMLca5CMBI/AAAAAAAAAKU/BiYC_5qWa0o/s1600-h/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337622566246952978" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShMLca5CMBI/AAAAAAAAAKU/BiYC_5qWa0o/s400/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grupo Lux – N.A. –Fpolis – SC&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oba! Sexta-cheira!&lt;br /&gt;Ríamos entusiasmados com a perspectiva enquanto alguém arrumava as carreiras cuidadosamente sobre a mesa de vidro.&lt;br /&gt;No canto da sala o bar coalhado de todos os sabores alcoólicos possíveis. Eram muito diversos os gostos da galera: Desde “jararaca”, a caipira feita com álcool 90 graus, preferida por quem vivia ou vivera no mar, onde a bebida é persona non grata e sempre presente e se faz imperiosa a criatividade, até um legítimo escocês do Paraguai.&lt;br /&gt;O cheiro da maconha incensava o ar misturado com dezenas de aromas de variadas procedências que usávamos para disfarçar, ou encobrir o indisfarçável. Mentíamos para nós mesmos, mas este era nosso mais íntimo comportamento.&lt;br /&gt;Todos os preâmbulos de um teatro já muito vivenciado e a peça decorada em detalhes por todos nós, personagens calejados.Como no teatro alguém gritou:&lt;br /&gt;- Merda!&lt;br /&gt;Todos retribuíram o bordão de boa sorte. Neste palco a boa sorte seria não implodir numa overdose.&lt;br /&gt;A fila formou-se rapidamente sem necessária chamada. Todos sabiam quando as carreiras, soldados mercenários de farda branca, apresentavam armas. Baionetas caladas com a qual nos suicidávamos lentamente. Uma estocada por dia, às vezes, como hoje, muitas, de todas as profundidades.&lt;br /&gt;Os baseados cessaram. Chegara ao fim o tempo do “aperitivo”. Agora era a vez do prato principal. A mesa era baixa, nos ajoelhávamos diante dela para penetrarmos no mundo do poder. Nós, super homens enquanto abraçados ao pó, naufragados na criptonita branca quando o efeito se esvaía. Saí dali entusiasmado, berrando minha desconexão com a realidade como uma bandeira de vitória e também para sobrepujar os berros e gargalhadas dos parceiros.&lt;br /&gt;Aos poucos o grupo se desfazia, cada um tomando seu rumo.&lt;br /&gt;Na esquina Tomás abaixa as calças e balança a bunda para uma despedida criativa e hilária. Os que ainda seguiriam juntos abaixaram suas calças e retribuíram o tchau-tchau sensacional. Tomás era mesmo o cara. E fomos falando sobre ele até que nos esquecêssemos do que estávamos falando.&lt;br /&gt;Abri a porta devagar. Encharcado de álcool, calibrado pela cocaína era meio complicado encontrar a fechadura rapidamente.&lt;br /&gt;Com a garrafa na mão acendi a luz para certificar-me que era minha casa. Nem olhei para o conhecido sofá azul, mais urgente certificar-me da quantidade de líquido que restara a garrafa.&lt;br /&gt;-- Pouca, meiota apenas.&lt;br /&gt;Fechei a porta novamente e voltei à rua. Não sobre os passos que me trouxeram, já me perdera deles. Não marcavam uma linha possível de ser repetida, andariam conforme a vontade dos pés que tropeçavam sobre si mesmos.&lt;br /&gt;As lojas 24 horas dos postos de gasolina foram um lance de marketing espetacular. Um CVV de primeira necessidade numa sigla um tanto diferente da original: Centro de Valorização do Vício. Eu era mesmo brilhante em minhas filosofias dedutivas. As noções se clareavam na mente e as idéias surgiam magistrais. Antes de entrar na loja dei outra fungada. Já estavam mostrando suas garras afiadas os pensamentos soturnos dos quais eu fugia. Fora de cogitação permitir que eles se sobrepusessem à minha vontade. Eu, o centro do mundo. Não, do Universo.&lt;br /&gt;Comprei logo duas garrafas, me economizaria caminhadas que, eu sabia, se tornariam cada vez mais difíceis. Em casa outra vez. Que coisa indecifrável o caminho da casa, nunca o esquecia.&lt;br /&gt;Todos dormiam, já não se preocupavam com tragédias, ela viria de qualquer maneira, uma questão de tempo ou sorte. Também não me procuravam nos lugares que eu freqüentava. Não eram bem vindos e tinham sido enxotados dezenas de vezes.&lt;br /&gt;Eu não tinha muita certeza se ainda existia para eles, mas isso também perdera a importância desde que me deixassem em paz e não retomassem a chorumela de conscientização babaca e o faticínio de catástrofe iminente.&lt;br /&gt;-- Que se fodam, panacas! – desejei enquanto bebia no gargalo para ser mais rápido o plá, ou zuim que eu buscava com sofreguidão.&lt;br /&gt;Fiz várias carreiras, assim economizaria trabalho posterior.&lt;br /&gt;Sábado. Domingo. Dias iguais. Única diferença o mergulho que alcançava a cada dia mais profundidade. Águas mais escuras e densas. Aos poucos a vida naufragava numa sucessão de dias que entraram as semanas num colar de pedaços de mim até que me arrastassem para a cama e me atirassem sobre ela desmaiado.&lt;br /&gt;As crianças eram protegidas da infame visão, se é que ainda era possível ocultar o estado de molambo que me jogava pelas paredes até acertar o chão. Com uma capacidade incrível, conseguia sair para buscar mais garrafas. A maninha branca me dava arrimo e força.&lt;br /&gt;O sofá tornara-se incômodo e estreito. Deixa rolar o chão móvel sob o corpo que se encolhe na falta de sono e alimento. Coisas quase inúteis e completamente sem sentido nos mareados dias de uso abusivo. Muito tempo depois me contaram que este tobogã feérico durara dez dias e se repetira um rosário de vezes. Terminavam com boa sorte, não me engolfavam definitivamente. Eu sobrevivia.&lt;br /&gt;Todos me olhavam. Eu nada via. Rastejava igual aos vermes brancos, reais de alucinação, à minha volta. Sabia que era um deles, me comportava como um deles. Já perdera a firmeza das mãos nesse décimo, ou décimo quinto, ou centésimo dia. Eu não sabia mais nada sobre dias.&lt;br /&gt;Desconhecia sol e lua se é que teriam existido ou se haveria diferenças entre eles. Isso fazia com que derramasse pó, polvilhando o assoalho. Não era permitido perder um só minúsculo grão invisível. Para impedir esse crime imperdoável eu lambia o chão enquanto rosnares simiescos saíam de minha garganta queimada pelo álcool e o nariz a arder cocaína.&lt;br /&gt;Os odores sumiram. Sorte minha, não sentia o empesteado de minhas secreções já desmanchadas. Uma tentativa falida do corpo expelir os diabos com que eu o presenteava. Satã fazia cama na minha cabeça, na minha vontade e no excremento de gente em que eu me tornara: sucursal do inferno. O corpo me derrotava era o último pensamento robotizado que transitava pelo meu cérebro como estrela cadente e me lançava na noite suada e mórbida do desfalecimento. Meu corpo me salvava. Voltava, comia, me disfarçava de gente, aliviava o desgaste que se tornara insuportável e corrosivo. Ácido sulfúrico pastando e ruminando meus neurônios que apodreciam.&lt;br /&gt;Tão logo recuperado a lembrança da primeira viagem com a deusa branca seduzia. A fascinação de revivê-la. Sentir-se acima e além do mundo ridículo e cruel. Sem imaginação.&lt;br /&gt;Esse delírio, impossível de ser revivido me tangia para outras festas, novas e tão conhecidas orgias dos sentidos pagãos.&lt;br /&gt;Recomeçar, desfalecer. Apodrecer arfar em busca do caminho de volta. Ciranda que de roda só tem o pó, o álcool e o abandono. Nenhuma cantiga de criança, nenhum gesto ou toque, nem sexo me envolvia mais. Apenas com a cocaína eu me deitava.&lt;br /&gt;Até hoje não sei como atravessei essa ponte para o inferno sem me estatelar no abismo de pedras agudas que me esperavam para o empalamento.&lt;br /&gt;Internações, fugas, recaídas. Nova ciranda, novo rio dos mortos para navegar.&lt;br /&gt;Aos poucos, muito lentamente, agora com amparo dos companheiros, irmãos de desgraça que conseguiram se libertar, a minha consciência emergia ainda abalada, mas respirou através de mim.&lt;br /&gt;Descer ao reino de Vulcano é fácil, o próprio peso do propósito ajuda a afundar. Voltar e escalar trezentos Everest, atravessar seiscentos Triângulos das Bermudas e milhares de ondas encapaladas, isso não era nem um pouco fácil e às vezes, o desânimo quase me fazia submergir de novo.&lt;br /&gt;Hoje me sento aqui e seguro tua mão para te dizer que é possível, que este casamento que trazes nos olhos alucinados, na dificuldade de te manter sentado, não é indissolúvel. Este casamento foi sagrado pelo diabo que podes vomitar sabendo que o divórcio só será consolidado se for renovado dia a dia pelo resto de tua vida.&lt;br /&gt;Falo-te vida com entonação maiúscula porque, como eu, esqueceste o significado dela. Por amor doentio e cruel, louco como estive, tu vegetas e perdeste o sentido do que é viver.&lt;br /&gt;Estendo-te a mão por que alguém a estendeu para mim num dia em que a única saída era a morte. Não sou anjo, nem uma alma iluminada. Eu apenas já andei abraçado com o mesmo desespero que abraças agora. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8282548633120971384?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8282548633120971384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8282548633120971384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8282548633120971384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8282548633120971384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_05_01_archive.html#8282548633120971384' title='NOITES E DIAS OCULTOS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/ShML7VSXRYI/AAAAAAAAAKk/nQb2SpLU3cA/s72-c/DEPEND%C3%8ANCIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1395162979457817441</id><published>2009-02-09T07:13:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T07:22:14.468-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POESIA'/><title type='text'>A AMANTE - POESIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBJPR6ODvI/AAAAAAAAAJ8/e0qzajVdbdM/s1600-h/acabei.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300817288269532914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBJPR6ODvI/AAAAAAAAAJ8/e0qzajVdbdM/s400/acabei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para os parceirinhos que se afogaram no crack&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meu coração despedaçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Envolta em véus incensados te mostraste.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olhos perdidos no sem fim dos devaneios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quente, purpúrea, doce visão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pagão no meu peito abrasado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em segundos a teus pés me tiveste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esqueci o dia, a noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que era e o que não era,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;só em ti enrodilhado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na cama de teu desejo caí flagelado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tuas pernas, de coxas nuas, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a me chamarem através das luas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quebrei os horizontes, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;rompi as pontes,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;roubei os atalhos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;contigo para sempre deitado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ruído do lá fora estancado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu coração estalando,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as veias saltando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu encontrei a vida, pensei em paixão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada, nem ninguém de ti me arrancaria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foram-se os passares,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;os andares que trilhei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Crash, crack, escrancho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por tua androgenia me fascinei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Espelho quebrado, cacos e sangue.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alma vendida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;furor parido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como me enganei!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1395162979457817441?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1395162979457817441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1395162979457817441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1395162979457817441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1395162979457817441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#1395162979457817441' title='A AMANTE - POESIA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBJPR6ODvI/AAAAAAAAAJ8/e0qzajVdbdM/s72-c/acabei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6862039350803924175</id><published>2009-02-09T06:55:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T06:59:30.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>SOLIDÃO E MEDO - UM DESAFIO A SER SUPERADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBExNbUqjI/AAAAAAAAAJs/pGdlUlQRcEg/s1600-h/T%C3%9ANEL.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300812373623614002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBExNbUqjI/AAAAAAAAAJs/pGdlUlQRcEg/s400/T%C3%9ANEL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A prática de muitos anos atendendo pessoas mostrou-me que a condição humana é bastante marcada, mais do que qualquer um de nós gostaria, pelo sofrimento. Estamos nele como os peixes nadam na água. A tristeza, o padecimento, a aflição brota para nós de diferentes fontes: problemas amorosos, sentimentais, afetivos, familiares; falta saúde, dinheiro, emoções, expectativas construtivas. A lista é longa e transborda de mágoas.&lt;br /&gt;O que vem chamando minha atenção nos últimos meses, porém, é o aumento de uma queixa ligada à solidão. Excessiva, ela parece se adensar a cada dia de forma exorbitante, arrastando consigo homens e mulheres, gentes jovens, adultos, pessoas mais variadas, indistintamente.&lt;br /&gt;Luxo atualmente é ter uma amizade. Simples assim! O teste maior do sucesso ou do fracasso de uma sociedade deveria ser medido pelo patamar do crescimento de vida solidária, em relação ao volume de troca humana legítima, socialmente útil e compensatória que ela promove. Uma sociedade justifica-se quando orientada para a lealdade, a confiança, o sentimento de segurança. Pensemos por um minuto. É isso que temos? Nossa vida comum cura ou dispersa o medo? Aumenta ou derrota a incerteza? A necessidade de fuga para algum lugar secreto se torna premente? Existe esse lugar?&lt;br /&gt;Como resolver essa perplexidade? Não hesitar em alcançar um estado de conhecimento e clareza acerca da dor e da nossa própria finitude que possa, funcionando como conscientização da nossa precariedade, indicar que o desenvolvimento material que dispomos não representa nada se nos diluímos enquanto pessoa e deixamos os valores cardeais da condição humana escorrer das nossas mãos.&lt;br /&gt;Compreender a singularidade do outro é indispensável para construir uma relação e permitir assim que se desdobre uma amizade verdadeira. Olhar o outro sem preconceito e de forma tolerante, nega o egoísmo e a superficialidade corriqueira dos relacionamentos humanos atuais. Precisamos deixar de querer ver estampado no rosto alheio um pouco daquilo que nós mesmos somos. Aceitar ver o outro tal qual é, sem medo de vermos a nós mesmos.&lt;br /&gt;É um erro do acomodamento humano preferir modificar o outro, em vez de modificar a si mesmo. Devemos desprezar e reprovar menos. Escapar da lógica que exclui, para ampliar a diversidade das perspectivas humanas. Esse treino para a alteridade é o exercício que pode conduzir para fora dos nossos bloqueios defensivos. Abrir o horizonte de uma vida menos solitária, mais plena e repleta de significado e experiências interessantes.&lt;br /&gt;Para o dependente significa esvaziar-se do medo de ser julgado e do terrível medo do contato com o outro que parece uma ameaça, uma traição iminente. A traição está na fuga, na solidão dos bares, das agulhas, dos comprimidos que prometem um êxtase escuso, do pó que entorpece e aprisiona.&lt;br /&gt;Aceite-se e aceite a vida tal qual é, mesmo sabendo que ela não é justa. Não clame por justiça ou por compreensão se não consegue aceitar e perdoar a si mesmo e conviver consigo com alegria e sem medo de trair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Baseado em texto de Gold, Marina – Terra Esotérico &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6862039350803924175?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6862039350803924175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6862039350803924175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6862039350803924175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6862039350803924175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#6862039350803924175' title='SOLIDÃO E MEDO - UM DESAFIO A SER SUPERADO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBExNbUqjI/AAAAAAAAAJs/pGdlUlQRcEg/s72-c/T%C3%9ANEL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-2151274189446181676</id><published>2009-02-09T06:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T06:45:54.868-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEPOIMENTOS'/><title type='text'>A DOR DA DEPENDÊNCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBBkdlkSBI/AAAAAAAAAJk/L85jegtglNQ/s1600-h/miguel_divi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300808856088365074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBBkdlkSBI/AAAAAAAAAJk/L85jegtglNQ/s400/miguel_divi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Companheiros,&lt;br /&gt;Quem de nós sofreu ou sofre a maior dor?&lt;br /&gt;Será que minhas dores são menores do que a de outros companheiros? Ou maiores? Será que dor pode ser mensurada?&lt;br /&gt;Estamos preparados para suportar a dor que outra pessoa está suportando?&lt;br /&gt;A dor vem sob medida?&lt;br /&gt;Ouvi várias vezes em reuniões de A.A.: "Deus não nos manda uma dor que não possamos suportar", ou frases parecidas com esta. Muitas vezes achei quase uma ofensa.&lt;br /&gt;Um padrinho, sábio e irritante costumava dizer para mim e quem mais estivesse precisando de apadrinhamento: "Vai passar". Irritava porque é como se ele não desse o devido valor à minha dor imensa, insuportável e, com certeza, eterna. Pensava eu enquanto não via possibilidades e achava que a vida estava acabada dentro de uma garrafa. Ele diminuía o valor da dor dizendo que ela era temporária. Não podia acreditar.&lt;br /&gt;Tenho dores que parece não passar. Há três anos tive uma perda de um ente querido e que todos os dias, eu digo, todos os dias, todos, sem exceção, todos os dias, isto dói. Ás vezes dói menos, às vezes mais. Às vezes parece insuportável. Às vezes eu choro perdidamente. Ninguém vê onde quebrou, onde amassou, porque é que está doendo. Às vezes eu tenho que falar disso com alguém, ajuda a espera de dor passar.&lt;br /&gt;Preces ajudam. Entrar na Internet para tirar de minha cabeça as besteiras que passam por ela... Me agarrar com meu marido que está perto e sabe como sofro. Dói nele também, mas ele sabe que em mim dói mais. Talvez porque eu não tenha todos os anos de sobriedade que ele tem, talvez porque ele tenha outras dores que doem ainda mais.&lt;br /&gt;E tem dor, tem medo que eu nem posso partilhar com ele. Tenho que me fazer de forte. Mas eu não sou assim tão forte, nem tão sóbria, nem tenho tanta fé. Mas eu preciso ter. Eu estou tentando. Escolhemos essa dura partilha e temos que nos fortalecer mutuamente. Desde que meu companheiro partiu sem volta, minha cabeça roda e todos os medos escondidos debaixo do tapete saíram e ficaram expostos.&lt;br /&gt;Eu nunca estive em acidente de carro, nunca perdi um emprego, nunca fiquei sem casa, nunca dormi na rua, nunca isto, nunca aquilo. Mas eu te garanto, eu já sofri à beça. Nem todo meu sofrimento foi porque eu estava bebendo, mas eu bebi muitas vezes porque eu estava sofrendo e achava que bebendo ia fugir da dor. Não deu certo. E a coisa inverteu: a bebida trouxe mais dor.&lt;br /&gt;É muito complicado. Mas acho que o filósofo Caetano explicou: cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Cada um com sua dor. Cada um de nós sabe o quanto custou chegar até aqui. Algumas pessoas têm a mania irritante de quando se está mesmo para baixo, precisando de compaixão, de alguém que entenda... etc. dão sempre a mesma tarefa: a lista da gratidão. Era para eu listar as coisas pelas quais eu estava agradecida. Na primeira vez que recebi a tarefa eu estava tão brava e tão longe de estar sóbria, embora não estivesse bebendo, que eu achei que não ia ter nada para listar. Não que eu não tivesse nada, embora eu achasse que não tinha nada. É que eu não estava agradecida por nada.&lt;br /&gt;Mas o tempo passa, fui, lentamente me afastando da garrafa, a consciência de que o tamanho da dor era infinitamente aumentado por ela. O álcool traz depressão quando o corpo grita por ele. Só quando estamos no meio do furacão é que não vemos assim. É tão cômodo sofrer e lastimar! Isso permite que beba de novo e de novo. A dor como eu a via era fruto de minha dependência.&lt;br /&gt;Tenho dores, todos têm. Sem ela talvez a vida nada acrescentasse porque somos muito pequenos, quase crianças ainda e não valorizamos aquilo e aqueles que nos cercam. A dor não é castigo dos céus, ela é processo de aprender a ser feliz.&lt;br /&gt;A dor não é falsa quando se manifesta, embora possa ser criada, ou aumentada.&lt;br /&gt;E creia, é bem mais fácil criar alegria, bem mais útil e bem mais leve.&lt;br /&gt;Não leve sua dor tão a sério, não vale a pena. Saia da garrafa, ou da droga. Isso vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-2151274189446181676?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/2151274189446181676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=2151274189446181676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2151274189446181676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2151274189446181676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#2151274189446181676' title='A DOR DA DEPENDÊNCIA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SZBBkdlkSBI/AAAAAAAAAJk/L85jegtglNQ/s72-c/miguel_divi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-103958676819823592</id><published>2008-07-03T17:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T00:25:02.887-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ABRINDO A PORTA'/><title type='text'>LUZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SG1rUCc-OqI/AAAAAAAAAG8/Dhhy9fV2xfM/s1600-h/Ondaencantada_75.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218945535192218274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SG1rUCc-OqI/AAAAAAAAAG8/Dhhy9fV2xfM/s400/Ondaencantada_75.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A LUZ QUE ESTÁ DENTRO DE TI É SUFICIENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estás determinado a seguir teu coração, tudo em ti te torna suficiente e capaz para dar início ao que desejas. Deixa que teu ser descanse nesta escolha e aos poucos, atento e perspicaz, segue o que te fala ao eu. Há que tomar cuidado com tuas criações mentais, elas passam a ter vida própria quando as alimenta e, dependendo do que tu cries podes, depois, ter dificuldades para eliminá-las do teu caminho. Tudo que crias volta para ti mesmo: A discórdia, a alegria, a raiva, a inveja, o amor, o perdão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creia que a dependência também foi tua criação e, portanto podes descriá-la. Se te faltou forças é porque não as quiseste criar. Se te faltou luta é porque não quiseste lutar. Se te faltou apôio é porque não os quiseste aceitar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensa, na janela de teu coração centrado, o que queres criar para tua vida daqui para a frente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tua vida te pertence, não pertence ao álcool, à cocaina, ao crack, ou qualquer desses terríveis vampiros. Tua vontade, amparada por tantos que te estendem a mão tem força para criar um novo futuro e não este que te assombra nas dobras da noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprende a ser amoroso para contigo e teus irmãos. Dá amor aos que te amam, dá amor aos que parecem não te amar. Este é o estado divino. Desta forma, adquires proteção contra as energias que não estão na mesma freqüência que a tua. E energias podem ter a feição de traficante, de garrafas, de becos onde te escondes. Mostra tua luz. Se assim queres, assim farás. E vá seguro, porque a luz que está em ti é suficiente. Sempre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso enxergar tua luz dentro de ti esperando que a tragas para fora, parra a confiança e a coragem de enfrentar teus fantasmas que pode ser apenas lençóis esvoaçando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Crê em ti. Pode não ser fácil porque tu não criaste esta confiança ainda, mas ela está apenas esperando que tu a cries.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-103958676819823592?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/103958676819823592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=103958676819823592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/103958676819823592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/103958676819823592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_07_01_archive.html#103958676819823592' title='LUZ'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SG1rUCc-OqI/AAAAAAAAAG8/Dhhy9fV2xfM/s72-c/Ondaencantada_75.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7068317077788680435</id><published>2008-06-19T10:14:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.059-08:00</updated><title type='text'>RECAÍDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SFqUTvMHffI/AAAAAAAAAGs/M20aa-dMCRI/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213642585440484850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SFqUTvMHffI/AAAAAAAAAGs/M20aa-dMCRI/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;RECAÍDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recaída é a sombra que acompanha todos os alcoólicos em recuperação. Parece que espreita em cada curva de nosso caminho e temos razão em não menos prezá-la. Muitos companheiros já sofreram duramente seus golpes e alguns soçobraram acabrunhados pela sua força.&lt;br /&gt;Pensemos os aspectos que contribuem para que a Recaída aconteça. Este deve ser um sério e profundo mergulho dentro de nós mesmos, onde a honestidade é nossa maior arma.&lt;br /&gt;Assim como a Recuperação é individual a recaída também é. Existem generalizações, mas a individualidade é que será o ponto decisivo de funcionamento.&lt;br /&gt;Às vezes é um processo sutil e lento. Em outras, ela em como uma tempestade que nos leva de roldão. Mas sempre, sempre começa dentro de nós. Os sinais que apresenta podemos listar da seguinte maneira:&lt;br /&gt;OS 12 PASSOS PARA A RECAÍDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADA RECAÍDA TEM UMA ORIGEM, CONHEÇA OS SINTOMAS DE PERIGO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. COMECE A FALTAR AS REUNIÕES PORQUE QUALQUER MOTIVO: REAIS OU IMAGINÁRIOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense, com honestidade, se você deixaria de comparecer a algum programa descontraído porque estava com dor de cabeça ou seu time vai jogar. Pense se abandonaria uma reunião de trabalho ou estudo porque está cansado, ou está chovendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. CRITIQUE OS MÉTODOS UTILIZADOS POR OUTRAS PESSOAS, POR NÃO ESTAR EM COMPLETO ACORDO COM OS QUE VOCÊ EMPREGA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, pense que você “esqueceu” que cada um tem sua Recuperação particular, portnto é natural que haja pequenas diferenças individuais e que seu “jeito” serve apenas para você. O máximo que pode fazer é trocar experiências e, assim como deseja que seu companheiro experimente seu método, tende a humildade de experimentar o dele se realmente está tendo resultados cosntrutivos e não apenas de “fechamento de garrafa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. ALIMENTE A IDÉIA DE QUE, ALGUM DIA, VOCÊ PODERÁ BEBER NOVAMENTE E CONVERTER-SE EM BEBEDOR CONTROLADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você realmente ainda alimenta essa prepotência? Revise sua Recuperação, algo não vai bem. Ainda o álcool é tão necessário que você não pode, nem que controladamente, afastar-se dele?&lt;br /&gt;A idéia de que o mundo inteiro está errado e apenas nós é que sabemos das coisas é extremamente infantil e o resultado será igualmente infantil, no caso da dependência alcoólica, fatalmente infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. DEIXE QUE OS OUTROS MEMBROS DE SEU GRUPO FAÇAM O TRABALHO DO DÉCIMO SEGUNDO PASSO POR VOCÊ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos são individuais e intransferíveis, são tão profundos que passaremos o resto de nossas vidas os repetindo e muitos, terão que repetir desde o primeiro, portanto ninguém pode caminhar por você. Você quer recuperar o domínio e a liberdade de sua vida, caminhar com suas pernas faz parte deste processo. Tendo aprendido isso através da dor e do desespero você se negaria a tirar poucos momentos de sua vida que estava perdida para estender a mão para um irmão de caminhada? O que teria acontecido a você se não tivesse havido alguém que se dispusesse de seu tempo para conversar e ajudar você? Seu irmão caído é você no passado, leve-o para o futuro luminoso que você vive hoje, dispondo-se a transmitir a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. ADQUIRA CONSCIÊNCIA DE SUA "ANTIGUIDADE" E OLHE CADA RECÉM CHEGADO&lt;br /&gt;COM CETICISMO E IRONIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existirá alguém tão pretensioso que se julgue conhecedor de todos os mistérios da vida? A Irmandade dos A.A faz parte de um desses mistérios e os caminhos da alma humana são bifurcados e escondidos demais para nos alçarmos em conhecedores dela. Portanto, sua caminhada feita não justifica sua prepotência junto ao recém chegado, deve ser motivo de felicidade para você e para o recém chegado será Esperança. Não negue ao seu irmão a mão da Esperança, ela poderá fugir de você e não faça por este medo, faça por compaixão, a qual já lhe foi tão útil, talvez tenha sido sua bóia de salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. SINTA-SE SATISFEITO COM SEUS PONTOS DE VISTA A CERCA DO PROGRAMA E CONSIDERE-SE UM "VELHO MENTOR".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos olhos estarão vivos e agudos enquanto estiverem abertos para novas possibilidades, novos enfoques porque o que enxergamos jamais será o Todo, assim como jamais enxergaremos a Deus, mas apenas seus movimentos dentro de nós. Sempre seremos um Caminhante na longa estrada do aprendizado, tanto mais que já escorregamos na bifurcação da dependência. Jamais saberemos tudo ou deixará de existir algo para aprender. Se você aceita que os 12 passos de A.A são perfeitos, significa que a extensão deles não pode caber numa só passagem, mas que temos aprender e voltar a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. ORGANIZE DENTRO DE SEU GRUPO UM "CLÃ", UM "GRUPINHO" DE POUCOS MEMBROS QUE COMPORTEM ABSOLUTA E TOTALMENTE SUAS IDÉIAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não esqueça que estará organizando sua “separação” do mundo, um deslocamento bem pouco saudável na medida em que aprendemos com os que concordam conosco, mas muito mais com os que não concordam porque funcionam como sinalizadores de nossas inacabáveis fragilidades. É o que não suportamos ou não queremos ver em nós mesmos e, se forem facetas já superadas por nós, podemos olha-las sem temor, quem sabe, com isso, ajudando nosso companheiro a aparar suas arestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. DIGA EM SEGREDO AO RECÉM CHEGADO, QUE VOCÊ NÃO TEM NECESSIDADE DE LEVAR ALGUM OU ALGUNS DOS DOZE PASSOS A SÉRIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você recebeu tão pouco auxílio que é capaz de, na chegada, contaminar a caminhada de seu companheiro? O que está faltando dentro de você para se arvorar em mestre? Esta é uma caminhada para os fortes e honestos e não para os que tem medo de ver a si mesmos e reconhecer suas pontiagudas imperfeições. Forte não é aquele que grita ou impõe, forte é o que sabe ouvir para se melhorar e transmitir. O forte partilha e não retira ou tenta construir o outro á sua semelhança como se tivesse, em sua insanidade a pretensão de igualar-se a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. PERMITA QUE SE APROFUNDE EM SUA MENTE A GRANDE AJUDA QUE VOCÊ PRESTA A OUTRAS PESSOAS, E NÃO LEMBRE QUE O PROGRAMA DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS ESTÁ AJUDANDO VOCÊ.&lt;br /&gt;Se você está ajudando outras pessoas isso é maravilhoso, você estará ajudando a você mesmo porque, cada vez que fala sobre os benefícios e as transformações criadoras que aconteceram em sua vida, você estará reafirmando sua recuperação. E sua recuperação deve-se, em grande parte, à sua aceitação incondicional ao programa dos 12 Passos de A.A. E este programa continua, incessantemente, ajudando você na medida que lhe dá a oportunidade de auxiliar seus irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. DESQUALIFIQUE DE IMEDIATO, O MEMBRO QUE TENHA SOFRIDO UMA RECAÍDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas os insanos e os débeis têm a suprema ousadia de dizer: “Desta água não beberei”. Pobre deles que não conseguem enxergar sua dimensão falível e humana. Tão maravilhosa e tão perfeita, ao mesmo tempo, que as quedas estão à nossa frente para nos ensinar que somos todos irmãos e que poderemos, um dia, estar caídos esperando uma mão estendida. Seu companheiro recaiu? Puxe-o de volta para o firme e poderoso carro do A.A e não esqueça de limpar suas vestes para que se sinta digno de estar tentando novamente e todos os dias durante 24 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. CULTIVE O HÁBITO DE EMPRESTAR OU PEDIR DINHEIRO EMPRESTADO A SEUS COMPANHEIROS E COMECE A SE AFASTAR DAS REUNIÕES, PARA EVITAR ENCONTROS DESAGRADÁVEIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus companheiros não são Banco e grande parte deles ainda sofre a devastação deixada pelo alcoolismo, refazendo sua vida econômica arduamente. Viva de acordo com suas posses, seja digno do nome de Homem. Respeite suas fraquezas e não se entregue à facilidade de estender a mão pedinte. Mesmo que seu companheiro tenha posses não é obrigado a servir você, seus bens são fruto da vida dele e não da sua. Caso um companheiro lhe veja em dificuldade e tenha a grandeza e a oportunidade de lhe ajudar, aceite com o objetivo honesto, ético e moral de devolver. Não entre em situações que o enfraqueceram enquanto em recuperação e enquanto ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. CONVENÇA-SE DE QUE O PROGRAMA DE 24 HORAS É VITAL PARA OS "NOVOS", E DE QUE VOCÊ JÁ "SUPEROU" ESSA ETAPA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos somos sempre “novos” dentro de A.A se a Recuperação em nós estiver enraizada. Todos os dias temos algo aprender, mesmo com o companheiro que chega alquebrado, no mínimo para termos certeza do que não queremos mais vivenciar. Cada depoimento, cada idéia ou funcionamento é uma descoberta que devemos respeitar e a ela ser gratos. Quem, todos os dias, abre os olhos sabendo que milagres de revelação podem acontecer será para sempre um digno discípulo dos mandados de Jesus, o maior Mestre que já existiu, creiamos Nele enquanto divindade ou não.&lt;br /&gt;Se você superou alguma etapa seja grato à sua força e coragem, mas sabendo que muitas mais, infinitas mais se descortinam à sua frente para que você tenha a deliciosa chance de crescer até que chegue sua hora de mencionar os resultados diante de uma outra vida que agora não nos pertence ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na leitura destes passos demarcados por análise, podemos encontrar qual, ou quais deles se movimentam dentro de nós antes que possam se manifestar e assim nos prevenindo contra o assustador monstro da Recaída que, com nossa atenção e humildade passará a um ratinho administrável.&lt;br /&gt;Tenha a certeza: tanto a Recuperação quanto a recaída tem morada dentro de nós e a nós cabe alimentar ou uma ou outra.&lt;br /&gt;As armas que temos são a consciência, a coragem de enxergarmo-nos, a confiança em Deus e a fé inabalável em Sua criatura: nós, seres humanos caminhando, não mais a esmo, mas com o caminho iluminado pela Luz de A.A. Seres humanos não mais paralisados pela negritude da dependência, mas livres, como livres fomos feitos para escolher entre o Bem o Mal, o Bom e o Ruim. Todos nós trazemos o livre arbítrio como escudo, a decisão como arma e o discernimento como sinalizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7068317077788680435?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7068317077788680435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7068317077788680435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7068317077788680435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7068317077788680435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_06_01_archive.html#7068317077788680435' title='RECAÍDA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/SFqUTvMHffI/AAAAAAAAAGs/M20aa-dMCRI/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-687030154669696456</id><published>2008-04-07T05:33:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.204-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>PIPOCAS DA VIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R_oV0D8hLFI/AAAAAAAAAGA/ORmWP9YBKLg/s1600-h/mULHER+EM+BRANCO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186481905027066962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R_oV0D8hLFI/AAAAAAAAAGA/ORmWP9YBKLg/s400/mULHER+EM+BRANCO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rubem Alves - psiquiatra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.&lt;br /&gt;Pode ser fogo de fora: perder um amor, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo. Sem o fogo o sofrimento diminui. Com isso a possibilidade da grande transformação também. Imagino a pobre pipoca fachada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.&lt;br /&gt;Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não sabe aquilo de que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.&lt;br /&gt;Bom, mas ainda temos o piruá, que é milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ficamos parados em nossa dor, nos lastimando, acusando ou buscando fugas para não senti-la, continuamos milho duro sem serventia. E é exatamente nessa resistência, na película dura do milho que o fogo não se apaga. O consumirá.&lt;br /&gt;Deixar que o calor do fogo nos penetre, fazendo com que nos transforme está a glória do desabrochar da pipoca. Imediatamente o fogo se acalma e podemos nutrir todos à nossa volta.&lt;br /&gt;O milho de pipoca não sabe o que guarda dentro de si, não conhece a pipoca e tem medo do que possa aparecer. O que provoca a neurose e o endurecimento é o medo do desconhecido, pode que a transformação seja melhor, mas o desconhecido é tão assustador que o milho prefere não ousar, mesmo o mal e o ruim, é conhecido e ele escolhe a permanência no estado original. No entanto, a felicidade mora no estado de transformação. A vida se abre para quem quer vivê-la.&lt;br /&gt;Fomos feitos para o eterno aprendizado, cada dia uma nova experiência, uma nova descoberta. Não permiti-las é enclausurar-se, riscar calendário, mas não viver os dias.&lt;br /&gt;Você já experimentou ser diferente? Você já se deu essa oportunidade? Mesmo se forçando um pouquinho você já tentou sorrir? Já desparafusou a cara ao encontrar as pessoas em vez de começar a falar em como tudo está ruim?&lt;br /&gt;Você tentou ser diferente e cumprimentar até quem você não conhece? Bater um papo com o vizinho que desce no mesmo elevador que você?&lt;br /&gt;Quando lhe ofendem, você já tentou tirar um "sarro" de quem lhe ofendeu, mostrando que o outro pode estar errado?&lt;br /&gt;Você já experimentou não ter os grandes segredos dos erros guardados?&lt;br /&gt;Você já se convenceu que é: "Nascido para Vencer"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-687030154669696456?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/687030154669696456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=687030154669696456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/687030154669696456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/687030154669696456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_04_01_archive.html#687030154669696456' title='PIPOCAS DA VIDA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R_oV0D8hLFI/AAAAAAAAAGA/ORmWP9YBKLg/s72-c/mULHER+EM+BRANCO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8647601036955642759</id><published>2008-03-16T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.382-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>SUBSTIUIÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R912qPzf0BI/AAAAAAAAAF4/js1fmLJuXg4/s1600-h/SUBST.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178425614715047954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R912qPzf0BI/AAAAAAAAAF4/js1fmLJuXg4/s400/SUBST.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R912G_zf0AI/AAAAAAAAAFw/_M8p3N3oOCc/s1600-h/SUBST.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;RELAÇÃO ADICTIVA E SUBSTITUIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo a personalidade adictiva maturado e sobrepujado o Eu verdadeiro que tenderá a diminuir e, nos casos fatais, a desaparecer, a relação adictiva se estabelece com força.&lt;br /&gt;Análise sobre os meandros da relação adictiva estão especificados em outro artigo centrado nesse assunto. Agora analisaremos a SUBSTITUIÇÃO.&lt;br /&gt;Quando um adicto não aceita real e profundamente sua condição de dependente que o levará a desenvolver seu Eu verdadeiro, pode ter aceitado um "vício" achando que este solucionado tudo ficará bem. A doença da Dependência é mais séria e muito mais mesquinha e trágica do que isso.&lt;br /&gt;Esse é um artigo experimental baseado na observação de um caso estabelecido nas bases que serão aqui apresentadas.&lt;br /&gt;Um adicto na ativa que se conscientiza do mal que o objeto de adicção está lhe provocando poderá fazer grande esforço para reduzi-lo a níveis aceitáveis, ainda assim a doença se manterá intocada uma vez que trabalhou apenas o externo. É nessa condição que a Substituição se estabelece.&lt;br /&gt;Os caminhos mais comuns são de substituir o objeto de adicção, por exemplo, o álcool, por jogo, comida, etc. O mesmo acontece com as drogas onde o usuário ficará pulando de uma para outra e até mesmo chegará à dependência de remédios. Espera-se que seja pelos psicotrópicos e assemelhados, mas há casos em que o objeto de adicção foi deslocado para o inocente analgésico. Em superdoses pode provocar a buscada alteração de humor e levar à sonolência bem vinda para o adicto. A sonolência é o destino final de fuga para os problemas ou situações psíquicas que não consegue controlar ou administrar. Em última instância é a fuga do sofrimento.&lt;br /&gt;É comum que um adicto encontre outro adicto para parceiro, muitas vezes essa convivência simbiótica se rompe se o parceiro for um usuário mais violento e com isso dará ao outro a noção de perigo que atravessam. Então, o mais lúcido diminuirá sua cota de objeto de adicção, mas não se livrará da doença e seu objeto de adicção passará a ser o parceiro.&lt;br /&gt;É comum que não o ame e nem se apiede realmente, mas não rompe a relação. É como se estivesse na frente de um copo ou de uma dose: sabe aonde chegará, mas se mantém fiel. A compulsão impede que haja um real rompimento uma vez que não trata a doença.&lt;br /&gt;A compulsão é a ferramenta mestra da Dependência, é ela que mantém o adicto aprisionado. Só chegando às raízes de sua personalidade adictiva adquirida na primeira infância dentro do meio familiar onde se desenvolveu é que consegue controlá-la. Isso é conquistado pela consciência da dependência e por psicoterapia. Os remédios auxiliares aliviarão a pressão para que haja movimento da parte do adicto em direção à recuperação, mas não curam. Esse ponto é nevrálgico. OS REMÉDIOS NÃO CURAM.&lt;br /&gt;A situação de co-dependência estabelecida dentro deste tipo de relação permite que o usuário continue seu uso livre do controle imposto pelas famílias. As etapas de comportamento reativo das famílias inexistem. O parceiro não estimula a recuperação para não perder seu próprio objeto de adicção que é o outro.&lt;br /&gt;Como se dá tal transferência?&lt;br /&gt;Antes de mais nada é importante analisar o script de vida do adicto. Normalmente desenvolveu a adicção para escapar da dor de se sentir deslocado, imprestável para o mundo que o cerca. É o que podemos chamar de desvalidação. O processo é extremamente doloroso. É a total anulação da capacidade de se desenvolver enquanto ser humano e, principalmente a incapacidade de concorrer com seus iguais. Sempre será o último da fila. Provavelmente, na infância, foi substituído por alguém que considerou melhor ou mais capacitado para usufruir o amor dos pais.&lt;br /&gt;Ao se estabelecer a dependência sobre um adicto sob a aparente forma de salvação do mesmo, necessitaa que este se mantenha adicto. Procura nessa fonte degradante uma validação para si mesmo. Sente-se melhor porque existe alguém mais deteriorado do que ele próprio. É a mudança de humor ansiada para alívio de suas próprias tensões internas.&lt;br /&gt;Como toda a adicção, esta também aumentará com o tempo e o uso, se podemos chamar assim. Na verdade, usar pessoas é mais corriqueiro do que desejaríamos que fosse. Então os malefícios da adicção crescem e a relação se torna quase insuportável, assim como o álcool e a droga destroem o usuário, a convivência destrói o adicto emocional. Ainda assim não abandonará o parceiro e, inclusive, é possível que tente ajudá-lo sabendo que não conseguirá. Se conseguir o jogo se romperá e ele perderá sua "droga" de preferência.&lt;br /&gt;Desmontar a relação estabelecida incluirá mudar o rumo de sua vida ou encontrar outro adicto disposto a partilhar com ele o processo destrutivo. As duas coisas são difíceis e amedrontadoras.&lt;br /&gt;O que existe de trágico nessa dependência é que ela possui muito mais justificativas válidas para o status quo. Como largar a pobre criatura adicta à própria sorte? Se for casal e tiverem filhos, como abandoná-los a essa sorte? E assim por diante. Ao mesmo tempo em que essas justificativas o salvam da decisão de mudança, fazem com que se sinta bem aos próprios olhos: está tentando, não é culpa dele se o outro não colabora mantendo-se agarrado à adicção.&lt;br /&gt;É uma terrível forma de adicção, pois é maquiada por solidariedade com o adicto ativo, preocupação pelas pessoas dele dependentes e não têm nenhum estímulo adictivo químico (se tiver estará sob razoável controle), ou seja, é invisível. E as saídas da situação terão, aparentemente, ingredientes de crueldade, uma vez que será preciso afastar-se do adicto, romper vínculos, estabelecer novas metas, pelo menos até recuperar a si próprio para poder socorrer verdadeiramente o parceiro.&lt;br /&gt;Quanto à questão de ajudar um adicto nunca devemos esquecer que por mais que tenhamos conhecimento claro de sua doença, quem tem que adquirir essa certeza é o próprio adicto e ele é quem definirá sua posição diante da recuperação. O máximo possível é acompanhá-lo pelos caminhos que terá que trilhar. Caminhos novos e, em princípio, de sofrimento até que a consciência da libertação se faça. Mas uma vida inteira de aprisionamento vale mil vezes, os poucos meses de indignação consigo mesmo.&lt;br /&gt;Consciência e admissão da doença e dos processos doentios é a única forma de achar o caminho da recuperação. Caminho árduo que exige coragem, humildade e determinação férrea. E que oferece em troca, tranqüilidade, alegria legítima e crescimento emocional e psíquico. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8647601036955642759?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8647601036955642759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8647601036955642759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8647601036955642759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8647601036955642759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_03_01_archive.html#8647601036955642759' title='SUBSTIUIÇÃO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R912qPzf0BI/AAAAAAAAAF4/js1fmLJuXg4/s72-c/SUBST.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3750493144062756913</id><published>2008-03-15T08:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.520-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>COMPORTAMENTO FAMILIAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R9vmq_zfz_I/AAAAAAAAAFo/QXIo-PSUfoI/s1600-h/FAM%C3%8DLIA.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177985822948839410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R9vmq_zfz_I/AAAAAAAAAFo/QXIo-PSUfoI/s200/FAM%C3%8DLIA.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;SEQUÊNCIA DE COMPORTAMENTOS PREVISÍVEIS DAS FAMÍLIAS DE DEPENDENTES.  &lt;br /&gt;                                                                       COMPULSIVOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       As famílias, assim como o próprio adicto, têm comportamentos previsíveis uma vez que a dependência, ou a co-dependência, enquanto doença tem seu próprio ritmo.&lt;br /&gt;As etapas percorridas não são, necessariamente, numa ordem fixa, podem pular, retroceder, ser retomadas mais de uma vez. A seqüência apresentada é a mais freqüente, sendo que a Negação é sempre o primeiro estágio. Também não é final indefectível o Distanciamento, é possível estacionar na eterna ajuda.&lt;br /&gt;                       Não há certo ou errado nesse processo, o que há é o processo em si.&lt;br /&gt;                      O maior risco para as famílias é se tornarem co-dependentes, ou seja desaprendem de viver sem um adicto em ativa. Não sabem lidar com a situação e, mesmo que haja recuperação, ou até por isso, o relacionamento se deteriora.&lt;br /&gt;O mais adequado seria a família do adicto também procurar ajuda terapêutica, não apenas para aprender a conviver com um adicto como para sanar a si mesma da co-dependência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As etapas são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;Resistência/ Negação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A família reluta em admitir o problema. Minimiza com explicações capengas:&lt;br /&gt;- Não, ele não bebe tanto assim.&lt;br /&gt;- É apenas no final de semana.&lt;br /&gt;- Ele não tem mais nada de bom na vida.&lt;br /&gt;- É só quando relaxa.&lt;br /&gt;- É só em festas.&lt;br /&gt;No entanto o adicto, mesmo que não diário, vai até a última gota. Se for na festa terá uma série de comportamentos inadequados, em casa terá alteração de humor que pode passar do nostálgico ao agressivo. Cada adicto tem seu próprio sistema que corresponde à raiz de sua doença.&lt;br /&gt;Nos finais de semana a bebedeira só cessará no domingo de noite. E assim infinitos exemplos.&lt;br /&gt;O mesmo processo acontecerá com as droga. Se o adicto usar maconha, a família alegará que é "uma droga menor". No entanto, a potencialidade da droga usada não é importante, a dependência e seus mecanismos sim.&lt;br /&gt;Se for cocaína, ou outra droga mais pesada o "não ver", "não perceber", até chegar na desculpa permanecerá durante um tempo mais longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;Tentativa de Controle&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A família tenta impedir o comportamento problemático evitando festas, idas à restaurantes e qualquer outra atividade onde possa ter bebida.&lt;br /&gt;Passa a controlar horários, gastos, saídas (principalmente as noturnas). No caso de filhos gerenciará a chegada e o estado do usuário. É freqüente começarem as inspeções nos pertences, as buscas disfarçadas nas gavetas e bolsos. As perguntas dissimuladas também fazem parte desta etapa:&lt;br /&gt;- Saíste com Fulano ou Beltrano? Te divertiste? Aonde foram?&lt;br /&gt;É comum o controle de quantidade usada se a adicção for socialmente aceita.&lt;br /&gt;- Já bebeste bastante, chega!&lt;br /&gt;- Já tomaste tantos copos.&lt;br /&gt;E assim por diante.&lt;br /&gt;Quando percebe que isso não funciona, geralmente, vem a raiva, o medo e outros sentimentos negativos que serão transferidos ao adicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;Ajuda&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Procura direta ou indireta de ajuda.&lt;br /&gt;É comum que os familiares proponham ao adicto uma visita a um médico, terapeuta, pai-de-santo, ou padre. Outro método usado é deixar à mão reportagens sobre abuso de drogas e/ou álcool. Descobrir na TV um programa sobre o assunto e ligar bem alto. Se houver ascendência de alguma pessoa amiga ou familiar não tão envolvido, será pedida, frequentemente em segredo, uma conversa com o usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt; Decisão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A família começa a questionar a validade de permanecer com o adicto. Esse comportamento é mais freqüente entre cônjuges e quando as separações se estabelecem. O desgaste já atingiu marcas insustentáveis.&lt;br /&gt;O questionamento parte de perguntas como:&lt;br /&gt;- Eu vou continuar com essa pessoa?&lt;br /&gt;- Não estarei pondo a minha própria vida a perder?&lt;br /&gt;- Valerá a pena permanecer? Será que ele ou ela tem jeito?&lt;br /&gt;Esse momento é o mais difícil porque é quando o adicto é abandonado. Ou será suportado e passará a família para a etapa mais dolorosa tanto para o adicto quanto para a própria família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;strong&gt; Distanciamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tendo decidido permanecer acompanhando o adicto há um "distanciamento". Moram na mesma casa mas, a interação deixa de existir. O adicto passa a ser quase invisível. A vida em comum deixa de existir.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, ignorando ou não o adicto a irritação tomará conta da família e é comum que a agressão verbal seja a forma de comunicação. Ou as respostas curtas que cortam toda possibilidade de aproximação.&lt;br /&gt;Essa é a etapa mais difícil de ser trabalhada, as justificativas de ambos os lados se tornaram muito fortes.&lt;br /&gt;Adiciono aqui a experiência ouvida por uma terapeuta especializada em famílias adictivas. Conta ela:&lt;br /&gt;Acompanhando em terapia uma família soube que esta combinara uma viagem conjunta, quando foi interpelada pelo usuário de para onde iriam, respondeu:&lt;br /&gt;- Nós vamos, tu ficas.&lt;br /&gt;É um símbolo muito forte de abandono e total afastamento.&lt;br /&gt;Torna-se difícil reconstruir uma relação emocional de partilha senão houver uma mudança forte por parte do usuário.&lt;br /&gt;As mães são as que agüentam por mais tempo e é comum nunca chegarem nessa etapa de distanciamento total embora tenham grandes chances de se tornarem co-dependentes e sofrerem tanto quanto o adicto.&lt;br /&gt;Quando o adicto é parte de um casal, nesse momento a separação fica inadiável, na verdade a parte que rompe os laços procura a auto preservação e escolhe uma vida saudável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3750493144062756913?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3750493144062756913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3750493144062756913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3750493144062756913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3750493144062756913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_03_01_archive.html#3750493144062756913' title='COMPORTAMENTO FAMILIAR'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R9vmq_zfz_I/AAAAAAAAAFo/QXIo-PSUfoI/s72-c/FAM%C3%8DLIA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8909842482487435473</id><published>2008-02-11T12:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.648-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>RELACIONAMENTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R7Cy-gJg6pI/AAAAAAAAAFg/iPZ6tTPk50k/s1600-h/amigo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165825559445432978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R7Cy-gJg6pI/AAAAAAAAAFg/iPZ6tTPk50k/s200/amigo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamento é a capacidade, em maior ou menor grau, de relacionar-se, conviver (viver com, viver em comum) ou comunicar-se com o outro. É ligação de amizade, afetiva, profissional, social, etc., condicionada por uma série de atitudes recíprocas.&lt;br /&gt;Atitudes recíprocas... Pensemos sobre isso: Trocas feitas que pertencem a todos os envolvidos. Portanto, começamos a derrubar a noção de responsabilidade única. Nunca somos apenas nós, ou apenas o outro que gera qualquer tipo de relação. É sempre mútuo. Assumamos o que nos compete. Compete a cada um reconhecer suas faltas, fragilidades e assim responsabilizar-se sobre elas.&lt;br /&gt;Esta é uma pedra de toque para qualquer pessoa, para um dependente torna-se quase intransponível.&lt;br /&gt;Faz-se necessário despirmo-nos de preconceitos (conceituar antes) e principalmente da síndrome da verdade absoluta, ou do conhecido “Joãozinho do Passo Certo”. Seja qual for o tipo de relacionamento, ele envolve mais do que um e, portanto, mais de uma verdade.&lt;br /&gt;Sem dúvida para um dependente em recuperação tudo se complica, há muitas coisas a serem sanadas, reorganizadas e transformadas. É nessa hora que a precipitação será a maior inimiga e o discernimento um aliado.&lt;br /&gt;“Quando a dependência ataca, surgem situações anormais que prejudicam o companheirismo e a compatibilidade entre as partes. À medida que as coisas vão piorando, o dependente se transforma numa criança doente e irresponsável, que precisa ser cuidada e tirada de inúmeras embrulhadas e becos sem saída. De forma gradual e geralmente, sem perceber, a esposa é obrigada a se transformar em mãe; os filhos em pais; os amigos em tutores e os esposos em pais. O alcoólico, menino transviado ora ama, ora odeia esses cuidados.”&lt;br /&gt;Qualquer pessoa tem problemas de relacionamento, é o grande desafio do ser humano: relacionar-se. Muitas vezes não consegue sequer relacionar-se consigo mesmo. No dependente, no entanto, o problema se agrava, uma vez que suas dificuldades ficam aumentadas pelo objeto da dependência que corrompe seu raciocínio e amplifica suas emoções, ou as torna nulas. O discernimento simplesmente não existe. O trajeto para entrar em contato com seus sentimentos verdadeiros é mais árido do que para a maioria das pessoas, entendê-los e transformá-los é uma tarefa para toda a vida. Com certeza os resultados deste empenho são extremamente compensatórios, se traduz em serenidade e, frequentemente em alegria e felicidade.&lt;br /&gt;A troca de experiências que um grupo de auto-ajuda, ou melhor, mútua ajuda é de inestimável importância. Para seu total êxito a honestidade, a coragem e a transparência são ferramentas fundamentais. É onde entra, muitas vezes a contra gosto do dependente, o Quarto Passo.&lt;br /&gt;“Qual é o pior item de sua lista? Qual é a coisa, mais do que qualquer outra que você preferiria não me contar?” Perguntou meu padrinho me olhando com firmeza. Ele era conhecido dentro de meu grupo como o “Monstro do Quarto Passo”.&lt;br /&gt;Às vezes podemos nos surpreender como há muitas piores coisas e fica difícil selecioná-las. É preciso perguntar ao coração, onde se esconde a pior, mesmo que não envolva ação, acredito que nunca está na ação. A ação é sempre reação aos sentimentos então a raiz do mais difícil é neles que está guardado o principal ingrediente de nossas doenças emocionais e psíquicas.&lt;br /&gt;O Quarto Passo é uma espécie de reprodução do primeiro porque ainda estamos lidando apenas conosco mesmo, é para nós e a nossa sanidade que precisamos encontrar algumas respostas importantes e chegaremos a elas através da análise de nossas falhas.&lt;br /&gt;A troca de experiência neste momento ajuda a clarear nossos pensamentos e sentimentos tumultuados. A sinalização feita por um companheiro de jornada pode iluminar o caminho e o que era tão difícil torna-se fácil. Aliviar o coração é como descarregar um saco de pedras.&lt;br /&gt;Quando conseguimos nos perdoar criamos uma convivência agradável conosco e ao aumento da auto-estima. A partir daí nos habilitamos a nos relacionarmos com menos mágoas, ressentimentos e sovinice emocional.&lt;br /&gt;Dentro de um grupo de auto-ajuda damos os primeiros passos para a convivência, treinamos a não termos medo de nos expor, a parar de nos esconder atrás da soberba e da pretensão de sermos os absolutos possuidores da verdade e nos preparamos para todos os demais relacionamentos.&lt;br /&gt;O que mais pode interferir nesse processo é o Medo.&lt;br /&gt;O companheiro Bill W. disse:&lt;br /&gt;Quando um bêbado está com terrível ressaca porque bebeu em excesso ontem, ele não pode viver bem hoje. Mas existe um outro tipo de ressaca que todos experimentamos, bebendo ou não.&lt;br /&gt;Essa é emocional, resultado direto do acúmulo de emoções negativas de ontem e, às vezes, de hoje – raiva, medo, ciúmes e outras semelhantes.&lt;br /&gt;Se quisermos viver serenamente hoje e amanhã, sem dúvida precisamos eliminar essas ressacas. Isso não quer dizer que precisamos perambular morbidamente pelo passado. Requer, isso sim, uma admissão e correção dos erros cometidos AGORA.&lt;br /&gt;“Poucas pessoas podem afirmar com sinceridade que amam todo mundo. Quase todos nós precisamos admitir que temos amado apenas algumas pessoas, que temos ido indiferentes a muitas. Quanto às outras, bem, temos tido realmente antipatia ou aversão total delas.”&lt;br /&gt;Nós, dependentes, descobrimos que precisamos de alguma coisa muito melhor, a fim de manter nosso equilíbrio. A idéia de que podemos amar possessivamente algumas pessoas, ignorar muitas e continuar a temer ou a odiar quem quer que seja tem que ser abandonada, mesmo que aos poucos. Provavelmente não chegaremos nunca a um amor incondicional, mas podemos perseguir esse ideal. Bastarmo-nos em dizer que não temos afinidades com esse ou aquele, mas nem por isso expugná-lo da qualidade de ser humano. Tão forte ou frágil; resolvido ou nem tanto; consciente ou alheio, como eu mesmo.&lt;br /&gt;“Podemos procurar não fazer exigências descabidas àqueles que amamos. Podemos demonstrar bondade, onde antes não tínhamos demonstrado. Demonstrar a compreensão que tanto ansiamos. Com aqueles que não simpatizamos podemos começar a praticar cortesia e civilidade, nos esforçando para enxergar por trás dele uma criança tão assustada e falha quanto nós”.&lt;br /&gt;Algumas vezes, quando os amigos nos sinalizam algum comportamento nosso, é com humildade e verdade que devemos prestar atenção, provavelmente estará enxergando o que não podemos ou não queremos enxergar. Não sabemos ainda lidar com nossa Integridade, não estamos ainda uma Unidade, somos aos pedaços. Existem falhas, algumas graves que temos a obrigação de investigar se realmente buscamos, com seriedade e convicção, a serenidade.&lt;br /&gt;A busca de relacionamento honesto e digno poderá acarretar termos que enxergar o outro além de nós mesmos. Esta é uma parte delicada da questão. Olhar o outro sem pré-julgamento, sem levantar culpas e responsabilidades passadas, não é nada fácil. Enxergar as fragilidades do outro sem jogar-lhe na cara é tarefa árdua para qualquer pessoa e muito mais para nós que buscamos, a todo o momento, justificativa para nossas faltas.&lt;br /&gt;Mas relacionar-se é olhar a nós e ao outro e precisamos nos despir primeiro para contaminar o menos possível nossa percepção do parceiro, seja em que área for. Com certeza a franqueza e honestidade de exposição de nosso ponto de vista, feita com delicadeza e equilíbrio é o caminho adequado para apararmos as arestas que surgem inevitavelmente, até com o melhor amigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto baseado "Na Opinião de Bill"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8909842482487435473?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8909842482487435473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8909842482487435473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8909842482487435473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8909842482487435473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_02_01_archive.html#8909842482487435473' title='RELACIONAMENTOS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R7Cy-gJg6pI/AAAAAAAAAFg/iPZ6tTPk50k/s72-c/amigo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-312548831000642038</id><published>2008-02-06T04:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:03.863-08:00</updated><title type='text'>TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R6miyLtK3cI/AAAAAAAAAFY/SumoxAwpwN4/s1600-h/m%C3%A3os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163837430776389058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R6miyLtK3cI/AAAAAAAAAFY/SumoxAwpwN4/s200/m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                  &lt;br /&gt;            É comum os dependentes químicos iniciarem seu tratamento em clínicas especializadas, ou em consultórios psiquiátricos. Faz-se importante dizer que as clínicas, na maior parte dos casos, observam um programa de trinta dias de internação. Durante este tempo o paciente é levado a tomar vitamina B para recompor seu organismo sempre debilitado, acompanhado de substâncias indutoras do sono e controladoras de outros sintomas como: depressão, ansiedade, etc...&lt;br /&gt;            Neste momento a medicação é extremamente importante para auxiliar a conter a tensão dos primeiros tempos e reforçar o doente a reunir forças para sua Recuperação.&lt;br /&gt;            Segundo Augusto Cury “... o sono é o motor da vida. Ele repara toda energia que gastamos. A sua falta desencadeia ou intensifica muitas doenças psíquicas e psicossomáticas. Você pode tentar remover ou trabalhar as causas de uma insônia, mas não tente por muitos dias. E, não esqueça que você pode brigar com o mundo e sobreviver, mas, se brigar com a cama, perderá. Ah! E não leve seus inimigos para a cama. Perdoe-os, fica mais barato.”&lt;br /&gt;            Portanto, esses cuidados são quase vitais para a Recuperação.&lt;br /&gt;            É fundamental compreender que as clínicas e os psiquiatras atuam para desintoxicação e conscientização do dependente. Sem a primeira, é quase impossível chegar à segunda.&lt;br /&gt;            O tratamento real, que nos ajudará a manter a sobriedade e recuperar nossos pedaços estraçalhados, é a psicoterapia. Sem essa poderemos até parar de ingerir nossa droga de preferência, mas não solucionaremos, ou minoraremos suas raízes.&lt;br /&gt;            É muito importante compreendermos que cada etapa vencida é um degrau para a saúde e a felicidade, mas que nunca devemos olhar para o topo da escada. Isso não é importante, se o fizermos, pararemos de subir e o que vale a pena é a subida. A subida nos proporciona desenvolvimento enquanto ser humano, descobertas e aprendizados. Na verdade, a subida é a Transformação.&lt;br /&gt;            Podemos até auferir a possibilidade de que nossa doença venha a estar a nosso favor. É possível que dentro da sociedade caótica em que vivemos não encontrássemos tempo de nos indagar sobre nossa humanidade, nossa dimensão. Não encontraríamos tempo de compreender que, dependentes ou não, todos temos algo a descobrir e a sanar. As exigências de nosso tempo quase aceita como saudável ter stress e angústias. Passou a ser normal, mas normal não é, necessariamente, o melhor, ou o saudável. Normal é apenas o que é habitual. Sejamos mais do que normal, SEJAMOS FELIZES E GRATOS PELA VIDA QUE TEMOS.&lt;br /&gt;            Quem transformou a vida em sacrifício e dor, foi o ser humano. A vida é o que é: linda, surpreendente e ascendente. Muda é o ângulo de visão, quanto mais distantes da sanidade, mais transversal será esse ângulo.&lt;br /&gt;            Ser dependente pode ser a maneira que lhe foi dada para se tornar gente!&lt;br /&gt;            Aceite o presente de Deus: seja gente, a melhor possível e sua vida terá cumprido seu objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-312548831000642038?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/312548831000642038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=312548831000642038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/312548831000642038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/312548831000642038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_02_01_archive.html#312548831000642038' title='TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R6miyLtK3cI/AAAAAAAAAFY/SumoxAwpwN4/s72-c/m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-508014911336321824</id><published>2008-02-05T08:48:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T13:24:47.187-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>DEPENDÊNCIA QUÍMICA - A DOENÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                 Existem muitas e variadas interpretações do que é a dependência química. A explicação que parece ter mais sentido para a maioria dos que dela sofrem é:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* uma doença &lt;em&gt;progressiva &lt;/em&gt;que nunca pode ser &lt;em&gt;curada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                 Como algumas outras doenças, porém pode ser detida. Indo um pouco mais longe: a doença representa a combinação de uma sensibilidade física à droga de preferência (álcool, maconha, cocaina, crack, anfetaminas, etc) com uma obsessão mental que, apesar das consequências, não pode ser superada apenas pela vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Antes de entrar para um tratamento, muitos dependentes não conseguem abandonar sua droga de preferência se consideram moralmente débeis e, possivelmente, desequilibrados mentais. Os dependentes são pessoas enfermas, passíveis de recuperação se seguirem um simples programa cem sucedido com outros homens e mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Uma vez a dependência ter se fixado, não há pecado algum em ser doente. A esta altura, o livre arbítrio inexiste, porque o sofredor já perdeu seu poder de dicir se continua a usa saga, ou não. O importante, porém, é encarar a realidade da própria doença e aproveitar-se da ajuda disponível. Também é necessário que exista o desejo de parar. A exepriência nos ensina que o programa dos Doze Passos funcionará para qualquer dependente, quando este é sincero em seu esforço para abandonar a dependência. Geralmente não funcionará para o homem ou a mulher que não esteja absolutamente seguro que quer parar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                  Só conhece a extensão da dor da dependência quem já atravessou este mal. As palavras são pobres para descrevê-la. Devemos respeitar o portador, ouvi-los abertamente e fazê-los deixar de ser passivos de seu caos emocional. Eles precisam aprender a gerenciar seus pensamentos, se proteger de suas emoções e reeditar o filme de suas vidas. É esse respeito e essa protação que se encontra dentro dos grupos de auto-ajuda através dos depoimentos que permitem a exposição de suas dores e vergonhas e da reeducação através do amor e solidariedade de seus membros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Adaptado de folheto  editado pelos Alcoólicos Anônimos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  e do livro O Futuro da Humanidade - Augusto Cury&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-508014911336321824?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/508014911336321824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=508014911336321824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/508014911336321824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/508014911336321824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_02_01_archive.html#508014911336321824' title='DEPENDÊNCIA QUÍMICA - A DOENÇA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-2475596313455508083</id><published>2008-01-29T11:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.053-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'>NEUROSE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R598DrtK3ZI/AAAAAAAAAFA/psW-cyZgmYQ/s1600-h/neurose.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160980100703509906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R598DrtK3ZI/AAAAAAAAAFA/psW-cyZgmYQ/s200/neurose.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SOU UM NEURÓTICO?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você permite que suas emoções interfiram no seu comportamento de forma e grau acentuados? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta você pode responder através do seguinte auto-diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01.Você sofre de depressão, angústia, ansiedade, insônia, medo, solidão e outros sintomas torturantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02.Você tem medo de estar sozinha, sair de casa, dirigir um carro ou fazer uma viagem fora de sua cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Você se sente diferente ou "deslocada" quando está com outras pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. Você freqüentemente negligencia seus afazeres, dorme muito, sente-se constantemente cansada ou sem energias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. Você já tentou o suicídio ou pensou seriamente em cometê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Você precisa de tranqüilizantes ou outras drogas (que alteram a mente) para atravessar o dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. Você assume mais responsabilidades do que pode? Tem uma atitude de tudo ou nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. Você vive tenso, incapaz de se relaxar e não consegue dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09.A tensão, a ansiedade e a preocupação afetam seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.Você sente que outras pessoas não o compreendem ou não compreendem os seus problemas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Você sente que as outras pessoas "estão lhe olhando" quando você trabalha ou quando está em público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Você acha que o seu relacionamento está em perigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Você tem problemas sexuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Você sente que a vida já não tem "sentido"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.Você fica tão irada que chega a perder o controle?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;16.Você entra em pânico quando está sob tensão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.Você vive chorando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18.Você se sente"culpada"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você respondeu SIM a qualquer uma das perguntas acima, é possível que você seja uma pessoa com desequilíbrio emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você respondeu SIM a duas perguntas, então é quase certo que você seja uma pessoa com desequilíbrio emocional ou mais apropriadamente uma pessoa neurótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Neuróticos Anônimos, Neurótica é toda pessoa, cujas emoções interfere em seu comportamento de qualquer forma e em qualquer grau segundo ela mesma o reconheça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você realmente reconhece que é uma pessoa neurótica, apresentamos agora a grande pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ QUER AJUDA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.neuroticosanonimos.org.br/" target="_parent"&gt;http://www.neuroticosanonimos.org.br/&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.cnpsa.embrapa.br/na" target="_parent"&gt;http://www.cnpsa.embrapa.br/na&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos de ajuda mútua descobriram que é preciso colocar a recuperação em primeiro lugar.&lt;br /&gt;Além disso é preciso enfrentar durante todo o processo da recuperação três realidades perturbadoras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Que é impotente perante a adicção e que sua vida torna-se incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Embora não seja o responsável pela sua doença é o responsável pela sua recuperação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Não pode mais culpar pessoas, lugares e coisas por sua adicção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Permanecer em recuperação significa encarar os seus problemas e sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante: não se desespere! Você não está sozinho. Somos milhares dispostos a lhe dar a mão.&lt;br /&gt;Busque,&lt;br /&gt;Lute,&lt;br /&gt;Não desista.&lt;br /&gt;E, acima de tudo, CREIA EM VOCÊ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-2475596313455508083?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/2475596313455508083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=2475596313455508083&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2475596313455508083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2475596313455508083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#2475596313455508083' title='NEUROSE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R598DrtK3ZI/AAAAAAAAAFA/psW-cyZgmYQ/s72-c/neurose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3351732778425412025</id><published>2008-01-29T10:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.182-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'>TABAGISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R59467tK3YI/AAAAAAAAAE4/nPnUUTyBp88/s1600-h/cigarro1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160976651844771202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R59467tK3YI/AAAAAAAAAE4/nPnUUTyBp88/s200/cigarro1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SOU UM ADICTO À NICOTINA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Você fuma todos os dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Você fuma por sentir-se tímido ou para ganhar auto-confiança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Você fuma para afastar aborrecimentos e preocupações quando está sob pressão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Você já queimou alguma roupa, tapete, móvel ou seu carro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Já lhe aconteceu de ter que sair tarde da noite, ou em algum momento incoveniente, por ter ficado sem cigarros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Você se sente na defensiva ou com raiva quando alguém lhe diz que a fumaça de seu cigarro está incomodando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-Algum médico ou dentista já lhe sugeriu que parasse de fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-Você já prometeu a alguém que iria parar de fumar, e depois quebrou a promessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-Você já sentiu desconforto físico ou emocional ao tentar parar de fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-Você já conseguiu parar de fumar por um período de tempo, só para recomeçar tudo de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11-Você armazena estoque extra de cigarros para ter certeza de que não vai ficar sem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-Você acha difícil imaginar a vida sem fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13-Você escolhe apenas atividades e diversões durante as quais possa fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-Você prefere, procura ou sente-se mais à vontade na companhia de fumantes?&lt;br /&gt;15-Você se sente intimamente envergonhado de si mesmo ou se despreza por causa de seu hábito de fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16-Você já se percebeu acendendo um cigarro sem ter tomado conscientemente a decisão de fazê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17-O seu hábito de fumar causou algum problema em casa ou nalgum relacionamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18-Alguma vez você já disse para si mesmo que pode parar quando quiser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19-Alguma vez você sentiu que sua vida poderia ficar melhor se você não fumasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20-Você continua a fumar mesmo sabendo do males causados à saúde pelo cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você respondeu "sim" a uma ou duas destas perguntas, há uma chance de você ser, ou estar se tornando, um adicto à nicotina.&lt;br /&gt;Se você respondeu "sim" a três ou mais perguntas, provavelmente você já é adicto à nicotina.&lt;br /&gt;Se deseja Parar de fumar, Fumantes Anônimos pode lhe ajudar. &lt;a href="http://www.fumantesanonimos.hpg.ig.com.br/apresentacao.htm" target="_parent"&gt;http://www.fumantesanonimos.hpg.ig.com.br/apresentacao.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.Procure seu médico, já existem vários medicamentos que podem ajudá-lo. A acupuntura aliada a esforço também será grande parceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3351732778425412025?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3351732778425412025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3351732778425412025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3351732778425412025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3351732778425412025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#3351732778425412025' title='TABAGISMO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R59467tK3YI/AAAAAAAAAE4/nPnUUTyBp88/s72-c/cigarro1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5621422019166712930</id><published>2008-01-24T11:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T11:24:16.503-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>A COMUNIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez a personalidade adicta instalada, o adepto ativo ou o adicto em recuperação passará a ver o mundo numa perspectiva diferente. Tal como em qualquer doença grave, a adicção é uma experiência que muda as pessoas de forma permanente. É por isso tão importante que as pessoas participem regularmente em reuniões dos Doze Passos e outras reuniões de auto-ajuda; a lógica adictiva permanece bem no fundo delas e procura uma oportunidade para se reafirmar, da mesma forma ou de forma diferente. Os adictos em recuperação continuam a ir em reuniões e a trabalhar no programa porque continuam a ser adictos. A recuperação é a aceitação contínua da adicção e o controle contínuo da personalidade adictiva seja qual for a forma com que se manifeste."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Personalidade Adictiva -Craig Nakken - Vila Serena - Editora Educaional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5621422019166712930?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5621422019166712930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5621422019166712930&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5621422019166712930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5621422019166712930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5621422019166712930' title='A COMUNIDADE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5874838953932723525</id><published>2008-01-24T11:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.357-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>TERMO DE RESPONSABILIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jk7rtK3XI/AAAAAAAAAEw/o9wlfbQrKEY/s1600-h/VELA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159125087148498290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jk7rtK3XI/AAAAAAAAAEw/o9wlfbQrKEY/s200/VELA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando alguém, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quero que a mão de Grupo de Dependentes Anônimos esteja sempre ali.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E por isso EU SOU RESPONSÁVEL.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5874838953932723525?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5874838953932723525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5874838953932723525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5874838953932723525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5874838953932723525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5874838953932723525' title='TERMO DE RESPONSABILIDADE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jk7rtK3XI/AAAAAAAAAEw/o9wlfbQrKEY/s72-c/VELA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8427361456290405137</id><published>2008-01-24T11:02:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.493-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>PERSONALIDADE ADICTIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jjB7tK3WI/AAAAAAAAAEo/xfk38Dd05kM/s1600-h/dog.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159122995499425122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jjB7tK3WI/AAAAAAAAAEo/xfk38Dd05kM/s200/dog.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;" O que torna a relação adictiva tão atrativa é a alteração de humor que produz. É garantido, funciona sempre. Nenhuma relação humana pode dar esse tipo de garantia."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"...Lista de ocasiões em que a pessoa está mais suceptível a formar relações adictas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; perda de pessoa amada;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; perda de status;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; perda de ideais, de sonhos;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; perda de amizades;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; novos desafios sociais; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; isolamento social;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; deixar a família. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;. &lt;/strong&gt;Encontrar a realização emocional ( a adicção é, em última instância a busca de realização emocional) através de um objeto (álcool, drogas,comida, etc...) ou de um acontecimento (compras; jogos, etc...) possa trazer alguma coisa mais do que uma alteração momentânea de humor."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*Personalidade Adictiva - Craig Nakeen - Vila Serena Editora Educacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8427361456290405137?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8427361456290405137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8427361456290405137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8427361456290405137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8427361456290405137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#8427361456290405137' title='PERSONALIDADE ADICTIVA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5jjB7tK3WI/AAAAAAAAAEo/xfk38Dd05kM/s72-c/dog.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5719629879922575017</id><published>2008-01-24T10:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T10:58:33.097-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>PODER SUPERIOR ESPIRITUAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No âmbito espiritual, acreditamos num poder superior a nós, maior do que nós. Varia de pessoa para pessoa a forma como a espiritualidade é definida. Para certas pessoas, um Poder Espiritual é um Deus pertencente a uma religião; para outras, Deus é a natureza, o Universo, ou um grupo de amigos íntimos que as apoia. Através da relação com um Poder Superior espiritual, aprendemos a compreender e aceitar uma ordem natural, uma corrente natural. Aprendemos a avaliar o importante espaço que ocupamos no mundo e entre os outros seres vivos, mas aprendemos também que somos apenas uma parcela da humanidade. Desta forma aprendemos a observar o mundo e a observarmo-nos com um sentido realista. Desenvolvemos também uma relação para a qual podemos nos voltar quando a família ou os amigos não bastam... Aprendemos o que é confiar e o que é acreditar... Aprendemos a ter fé, o que significa que não precisamos viver apenas para o momento que passa. Aprendemos a acreditar e a confiar que haverá momentos futuros com serenidade e momentos de bem-estar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Personalidade Adictiva - Craig Nakken - Vila Serena Editora Educacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5719629879922575017?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5719629879922575017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5719629879922575017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5719629879922575017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5719629879922575017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5719629879922575017' title='PODER SUPERIOR ESPIRITUAL'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-2776308753132565531</id><published>2008-01-24T10:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.672-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESTUDOS CORRELATOS'/><title type='text'>ESPIRITUALIDADE: O QUE É ISSO?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5je_rtK3VI/AAAAAAAAAEg/dK6ONi_9edw/s1600-h/monet-impression-soleil-levant.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159118558798208338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5je_rtK3VI/AAAAAAAAAEg/dK6ONi_9edw/s400/monet-impression-soleil-levant.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que espiritualidade se refere só a Deus e à religião, ou terá um significado mais lato?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será a dependência química uma expressão destrutiva de nossa natureza espiritual?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao ingressarmos num grupo de auto-ajuda somos instados a crer que, um Poder Superior conforme o concebemos, pode devolver-nos a sanidade. Que decidimos entregar aos cuidados de Deus nossa vontade e nossa vida.&lt;br /&gt;Muitas vezes essa proposta deixa o iniciante em choque: ele nem sabe o que é Deus! Até a muito pouco tempo seu deus era o objeto de sua adicção.&lt;br /&gt;- E espiritualidade? O que é isso? Terei que entrar em alguma igreja, abraçar alguma religião para conseguir me recuperar?&lt;br /&gt;Essas perguntas podem atormentar e até atemorizar nosso ingresso na sanidade. Para resolver, precisamos compreender a definição ampla de espiritualidade.&lt;br /&gt;“Uma das maneiras de definir é constatando as áreas da vida às quais a espiritualidade se liga:&lt;br /&gt;Espiritualidade tem a ver com a qualidade do nosso relacionamento com quem quer que seja ou o que quer que seja de mais importante em nossa vida”.&lt;br /&gt;Faz parte da condição humana. Todos temos um lado físico e um lado emocional, assim como um lado espiritual. Uma psiquiatra inglesa foi a primeira a aceitar o trilogismo que nos constitui. Nosso lado espiritual nos vincula aos outros seres humanos, através dele fazemos parte de um Todo. Deus é apenas um dos muitos focos espirituais possíveis.&lt;br /&gt;Podemos nos aceitar matéria, uma vez que é palpável e visível. Podemos nos aceitar emoção porque é sensível. Mas temos dificuldade de nos aceitar espíritos porque somos infantis e queremos crer apenas no que podemos tocar, cheirar, ver, degustar ou sentir. Como se o Universo, a Criação, estivesse preocupada com nossas necessidades ou desejos. A Essência existe, queiramos ou não.&lt;br /&gt;No entanto, também é simples perceber nossa espiritualidade se constatamos que está ligada a sentimentos como amor, confiança e compromisso. Por algum tempo depositamos todas essas preciosidades no foco de nossa dependência: amávamos o objeto, ou acontecimento através do qual nos ligávamos ao mundo: álcool, drogas, jogo, comida, cigarro, etc. Esse amor afetava todas as nossas outras áreas de vida: a família, o trabalho, o lazer. Vivíamos uma espiritualidade distorcida e destrutiva.&lt;br /&gt;A palavra “espiritualidade” tem sua raiz em “espírito” que significa, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:&lt;br /&gt;* Parte imaterial do ser humano.&lt;br /&gt;* Alma.&lt;br /&gt;* Pessoa dotada de inteligência ou bondade acima do comum.&lt;br /&gt;* Imaginação, engenho, inteligência, finura.&lt;br /&gt;* Ânimo, índole.&lt;br /&gt;* Graça, humor.&lt;br /&gt;* Idéia predominante; significação, sentido.&lt;br /&gt;* Faculdade de conhecer, de aceitar as coisas.&lt;br /&gt;* Idéia, pensamento, cabeça.&lt;br /&gt;A concepção, assim percebida, aumenta consideravelmente e pode abranger muitos aspectos de nossa vida.&lt;br /&gt;Quando falamos sobre o espírito de equipe de nosso time de futebol, ou no espírito de fraternidade dos grupos de auto-ajuda, compreendemos bem que é o sentimento que une e move as pessoas.&lt;br /&gt;Espiritualidade nos une a alguém ou a alguma coisa que nos dê a sensação de Plenitude. Todo ser humano necessita sentir-se completo. Carl Jung definiu o alcoolismo como “...doença espiritual que tem na sua base um impulso para a plenitude...”.&lt;br /&gt;Por algum tempo, nos sentíamos plenos com o uso de falsos portadores dos deuses: foco de nossa dependência. Falsa plenitude, logo seríamos esquecidos e traídos por ela. O objetivo mais amplo da dependência é a destruição. Nós aceitamos essa imposição porque retiramos de valores dignos e das pessoas, a nossa confiança. Para não sermos traídos, nos entregamos à Traição.&lt;br /&gt;Passamos agora a adquirir um conceito de espiritualidade que nos permite escolher como a conceberemos. O lado magnífico dessa concepção é que, em vez de nos sufocar e se tornar maior do que nosso Eu, ela nos permite expandi-lo ao infinito. Podemos começar a admitir que nosso Poder Superior é o nosso grupo de auto-ajuda, os companheiros com seu carinho e compreensão da qual somos tão necessitados. “Um grupo de pessoas é um poder maior do que nós mesmos, e podemos dar-lhe o poder divino de nos mostrar o que precisamos fazer”.&lt;br /&gt;Podemos olhar o céu numa noite esplendorosa, ou num dia de temporal e sentir a imensidão do Universo e deixarmos que seja ele a nossa Espiritualidade. A partir daí olharemos os seres vivos e deixaremos que nos ensinem com sua pureza e fidelidade à missão para a qual foram criados. A capacidade de embelezar da natureza. A dadivosa doação das plantas. A sabedoria dos animais. O carinho de tantos pela sua prole. E isso de formas múltiplas, quase interminável.&lt;br /&gt;Podemos crer que a Criação é o que governa tudo e poderá nos governar.&lt;br /&gt;Podemos encontrar eco em alguma religião constituída e a abraçarmos sem reservas, seja ela qual for.&lt;br /&gt;Espiritualidade e religião são usadas como se fossem a mesma coisa e não são. Espiritualidade nos liga ao nosso foco de amor e religião é um conjunto de crenças, preceitos, rituais específicos de cada uma como forma de nos aproximarmos de Deus, sendo Este também conceituado segundo tais preceitos. A palavra Religião vem do latim religare, ou seja religar-se, portanto é ligação ou re-ligação com um Poder Superior, sem que haja especificação de forma ou meio. A partir daí temos uma série de religiões que corresponderão a arquétipos que nos sensibilizam, ou não.&lt;br /&gt;Enfim, ao deslocarmos nossa espiritualidade para focos construtivos, podemos concebê-la como quisermos e como melhor fala ao nosso Eu sequioso de desenvolvimento, amor e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Conceitos entre aspas retirados do livreto sobre Espiritualidade - Paul Bjorklund – Hazelden Foundation&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-2776308753132565531?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/2776308753132565531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=2776308753132565531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2776308753132565531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/2776308753132565531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#2776308753132565531' title='ESPIRITUALIDADE: O QUE É ISSO?'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5je_rtK3VI/AAAAAAAAAEg/dK6ONi_9edw/s72-c/monet-impression-soleil-levant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8085640960029453681</id><published>2008-01-23T00:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T01:02:30.842-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>AMANTE INFIEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                &lt;br /&gt;            Quando acordei a luz do dia se apagava, estava tudo em silêncio, os obreiros tinham se ido. Ao meu lado meu amante, uma garrafa vazia, me fitava com olhos vazados.&lt;br /&gt;            Compreendi que esse amor sempre me trairia. Como todos os outros.&lt;br /&gt;            Chorei despedaçadamente.&lt;br /&gt;            Minhas perdas desfilando num bailado grotesco e misturando cores e formas enevoadas pela áurea depressiva que sempre acompanhava meus despertares de ressaca. As paredes se destroçaram e pude ver meu pai, seu sorriso parado, atirado no sofá babando fedor a álcool. O ódio da traição vestido de mulher ali do lado, as unhas afiadas e entrando na carne dele que eu amava.&lt;br /&gt;            - Carmela! – gritou o ódio. Tira esse bêbado imprestável daqui!&lt;br /&gt;            Eu não tinha forças para levantar meu pai e achava que estava tudo certo, os homens bebem. Era tudo exagero de minha mãe, essa mulher cruel que só escarnecia do marido frágil. Porque meu pai era frágil. Via isso no fundo de seus olhos vermelhos e naquele avô perdido que passeava neles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            - Ele se foi.&lt;br /&gt;            Argemiro ouviu a velha mãe, muito mais velha do que a idade, gemer baixinho e acrescentar:&lt;br /&gt;            - Foi com ela, com a Benta.&lt;br /&gt;           Minha irmã Benta? A Bentinha que brincava de correr atrás das galinhas? Por que ele a levaria? Sei que gostava muito dela, eles tinham os mesmos olhos verdes de campo macio, o mesmo jeito de sorrir de lado, espiar pelos cantos, de suspirar quando se olhavam. Mas levar só a Benta? E eu? E meus cinco irmãos? Por que não nos levou também?&lt;br /&gt;          - Uma desavergonhada que merece o pai que tem para amante. Uma vagabunda que eu pus no mundo para me dar vergonha e roubar meu marido.&lt;br /&gt;Minha mãe divagava. Nada disso era verdade. Eles se gostavam, era pai e filha, como poderia ser diferente? Riam tomando banho no ribeirão, ela cheia de cócegas e meu pai gostando de esfregar suas costas com o sabão grosso feito em casa.&lt;br /&gt;          Ela cresceu, ficou bonita, desabrochou corpo. Meu pai gostava de ver do maneio dos quadris. Mas eu me dizia que era certo admirar a filha bonita daquele jeito. Os olhos ficaram maiores e mais verdes, chamas verdes queimantes.&lt;br /&gt;Se foram. A barriga de benta crescendo, eu vi. As mulheres sempre engordam de vez em quando. Não é? É sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Eu puxei o pai pelo braço e falei coisas boas no ouvido dele:&lt;br /&gt;          - Está tudo bem, eu te levo. Me ajuda.&lt;br /&gt;          - Filhinha, minha filhinha, igualzinha a Benta. Faz um carinho no papai faz.&lt;br /&gt;          Que pai não ama sua filha?&lt;br /&gt;          Fomos nos arrastando, os pés dele tropeçando sobre si mesmos. Caímos em cima da cama. Ele nem viu quando tirei seus sapatos. E roncou.&lt;br /&gt;          Eu odiava o cheiro azedo que ele tinha, mas os pais bebem, é normal, não é?&lt;br /&gt;          Eu odiava a minha mãe,  a chamava de sem sentimentos, sempre arrastando as chinelas e dizendo descalabros que eu entendia pelo som e não pelo significado. Minha mãe esgotara tudo nele. Tornou-se oco e vesgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Eu estava vesga com a superposição das imagens que invadiam meu quarto, queria levantar, lavar o rosto. Eu precisava, mas o barulho dos gritos era muito alto, insuportável. Calei-os no copo de gim que esquecera, bendito esquecimento, em cima da cômoda. Agora eram apenas sussurros.&lt;br /&gt;        - A Benta... Ela fodeu com o pai. Eu tinha espiado uma noite quando acordei com aqueles sons que se repetiam no sono despertado da gente. Meus irmãos calados, um medo e um adivinhar fechando as bocas, os peitos, a esperança.&lt;br /&gt;       - Leva este imprestável daqui!&lt;br /&gt;       E a roupa dos outros sendo lavada em troca da comida que não chegava nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Paredes são cruéis, falam demais. Elas gritam e preciso tapar os ouvidos. Eu emborco a garrafa vazia e um último pingo é pouco demais. Na cozinha tem, eu lembrei. Chego até lá, eu consigo.&lt;br /&gt;       Preparei-me, o corpo obedece a coisas que a gente nem acredita. Abracei-me na garrafa e voltei para o quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       As idiotas das paredes continuavam cheias de gente. Eu estava na cama e estava nela. Como pode ser isso? Entender é um desperdício de tempo. Eu não tinha tempo e fiquei me olhando a desfilar na parede.&lt;br /&gt;        Não me parecia em nada com minha tia Benta. Não a conheci, mas meu pai me dizia isso e sorria, parecia feliz. Aos poucos fui deixando de ser feliz com ele. Meus amigos riam quando ele chegava e estragava nossa festa. Minha mãe, aquela vaca, é que estragava. Não escondia nada, não disfarçava. Será que não podia enxergar que era melhor não ver? Não mostrar?&lt;br /&gt;        - Carmela, pega esse imprestável e leva para a cama!&lt;br /&gt;        Eu ficava roxa de vergonha, meus amigos ali, vendo tudo.&lt;br /&gt;        Só o Flávio não ria. Ele compreendia. Às vezes me ajudava pegando o pai por um braço e eu pelo outro. Flávio, minha salvação. Ele era tão, tão normal. O pai trabalhava como todo mundo e a mãe fazia bolos fofos, tão bons de comer.&lt;br /&gt;       A gente foi crescendo assim, no meio daquele disfarce. A mãe não chorava nunca. Também não beijava e nem perguntava nada sobre mim. Ela permitia tudo e isso era estonteantemente horrível.&lt;br /&gt;       A gente foi crescendo, dizendo sim. Sim, eu levo. Sim, eu deixo. Sim, me abusa. Sim, eu não existo. Eu existo. Isso é tudo normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Quero morrer. É tudo que eu quero. Flávio é um marido desgraçado, de normal tem um chicote feito de palavras cruéis, um olho afiado que me corta e me joga no silêncio das paredes.&lt;br /&gt;          Tia Benta se desprende da argamassa estendendo os braços para mim. Não está mais bonita, está desdentada e me diz:&lt;br /&gt;           - Carmela, é assim mesmo, não fiques triste. Teu avô logo, logo volta.&lt;br /&gt;           Eu não queria que fosse assim, tudo assim, normal.&lt;br /&gt;          Só queria que alguém fosse permanente e que houvesse mesmo um bom abraço e que eu pudesse chorar em paz. Esquecer.&lt;br /&gt;          Eu consegui atingir meu objetivo. Eu esquecia todos os dias dentro de ti, minha paixão transparente. Fiel. Sempre ali, ao alcance de minha mão. Minha tesão, meu sonho: a garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          - Tu me traíste, miserável.&lt;br /&gt;          O líquido derramou-se manchando o tapete já encardido. A solidão abraçou-me. Essa não me trairia e nunca me abandonaria, enquanto eu pudesse beber minha amante vagabunda.&lt;br /&gt;          Não deixaria que me chamassem de imprestável. Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Entrei no carro e acelerei quando o sinal fechou. As paredes jorraram sangue vermelho campari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                            Vana Comissoli                  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8085640960029453681?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8085640960029453681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8085640960029453681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8085640960029453681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8085640960029453681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#8085640960029453681' title='AMANTE INFIEL'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-885587333681742065</id><published>2008-01-21T01:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:04.895-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RuixvX50I/AAAAAAAAAD4/G0j8jGu2Zn4/s1600-h/droga.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157869016992704322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RuixvX50I/AAAAAAAAAD4/G0j8jGu2Zn4/s400/droga.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SOU UM ADICTO A DROGAS? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você tem alguma dúvida quanto a ser ou não um adicto a drogas as perguntas abaixo podem lhe ajudar. Responda-as o mais honestamente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Alguma vez você já usou drogas sozinho?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;02. Alguma vez você substituiu uma droga por outra,pensando que uma em particular era o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Alguma vez você manipulou ou mentiu ao médico para obter drogas que necessitam de receita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. Você já roubou drogas ou roubou para conseguir drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05. Você usa regularmente uma droga quando acorda ou quando vai dormir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Você já usou uma droga para rebater os efeitos de outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. Você evita pessoas ou lugares que não aprovam o seu consumo de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. Você já usou uma droga sem saber o que era ou quais eram os seus efeitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09. Alguma vez o seu desempenho no trabalho ou na escola foi prejudicado pelo seu consumo de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Alguma vez você foi preso em conseqüência do seu uso de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Alguma vez mentiu sobre o quê ou quanto você usava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Você coloca a compra de drogas à frente das suas responsabilidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Você já tentou parar ou controlar seu uso de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Você já esteve na prisão, hospital ou centro de reabilitação devido a seu uso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. O uso de drogas interfere em seu sono ou alimentação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. A idéia de ficar sem drogas o assusta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Você acha impossível viver sem drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Em algum momento você já questionou sua sanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. O consumo de drogas está tornando sua vida infeliz em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Você já pensou que não conseguiria se adequar ou se divertir sem drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Você já se sentiu na defensiva, culpado ou envergonhado por seu uso de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Você pensa muito em drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Você já teve medos irracionais ou indefiníveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. O uso de drogas afetou seus relacionamentos sexuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Você já tomou drogas que não eram de sua preferência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Alguma vez você usou drogas devido a dor emocional ou “stress”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Você já teve uma overdose? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;28. Você continua usando, apesar das conseqüências negativas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Você pensa que talvez possa ter problemas com drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou Um Adicto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma pergunta que só você pode responder. Nós, de Narcóticos Anônimos (NA) respondemos “sim” a um número diferente de perguntas. O número de respostas positivas não é tão importante, quanto aquilo que sentimos e a maneira como a adicção afeta nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você admite que tem problemas com drogas, e quer se libertar, então você pode caminhar em numa nova estrada. “A estrada da recuperação”. Essa estrada pode ser construída em Narcóticos Anônimos. &lt;a href="http://www.narcoticosanonimos.com.br/" target="_parent"&gt;http://www.narcoticosanonimos.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo achando um grupo de auto-ajuda não deixe de buscar um psiquiatra ou terapeuta especializado. Se for recomendada a internação, não se assuste, sua VIDA está em jogo, lute por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na drogadição, a desintoxicação é importantíssima e difícil de ser atingida, se não nos recolhermos sob o cuidado de equipe capacitada. Parece assustador, mas creia, seria muito mais terrivel fazê-lo sozinho. Quebre os paradigmas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;LUTE!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-885587333681742065?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/885587333681742065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=885587333681742065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/885587333681742065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/885587333681742065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#885587333681742065' title=''/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RuixvX50I/AAAAAAAAAD4/G0j8jGu2Zn4/s72-c/droga.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8649199216674534938</id><published>2008-01-21T01:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.020-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'>AS DOZE PERGUNTAS DE ADICÇÃO AO ÁLCOOL</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RlBxvX5zI/AAAAAAAAADw/Tvdz757npbY/s1600-h/alcoolismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157858554452371250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RlBxvX5zI/AAAAAAAAADw/Tvdz757npbY/s400/alcoolismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SOU UMA PESSOA ALCOÓLICA?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existem doze perguntas que podem lhe ajudar no auto-diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. Já tentou parar de beber por uma semana (ou mais), sem conseguir atingir seu objetivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02. Ressente-se com os conselhos dos outros que tentam fazê-lo parar de beber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03. Já tentou controlar sua tendência de beber demais, trocando uma bebida alcoólica por outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04. Tomou algum trago pela manhã nos últimos doze meses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05.Inveja as pessoas que podem beber sem criar problemas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06. Seu problema de bebida vem se tornando cada vez mais sério nos últimos doze meses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07. A bebida já criou problemas no seu lar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08. Nas reuniões sociais onde as bebidas são limitadas, você tenta conseguir doses extras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;09. Apesar de prova em contrário, você continua afirmando que bebe quando quer e pára quando quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Faltou ao serviço, durante os últimos doze meses, por causa da bebida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Já experimentou alguma vez ‘apagamento’ durante uma bebedeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Já pensou alguma vez que poderia aproveitar muito mais a vida, se não bebesse?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                                            &lt;strong&gt; QUAL FOI A CONTAGEM?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;    Respondeu &lt;strong&gt;SIM&lt;/strong&gt; quatro vezes ou mais?&lt;br /&gt;    Em caso positivo, é provável que você tenha um problema sério de bebida, ou poderá tê-lo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por que dizemos isto?&lt;br /&gt;    Somente porque a experiência de milhares de alcoólicos recuperados nos ensinou algumas verdades básicas a respeito dos sintomas do alcoolismo – e de nós mesmos.&lt;br /&gt;    Você é a única pessoa que poderá dizer, com certeza, se deve ou não procurar &lt;strong&gt;AJUDA.&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Se a resposta for &lt;strong&gt;SIM&lt;/strong&gt;, teremos satisfação em mostrar-lhe como conseguimos parar de beber.&lt;br /&gt;  . Procure um Grupo em sua comunidade ou entre em contato com &lt;a href="http://www.alcoolicosanonimos.org.br/" target="_parent"&gt;http://www.alcoolicosanonimos.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Parar de Beber Significa &lt;strong&gt;EVITAR O PRIMEIRO GOLE, UM DIA DE CADA VEZ.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Procure, imediatamente um terapeuta ou clínica especializada. Não tenha preconceito ou medo. SUA VIDA É MAIS IMPORTANTE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Se ainda não puder admitir que você tem um problema de bebida, não faz mal. Apenas sugerimos que você encare sempre a questão com mentalidade aberta.  Não feche os olhos para o PERIGO .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;*A experiência vem demonstrando que há necessidade de um auto diagnóstico específico para cada manifestação da mesma doença! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8649199216674534938?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8649199216674534938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8649199216674534938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8649199216674534938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8649199216674534938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#8649199216674534938' title='AS DOZE PERGUNTAS DE ADICÇÃO AO ÁLCOOL'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5RlBxvX5zI/AAAAAAAAADw/Tvdz757npbY/s72-c/alcoolismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5037005178619097497</id><published>2008-01-17T02:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.157-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS VÁRIAS DEPENDÊNCIAS'/><title type='text'>AS VINTE PERGUNTAS DA ADICÇÃO AO JOGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R489HRvX5wI/AAAAAAAAADY/hZ_AHsl-l4k/s1600-h/JOGO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156407293592987394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R489HRvX5wI/AAAAAAAAADY/hZ_AHsl-l4k/s320/JOGO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1. Você já perdeu horas de trabalho ou da escola devido ao jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2. Alguma vez o jogo causou infelicidade na sua vida familiar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3. O jogo afetou sua reputação?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4. Você já sentiu remorso depois de jogar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5. Alguma vezvocê jogou para obter dinheiro para pagar dívidas ou então resolver dificuldades financeiras?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6. O jogo causou uma diminuição na sua ambição ou eficiência?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7. Após ter perdido você se sentiu como se necessitasse voltar o mais cedo possível e recuperar suas pedras?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8. Após um ganho você sentiu uma forte vontade de voltar e ganhar mais?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;9. Você geralmente joga até que seu último centavo acabasse?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;10. Você já pediu dinheiro emprestado para financiar jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11. Alguma vez você vendeu alguma coisa para financiar jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;12. Você reluta em usar o "dinheiro de jogo" para as despesas normais? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;13. O jogo o tornou descuidado com o seu bem estar e o de sua família?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;14. Alguma vez você já jogou por mais tempo do que planejava?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;15. Alguma vez você jogou para fugir das preocupações ou problemas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;16. Alguma vez você já cometeu, ou pensou em cometer um ato ilegal para financiar o jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;17. O jogo fez com que você tivesse dificuldades para dormir?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;18. As discussões, desapontamentos ou frustrações fizeram com que você tivesse vontade de jogoar?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;19. Alguma vez você já teve vontade de celebrar alguma boa sorte com horas de jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;20. Alguma vez você pensou em se auto destruir como resultado de seu jogo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A MAIORIA DOS JOGADORES COMPULSIVOS RESPONDERÁ SIM A PELO MENOS SETE DESSAS PERGUNTAS.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5037005178619097497?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5037005178619097497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5037005178619097497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5037005178619097497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5037005178619097497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5037005178619097497' title='AS VINTE PERGUNTAS DA ADICÇÃO AO JOGO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R489HRvX5wI/AAAAAAAAADY/hZ_AHsl-l4k/s72-c/JOGO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6370435742489146196</id><published>2008-01-16T01:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.328-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ABRINDO A PORTA'/><title type='text'>OUTRA CHANCE</title><content type='html'>Companheiro dependente, aceite a minha mão; sou seu amigo, eu o compreendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156772580561512226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5CJVxvX5yI/AAAAAAAAADo/Qe_y9d80QpU/s400/free.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Conheço sua culpa, sua vergonha, seu remorso; carreguei o peso de sua cruz.&lt;br /&gt;Encontrei um amigo que me ofereceu ajuda; ele também sofreu essa doença.&lt;br /&gt;Embora ele não tivesse a cura mágica, mostrou-me como eu poderia resistir.&lt;br /&gt;Conversamos lado a lado; falamos de coisas que precisávamos esconder.&lt;br /&gt;Conversamos sobre as noites em claro e as dívidas, sobre lares desfeitos, mentiras e ameaças.&lt;br /&gt;E assim, meu tão sofrido amigo dependente, por favor, aceite esta mão que lhe estendo.&lt;br /&gt;Aceite uma outra chance em algo novo, é outro dependente que está lhe ajudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Adaptado do livreto de boas vindas dos Jogadores Anônimos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6370435742489146196?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6370435742489146196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6370435742489146196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6370435742489146196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6370435742489146196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6370435742489146196' title='OUTRA CHANCE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5CJVxvX5yI/AAAAAAAAADo/Qe_y9d80QpU/s72-c/free.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-1834486579193275421</id><published>2008-01-16T01:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='REFLEXÕES DIÁRIAS'/><title type='text'>ESPIRITUAL:</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43WmhvX5uI/AAAAAAAAADI/maNHNvKwUGQ/s1600-h/miguel_divi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156013105789527778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43WmhvX5uI/AAAAAAAAADI/maNHNvKwUGQ/s320/miguel_divi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;29/01 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Você está pronto para mudar as suas idéias e a sua maneira de pensar? Você está preparado para aceitar o novo sem reservas? Algumas almas conseguem ser flexíveis e mudar sem problemas, mas outras sentem dificuldade, e isto acarreta tensão e preocupação em suas vidas. E o que é pior, em alguns casos causa estagnação. Você deve ser corajoso, seguir em frente para o novo, navegando sem medo por mares desconhecidos. Eu estarei guiando você e não permitirei que nada de mal lhe aconteça. Aceite-me como seu guia e companheiro constante. Não lhe foi pedido que navegasse pelas águas desconhecidas sem piloto. Eu Sou seu piloto e jamais o decepcionarei. Confie em Mim plenamente. Se o caminho ficar difícil não fique com medo; se for perigoso, não se preocupe. Eu o guiarei através de tudo. Mas lembre-se: solte as amarras e deixe que Eu o guie, não resista."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* "Abrindo Portas Interiores" - Eileen Caddy&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;************************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A ALEGRIA DE COMPARTILHAR&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Mostrar ao outros que ainda sofrem, como fomos ajustados, é justamente o que hoje nos faz sentir o valor de nossas vidas. Apegue-se a este pensamento: Nas mãos de Deus o passado escuro é a maior riqueza, é a chave para a vida e a alegria dos outros. Com ele você poderá evitar-lhes a morte e a miséria."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;                                                                                                                              &lt;/em&gt;Alcoólicos Anônimos&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que dádiva é para mim perceber que todos aqueles anos que pareciam perdidos não foram desperdiçados. As mais degradantes e humilhantes experiências mostram-se como as mais poderosas ferramentas para ajudar outros a se recuperar. Conhecendo as profundezas da vergonha e do desespero, posso alcançá-los com uma mão amável e compassiva, bem como saber que a graça de Deus está disponível para mim.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;*Adaptado do livro: Reflexões Diárias – escrito por membros de A.A. para membros de A.A.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-1834486579193275421?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/1834486579193275421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=1834486579193275421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1834486579193275421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/1834486579193275421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#1834486579193275421' title='ESPIRITUAL:'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43WmhvX5uI/AAAAAAAAADI/maNHNvKwUGQ/s72-c/miguel_divi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-8983667575883984575</id><published>2008-01-15T09:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.618-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ENTENDENDO DEPENDÊNCIA'/><title type='text'>DEPENDÊNCIA = ADICÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43azBvX5vI/AAAAAAAAADQ/PWv8IDv6V2g/s1600-h/tortura.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156017718584403698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43azBvX5vI/AAAAAAAAADQ/PWv8IDv6V2g/s320/tortura.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;. RAÍZES = Experiências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. RITUAIS = Forças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. RECUPERAÇÃO = Esperanças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me chamo Anônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Dependente de drogas;&lt;br /&gt;. Adicto às drogas;&lt;br /&gt;. Dependente químico de substâncias;&lt;br /&gt;. Drogadicto.&lt;br /&gt;. Em recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Alcoólatra;&lt;br /&gt;. Alcoolista;&lt;br /&gt;. Alcoólico;&lt;br /&gt;. Etilista;&lt;br /&gt;. Dependente do álcool;&lt;br /&gt;. Adicto ao álcool.&lt;br /&gt;Em recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Dependente Compulsivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. De drogas;&lt;br /&gt;. De nicotina;&lt;br /&gt;. De álcool;&lt;br /&gt;. De jogo;&lt;br /&gt;. De trabalho;&lt;br /&gt;. De emoções.&lt;br /&gt;Sou um co-dependente, enfim, sou um Neurótico.&lt;br /&gt;Em recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso adquiri um estilo de vida:&lt;br /&gt;INÚTIL;&lt;br /&gt;DESTRUTIVO e&lt;br /&gt;INFELIZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Recuperação readquiri um estilo de vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÚTIL;&lt;br /&gt;CONSTRUTIVO&lt;br /&gt;e FELIZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo um dia de cada vez, já construí milhares de 24 horas de Recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE A PALAVRA "ADICÇÃO”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O substantivo adicção designa em nossa língua a inclinação ou o apego de alguém por alguma coisa.”&lt;br /&gt;O adjetivo adicto, por sua vez, define a pessoa francamente propensa à prática de alguma coisa-crença, atividade, trabalho ou partidária de determinados princípios.&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;Nos tempos da República Romana, o homem que, para pagar uma dívida, se convertia em escravo por não dispor de outros recursos para cumprir o compromisso contraído.&lt;br /&gt;Addictum era aquele que se assumia como marginal; alguém que, fatal ou voluntariamente, fora jogado numa condição inferior a que tivera até então.O adicto parece, assim, como aquele que perdeu a sua identidade, simultaneamente, adotou uma identidade imprópria como única maneira possível de saldar sua dívida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;UM CONCEITO IMPORTANTE!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Dependência química é uma doença bio-psico-social ativada por uma predisposição (gatilho que sempre dispara) da pessoa a desenvolver dependências as substâncias psico-ativas que provocam alterações no estado de humor. É uma doença que pode ser reconhecida através de sinais e sintomas específicos, por isso é considerada uma síndrome.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ALCOÓLICOS E DROGADOS NÃO SÃO OS ÚNICOS DEPENDENTES DA ADICÇÃO".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há dezenas de milhares de pessoas que são adictas ao:&lt;br /&gt;. jogo;&lt;br /&gt;. Internet;&lt;br /&gt;. sexo;&lt;br /&gt;. trabalho;&lt;br /&gt;. comida;&lt;br /&gt;. gastos compulsivos; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;. tabaco;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;. amores exacerbados;&lt;br /&gt;muitos outros,&lt;br /&gt;são 121 tipos de dependências reconhecidos por grupos de auto-ajuda no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dependentes podem nunca ter usado substâncias químicas alteradoras de humor como parte dos seus rituais para apanhar uma pedra.&lt;br /&gt;* Pedra = objeto da adicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O isolamento emocional;&lt;br /&gt;a vergonha;&lt;br /&gt;e o desespero das suas vidas&lt;br /&gt;são testemunhos do poder da adicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO: um amor patológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO: uma relação de confiança com um objeto ou acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO: uma doença:&lt;br /&gt;Multifacetada;&lt;br /&gt;Incurável;&lt;br /&gt;Progressiva;&lt;br /&gt;Alienante&lt;br /&gt;Fatal.&lt;br /&gt;Porém, estacionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO é uma doença:&lt;br /&gt;Física;&lt;br /&gt;Mental;&lt;br /&gt;Emocional;&lt;br /&gt;Social&lt;br /&gt;Espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Espiritual é diferente de religioso. Evite preconceituar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Uma Doença BIOPSICOSSOCIAL&lt;br /&gt;(OMS - Organização Mundial de Saúde -1964).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem inúmeras tentativas e formas que visam descrever a adicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada completamente definido foi determinado até agora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a doença da solidão, da vergonha e do medo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;COM CERTEZA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADICÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. NÃO É FRAQUEZA MORAL;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. NÃO É FALTA DE FORÇA DE VONTADE;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. NÃO É INCAPACIDADE DE ENFRENTAR O MUNDO;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. NÃO É SEM-VERGONHICE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. OS ADICTOS NÃO SÃO E NEM DEVEM SER JULGADOS CULPADOS, OU ASSIM SE JULGAREM, POR SEREM PORTADORES DESSA DOENÇA.&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COM TODA CERTEZA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem se assumir responsáveis, para conseguir se RECUPERAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado!&lt;br /&gt;RECUPERADO é diferente de CURADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGORA A PERGUNTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. VOCÊ É ADICTO OU DEPENDENTE POR ALGUM:&lt;br /&gt;. OBJETO,&lt;br /&gt;. ACONTECIMENTO,&lt;br /&gt;. OU PESSOAS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA AFIRMAÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESSA É UMA PERGUNTA QUE SÓ VOCÊ DEVE RESPONDER!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ FOR UM ADICTO, VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. GRUPOS ESPECÍFICOS SOBRE SUA ADICÇÃO PODEM LHE AJUDAR. SÃO GRUPOS DE AJUDA MÚTUA.&lt;br /&gt;.TERAPEUTAS E CLÍNICAS ESPECIALIZADAS SÃO FUNDAMENTAIS, NÃO OS MENOSPREZE.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-8983667575883984575?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/8983667575883984575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=8983667575883984575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8983667575883984575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/8983667575883984575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#8983667575883984575' title='DEPENDÊNCIA = ADICÇÃO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R43azBvX5vI/AAAAAAAAADQ/PWv8IDv6V2g/s72-c/tortura.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4968765480869059383</id><published>2008-01-15T04:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4yvzxvX5sI/AAAAAAAAAC4/EZE9K2ZL_j0/s1600-h/ball.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155688977492600514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4yvzxvX5sI/AAAAAAAAAC4/EZE9K2ZL_j0/s320/ball.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.&lt;br /&gt;Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência: ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei.&lt;br /&gt;E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se aproveitará.&lt;br /&gt;O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.&lt;br /&gt;O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando porém vier o que é perfeito, o que então é em parte, será aniquilado.&lt;br /&gt;Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.&lt;br /&gt;Porque agora vemos como um espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.&lt;br /&gt;Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém o maior deles é o Amor".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4968765480869059383?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4968765480869059383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4968765480869059383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4968765480869059383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4968765480869059383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#4968765480869059383' title='CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4yvzxvX5sI/AAAAAAAAAC4/EZE9K2ZL_j0/s72-c/ball.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5262966999291892283</id><published>2008-01-15T04:43:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T14:26:01.129-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>ONDAS SAZONAIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A todos aqueles que são bipolares e&lt;br /&gt;sentem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida vem em ondas, como o mar.”&lt;br /&gt;Vinícius de Morais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!... Foi um remanso. Não, foi uma hecatombe. Sei lá, foi um por que... Ou não. Foi um espaço. Preferiria que fosse um engano.&lt;br /&gt;As palavras voltam e as vidas são um tocar de dedos. Sinto na minha pele, a dor e a felicidade de novo. Vi gente que não conheço jamais conhecerei. Seu choro guarda-se em mim como uma tatuagem indelével, ou uma facada profunda.&lt;br /&gt;Pelos campos, pelas florestas, pelas cidades, pelos descaminhos, eles falam e sei que não conseguirei calá-los, por isso preciso escrever. Para não chorar, para fazer de conta que só existe a fantasia e eu. Anseio por sair da avalanche de portas trancadas e janelas guarnecidas por grades, ainda soa o disciplinado horário de dormir, comer, chorar, surtar. A histeria andando solta pelo jardim enquanto dezenas de cigarros queimam até o filtro e os dedos. Muitos olhos fitam através das coisas e das pessoas, tudo vidro. Por isso preciso reencontrar as raízes como bruxas sortílegas e fincar meu pé no que é verossímil sem ter muita certeza sobre o significado disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revejo os campos destroçados da infância e choro. Sei que não basta embora minha alma mantenha-se tranqüila. Uma tranqüilidade sem movimento, água estagnada.&lt;br /&gt;Entro na velha terra do passado como um forasteiro e me esgueiro pelos montes, pelas chochas colheitas e vejo as mãos de meus pais sangrando. Ouço gritos de guerra jamais executados e me firo na covardia da sobrevivência. Sou como um cão a farejar os despojos e bebo minha própria urina.&lt;br /&gt;Alguma coisa dentro de mim não se mantém inerte, quando estou próximo de comer o incomível, lembro-me de que também sou feito de outras terras e outros mares.&lt;br /&gt;Terras bastardas, sem nenhum laço de nobreza, terras tão virgens quanto é virgem de amor o meu sexo. As paragens de minha adolescência e me lanço a redescobrir.&lt;br /&gt;Meu peito dói como uma chaga e meus pulsos estão seviciados por correntes, mas ainda assim... Se eu não acreditar em ti, Lembrança, em que acreditarei?&lt;br /&gt;Se não construirmos relações de agonia e amor nada teremos. Parece-me ter pensado algo assim.&lt;br /&gt;Mergulho até a morte e renasço de minhas próprias vísceras, abro os olhos e começo a perceber tudo que me cercara e os lugares perdidos onde pernoitei. As palavras são pássaros ardentes no meu peito, voam para todos os lados numa algaravia interminável. Sobrevoam-se e copulam num encontro flutuante e breve, logo tornam ao espaço escuro do meu coração. Eu penso em mim como uma folha morta enquanto encho páginas e mais páginas com palavras-pássaros que tem por ninho a lata de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos, sento-me a fumar. Eu flutuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a tristeza da gente é contrita e absoluta como uma prece, sem motivo ou razão, talvez saudades do que não se foi.&lt;br /&gt;O silêncio é soberano e a solidão não é dor, mas companheira. A tristeza não é má, é apenas palpável e presente. Um estado, uma jornada da alma que apenas a paz pode proporcionar sem sofrimento. Não há perdas, não há ganhos, há o que foi e o que é.&lt;br /&gt;A tristeza da consciência de existir abraça a gente como um xale que aquece mornamente as ilusões passadas. Não se revive as batalhas ganhas, nem as perdidas, é um estar acordado dormindo, ou um dormir acordado. Não há lágrimas, ou lamentos, nem o bem, nem o mal. Um poema transita pelos olhos fazendo a antiga nostalgia arder.&lt;br /&gt;Tudo continua acontecendo: os homens sonham, planejam, fornicam e choram, principalmente choram. Aqui não acontece nada, fica-se à margem.&lt;br /&gt;Na tristeza tudo para, nada existe além de um breve latejar, um sussurro, um gemido. Possíveis gritos surdos. O além nos tocando... a tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviveremos, sobreviverei, escapou de meus lábios apertados.&lt;br /&gt;O quarto é um abandono. Papéis espalhados pelo chão, alguns respingos de chuva entram pela janela que bate seus postigos amarelos num som monótono e constante, qual lenço acenando adeus.&lt;br /&gt;Sobre a cama, mole e abandonado, deita-se um par de meias enxovalhadas. Na mesinha, ao lado contrário da cama, espalham-se farelos de pão e marcas de muitas xícaras de café. O armário tenta recolher, em vão, suas portas escancaradas, é como uma boca sem dentes assim vazio de roupas. Sob ele um chinelo desbeiçado.&lt;br /&gt;O proprietário deste ambiente que guarda vestígios de loção de barba e desodorante é o pó, abancado sobre os móveis a sorrir inútil posse. Há também um cheiro de urina e cigarro.&lt;br /&gt;Num canto, com as pontas presas através de pedras arredondadas por muita água de rio, morre um mapa-múndi, jogados sobre ele estão dois dados coloridos com seus doze olhos voltados para cima. Ao lado, cartas de Tarô com a Torre a espiar.&lt;br /&gt;Abro a porta, ainda não posso partir. Não importa o que me diga a sorte, também não pretendo abandonar-me no quarto novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de repente, ou de um dia para o outro, que saí da inércia e do desespero de andar em círculos. Quero olhar gente, ruas, árvores. Vou cantando porque a vida é maravilhosa e pressinto que logo estarei apaixonado e o amor será intenso, como eu gosto.&lt;br /&gt;É primavera cá dentro do peito e a vontade de fazer amor sem parar me deixa flexível e arguto. Todos os odores são convites e todas as mulheres são belas. Sinto-me magnífico e forte.&lt;br /&gt;Decido desenvolver projetos que mofam há três meses na gaveta por isso retornei correndo ao quarto.&lt;br /&gt;- Imundo. Como pude estar tão disperso? Minha vida é um brinquedo de parque de diversões, um João-bobo, chega dar náusea o sobe e desce, o vai e vem.&lt;br /&gt;Abro as janelas, ainda bem que faz sol, junto o lixo: destroços do tempo introspectivo.&lt;br /&gt;- Não sou louco, sou ambivalente, a dor profunda é fácil demais, por isso não acontece todos os dias. Basta de dor, toca a viver.&lt;br /&gt;Corro até a esquina e compro flores, quatro ramalhetes de estonteante amarelo girassol, aproveito e trago junto vasos. Muitos. Quem sabe precisarei mais? O colorido faz parte de mim, sem ele não consigo viver. A partir de hoje.&lt;br /&gt;Agarro-me nas paredes porque sinto meu sexo latejando. Ligo para Mariana:&lt;br /&gt;- Querido, que saudades! Que houve contigo? Pensei que tivesse viajado. – A voz dela é gostosa e fico feliz em responder o vago.&lt;br /&gt;- Viajei, estou de volta, vem jantar comigo.&lt;br /&gt;Preciso de um carro, vendi o antigo há poucas semanas. Como posso me locomover sem um? Impossível! Terminarei aquele projeto e vendo e então sei que dá certo preciso ousar um pouco só um pouquinho e fica tudo bem nunca fui acomodado não sei o que me deu essa depressão o mundo só pode passou e também preciso de roupas decentes que as velhas estão de doer e é já.&lt;br /&gt;- Viva o cartão de crédito!&lt;br /&gt;Festejarei o banquete que me é servido. Corro com Mariana a beber todos os vinhos da alegoria do viver. Sei que estou belo e meu riso espalha-se como confete a colorir caras tristes e amarradas que não compreendo muito bem. Vagamente me lembro de ter visto outras assim, mas onde? Não sei, esqueci. Como podem se arrastar em meio a tanto esplendor? Que irritação me provoca esta gente amesquinhada, tenho vontade de dar uns socos e estou de saco cheio de tudo e todos os tristes do mundo. Mariana é a salvação com sua gargalhada alta e solta, com ela encontrarei as velas do meu barco. O amor é delícia na qual me lambuzo.&lt;br /&gt;Idéias magníficas ocorrem-me num carrossel de possibilidades, estou consciente de que é rara tal concentração de energias e vislumbres, devo aproveitar minha criatividade, sei que qualquer coisa que imagine se realizará. Tenho certeza. Largo meus planos para olhar o céu, tem dias em que o azul é mais intenso, hoje é um deles. Hoje todas as cores são intensas.&lt;br /&gt;O telefone. Melhor fixar o céu, telefone dá azar. Não para, uma droga. Sinto fúria. E se for?... Não tem porque, mas é.&lt;br /&gt;- Meu filho, Fabiano... Recebi a fatura do cartão de crédito, compraste um carro. Fabiano, como pudesses fazer isso? E agora, o que faço? Fabiano, não estás bem, te conheço, tens que voltar imediatamente para casa. Fabiano! Alô! Alô?&lt;br /&gt;Como ele consegue adivinhar a hora errada de me procurar? Pego a cadeira e jogo na janela, o barulho de vidro quebrado me dá mais raiva.&lt;br /&gt;- Merda, tinha que quebrar esta merda? Não volto de jeito nenhum, nem manietado. Não respeita minha individualidade, este velho caduco, mas eu mostro a ele. Quero Mariana, só ela me entende, me aceita, me ama. Adoro Mariana. Tomaremos um porre. Comemoração. Dois... Três?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, meu pai está à minha frente, fala devagar. Os olhos de alfinete perfuram meu cérebro me perguntando coisas idiotas, falam muito mais alto do que suas palavras que mal escuto:&lt;br /&gt;- Porque paraste o remédio, Fabiano? Sabias que viria outra crise, se pelo menos tivesses tomado durante a depressão! Preciso te levar meu filho, não tenho escolha, por mais que para mim também seja terrível.&lt;br /&gt;Levar o cacete! Só morto! Minha fúria é assassina, preciso livrar-me dele, senão voltará milhares de vezes. Estou pensando muito calmamente em como farei isso, é importante pegá-lo desprevenido. Fecho-me no banheiro e corto os pulsos ou enforco-me com a cinta enquanto ele fica aqui esperando? Com a cinta acho boa idéia e uma terrível sensação de inutilidade me domina. Minhas pernas tremem e já acendi quatro cigarros, um no toco do outro. Fumo mais um e digo que vou ao banheiro.&lt;br /&gt;Sinto mãos me segurando pelos ombros e impedindo-me pelos pulsos. Olho meu pai, estranhas lágrimas escorrem por sua cara, balbucia alguma coisa. Seriam desculpas?&lt;br /&gt;É o remanso, a hecatombe, o espaço vazio.&lt;br /&gt;Não é um engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5262966999291892283?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5262966999291892283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5262966999291892283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5262966999291892283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5262966999291892283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5262966999291892283' title='ONDAS SAZONAIS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6088421620256696664</id><published>2008-01-14T04:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:05.987-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>MONÓLOGO SOBRE A PAZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5T5GxvX51I/AAAAAAAAAEA/PbjUmVqk-a8/s1600-h/Montanhas+azuis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158021368072628050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5T5GxvX51I/AAAAAAAAAEA/PbjUmVqk-a8/s400/Montanhas+azuis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem cá, senta aqui ao meu lado. Tenho uns segredos que gostaria de partilhar contigo. Segredos são coisas boas, visitas na alma onde quase ninguém foi ainda.&lt;br /&gt;Isso, é bom que queiras partilhá-los comigo. Para que o mistério te penetre tão fundo quanto ele habita em mim, é preciso que repouses a cabeça no meu colo e esqueças quem és. Deixa que tua alma liberte-se dos impedimentos da razão. Esquece o passado, o futuro e, principalmente, o hoje. Tu és apenas esse bater de coração e esse vazio de pensamentos. Talvez, se quiseres, és esse tamborilar de chuva e o piar de um pássaro desavisado, mas isso não é muito importante.&lt;br /&gt;Importante mesmo é que estejas preso apenas pelo segredo, desejando entrar nele como uma criança deseja brincar sem medo.&lt;br /&gt;Eu quero te falar sobre paz. Poderíamos filosofar sobre ela e recolher estudos de pensadores, visionários e místicos. Se escolhermos essa forma estaremos matando o espírito da paz, portanto, vamos apenas deixar que ela cresça em nós. Quanto mais aquietares teus pensamentos, dúvidas e felicitações, tanto mais ela nos tomará e será o sangue que corre em nossas veias, a brandura que amolece nossos músculos.&lt;br /&gt;Paz não é exatamente um sentimento, mas um estado. Ainda bem, eu diria, senão quando eu sentisse tristeza, não poderia senti-la em paz; quando eu tivesse alegria, não poderia vivê-la em paz.&lt;br /&gt;Muitas vezes perguntei-me olhando o mundo desencontrado que me rodeia se poderia atravessá-lo em paz.&lt;br /&gt;Há tanto o que fazer, é preciso sobreviver todos os dias. E acordar, e comer, e vestir e falar. Que distância da paz há nisso tudo, pensava eu quando era em parte. Onde e como encontrar esse estado perdido?&lt;br /&gt;Aceitando, em primeiro lugar, parando de me debater com os acontecimentos, sejam eles quais forem.&lt;br /&gt;Aceitando - me perguntas - sem reagir, sem lutar?&lt;br /&gt;- Por favor, não sejas infantil, eu disse para vires criança e não infantil. Bem sabes que não se vive sem lutar. Já pensaste em lutar em paz? A força multiplica-se, o objetivo deixa de ser o principal, o fim não é o mais importante, mas como chegar a ele é que se torna importante. Se a tua luta deixar de ser um embate e tornar-se uma travessia, o fim, seja lá qual for, será o melhor de todos.&lt;br /&gt;E se o fim for a morte, me perguntas. A morte não é um fim em si, é apenas outra travessia para um estado impalpável que só podemos conhecer quando estivermos nele, portanto, nem assim debater-se é a melhor maneira.&lt;br /&gt;E se morrer meu bem amado? Sendo mesmo teu bem amado, como podes querer retê-lo num corpo que morre? Sendo teu bem amado, hás de querê-lo livre rumo ao seu destino infinito que não nos pertence. Mas terás tristeza nessa hora, que bom, era teu bem amado e sentirás a saudade de suas marcas em ti.Vive em paz tua saudosa tristeza, até compreenderes que as marcas jamais se apagarão.&lt;br /&gt;Mais adiante sentirás horror frente a um assassino ou bandido, sinta teu horror em paz, tudo o que fere a natureza merece horror. Não o recrimines por ser bandido, ele jamais experimentou a paz não sê-lo.&lt;br /&gt;O filho fere teu coração e sentes a preocupação impotente da paternidade já que “filhos são flechas lançadas e tu és o arco que se dobrou para lançá-las”. Vive tua preocupação em paz, luta verdadeiramente para auxiliá-lo no seu momento de escuridão por direito e escolha, mostrando a ele o teu amor incomensurável. Ouve-o para que possas perceber onde a paz se rompeu dentro dele.&lt;br /&gt;O trabalho de todo o dia é uma rotina que te abafa? Faça-o em paz, esse é um dos compromissos que a vida cobra. Deixa de lado as irritantes exigências da insatisfação, sente quando é hora de parar por minutos e olhar o céu, ou ouvir teus pensamentos cantores. Mas só os cantores, não dês ouvidos aos pensamentos que xingam e rompem. Os dois estão sempre à nossa disposição, nós é que os escolhemos, não eles a nós.&lt;br /&gt;O peso de outra vida está sobre ti como um karma insuportável? O que é karma nesse mundo em perpétuo movimento? Não poderias aliviar o peso dando-te conta que é apenas mais um fato da vida? Pobre criatura que te pesa, não tem a paz de sustentar-se sozinha, de bastar-se. Pobre dela, perdida no mundo do medo e do desconhecido.&lt;br /&gt;Mas na doença não podemos ter paz, retrucas agora. Se não houver paz na doença e na aceitação da falibilidade do corpo, não encontraremos jamais o espírito imortal que o habita. Se fosse o corpo incorruptível, jamais nos daríamos ao trabalho de procurar além dele.&lt;br /&gt;Quando realmente vemos a face do Eterno? Quando tudo está nos seus lugares e nos extasiamos de bem estar passageiro, ou quando, no desassossego de nossa alma, espiamos o Incompreensível em busca de entendimento?&lt;br /&gt;Tira do teu dia alguns minutos preciosos para conectar com a paz que existe dentro de ti e que não descobrisses ainda, para que possam atravessar, de braços dados, todos os momentos.&lt;br /&gt;Afinal, qual é o segredo, me perguntas, impaciente.&lt;br /&gt;O segredo é que não existe segredo algum, só nós mesmos nos descobrindo dia a dia, cada vez menos distantes do Impossível, cada vez mais aptos a viver a paz, companheira de nossas vitórias, lutas e aflições.&lt;br /&gt;Não atormentes tua paz descrendo dela, deixa que viva em ti para que possas reconhecê-la permanente, mão direita do que chamamos Divina Providência que não mora nas nuvens distantes, mas dentro do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6088421620256696664?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6088421620256696664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6088421620256696664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6088421620256696664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6088421620256696664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6088421620256696664' title='MONÓLOGO SOBRE A PAZ'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5T5GxvX51I/AAAAAAAAAEA/PbjUmVqk-a8/s72-c/Montanhas+azuis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7422640639216284440</id><published>2008-01-14T03:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:06.226-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>MEMORANDO DE DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5UAFhvX52I/AAAAAAAAAEI/voQjmxXIc0M/s1600-h/Sistina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158029043179186018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5UAFhvX52I/AAAAAAAAAEI/voQjmxXIc0M/s400/Sistina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejo que choras.&lt;br /&gt;Teu choro atravessa a escuridão, infiltra-se pelas nuvens, mistura-se com a luz das estrelas e chega ao meu coração, na trilha de um raio de sol.Angustiei-me pelo grito de uma lebre estrangulada no laço de uma armadilha, um pardal caído do ninho materno, uma criança que se batia indefesa num lago, um filho que derramava seu sangue na cruz.Sabes que te escuto. Fica em paz.. Acalma-te.Eu trago o alívio para o teu pesar, pois sei qual é a causa e a cura.Choras por todos os teus sonhos de infância, que desapareceram com os anos.Choras por todo o teu amor próprio, que foi corroído pelo fracasso.Choras por todo o teu potencial, que foi barganhado por segurança.Choras por toda a tua individualidade, que foi pisoteada pelas multidões.Choras por todo o teu talento, que foi desperdiçado pelo uso errado.Encaras a ti mesmo com vergonha e te voltas, apavorado, da imagem que vês refletida na superfície da água. Quem é esse deboche de humanidade que te fita, com os olhos descorados de vergonha?&lt;br /&gt;Onde está a graça dos teus modos, a beleza de tua figura, a rapidez de teus movimentos, a clareza de tua mente, a eloqüência da tua língua? Quem roubou os teus bens? A identidade do ladrão é tua conhecida, como é de mim?Certa feita colocaste tua cabeça em um travesseiro de grama, no campo de teu pai e fitaste uma catedral de nuvens, e soubeste que todo o ouro da Babilônia seria teu, com o tempo.Certa feita leste em muitos livros e escreveste em muitas tábuas, convencido além de qualquer dúvida de que toda a sabedoria de Salomão seria igualada e ultrapassada por ti.E as estações transformaram-se em anos, até que tu reinasses supremo, em teu próprio jardim do paraíso.Lembras-te de quem implantou esses planos e sonhos e sementes de esperança em ti? Não podes lembrar. Não tens recordação daquele momento, quando surgiste pela primeira vez no ventre de tua mãe e coloquei minha mão em teu cenho macio. E do segredo que cochichei em tua pequena orelha, quando leguei minhas bênçãos a ti?Lembras-te do nosso segredo? Não podes lembrar. Os anos passados destruíram tua recordação, pois te encheram o espírito de medo, dúvida, ansiedade, remorso, ódio, e onde essas feras habitam, não há espaço para recordações alegres.&lt;br /&gt;Não chores mais. Estou contigo e este momento é a linha divisória da tua vida. Tudo que se passou antes não parece mais do que com este tempo em que dormiste dentro do ventre de tua mãe. O que é passado morreu. Que os mortos sepultem os mortos. No dia de hoje, regressas dos mortos-vivos. No dia de hoje, como Elias com o filho da viúva, eu me estendo sobre ti três vezes e voltas a viver. No dia de hoje, como Elisha com o filho do shunamita, ponho minha boca sobre a tua, meus olhos sobre os teus, minhas mãos sobre as tuas, e tua carne volta a se aquecer.No dia de hoje, como Jesus no túmulo de Lázaro, ordeno-te que saias, e tu sairás andando de tua caverna do destino, afim de começar a vida nova. Este é o dia do teu nascimento. Esta é a tua nova data de nascimento. Tua primeira vida, como uma peça de teatro, foi apenas ensaio. Desta vez a cortina subiu. Desta vez o mundo observa, espera para aplaudir. Desta vez não fracassarás. Acende as tuas velas. Divide o teu bolo. Serve o vinho. Tu renascestes!Como uma borboleta saída da crisálida voarás tão alto quanto quiseres e nem as vespas, nem as libélulas, nem os louva-a-deus da humanidade obstruirão tua missão ou tua procura pelas verdadeiras riquezas da vida.&lt;br /&gt;Sente minha mão em tua cabeça. Escuta minha sabedoria. Deixa-me partilhar contigo, mais uma vez, o segredo que ouviste ao nascer e esqueceste. "És o meu maior milagre". És o maior milagre do mundo.Foram estas as primeiras palavras que ouviste. Depois, choraste. Todos choram.Não acreditaste em mim nessa ocasião e nada aconteceu nos anos decorridos, para corrigir tua descrença. Como podias ser um milagre, quando te consideravas um fracasso nas tarefas mais comuns? Como podias ser um milagre, quando tinhas pouca confiança ao lidar com as mais banais responsabilidades? Como podias ser um milagre, quando te achavas acorrentado pela dívida e ficas acordado, atormentado, para saber de onde virá o pão de amanhã?&lt;br /&gt;Basta. O leite derramado azedou. Mesmo assim, quantos profetas, quantos homens sábios, quantos poetas, quantos artistas, quantos compositores, quantos cientistas, quantos filósofos e mensageiros enviei com a mensagem de tua divindade, teu potencial para a divindade e os segredos da realização? Como foi que os trataste?Ainda assim eu te amo e estou contigo agora, por meio destas palavras, a fim de cumprir o profeta que anunciou que o Senhor voltará a por a mão pela Segunda vez, afim de recuperar o resto de sua gente.Eu recoloquei a minha mão.&lt;br /&gt;Esta é a Segunda vez.Tu és o que me resta.De nada adianta perguntar; não soubeste, não ouviste, não te foi contado desde o início, não o compreendeste, desde os fundamentos da Terra?Tu não soubeste; não ouviste; não compreendeste.A ti foi dito que és uma divindade em disfarce, um deus se fazendo de tolo. A ti foi dito que és uma obra especial, nobre na razão, infinita em faculdades, precisa e admirável em forma e movimentando-se como um anjo, como um deus na apreensão. A ti foi dito que és o sal da terra.Recebeste o segredo até mesmo de mover as montanhas, executar o impossível.Não acreditaste em ninguém. Queimaste o teu mapa da felicidade, abandonaste teu direito à paz de espírito, apagaste as velas que haviam sido colocadas ao longo de tua trilha destinada de glória; depois cambaleaste, te perdeste e te assustaste na escuridão da futilidade e autocomiseração, até tombares em um inferno da tua própria criação.Depois choraste, bateste no peito e amaldiçoaste a sorte que te havia sido dada. Tu te recusaste a aceitar as conseqüências de teus próprios pensamentos mesquinhos, feitos indolentes, e procuraste um bode expiatório, para a ele incriminar por teu fracasso. Com que rapidez o descobriste!&lt;br /&gt;Tu me incriminaste, a Mim! Gritaste que tuas deficiências, tua mediocridade, tua falta de oportunidade, teus fracassos eram a vontade de Deus.Estavas errado! Examinemos. Vamos, antes, relacionar as tuas deficiências, pois como posso pedir-te que construas uma vida nova, se não tiveres as ferramentas?És cego? O Sol se ergue e se põe sem que o vejas? Não. Podes ver. E os cem milhões de receptores que coloquei em teus olhos capacitam-te a desfrutar a mágica de uma folha, um floco de neve, um lago, uma águia, uma criança, uma nuvem, uma estrela, uma rosa, um arco íris e a expressão do amor. Conta uma benção.&lt;br /&gt;És surdo? Pode uma criança rir ou chorar sem que escutes? Não. Tu ouves. As vinte e quatro mil fibras que coloquei em cada um de teus ouvidos vibram com o vento nas árvores, as ondas que se desmancham nas rochas, a majestade de uma ópera, a súplica de um pássaro, crianças brincando e as palavras: EUTE AMO. Conta outra benção.&lt;br /&gt;És mudo? Teus lábios se movem e só emitem saliva? Podes falar como nenhuma outra de minhas criaturas, e tuas palavras podem acalmar os raivosos, animar os desanimados, encaminhar o desalentado, alegrar os infelizes, aquecer os solitários, louvar os dignos, encorajar os derrotados, ensinar os ignorantes e dizer: “EU TE AMO”. Conta outra benção.&lt;br /&gt;És paralítico? Tua forma inerme esbulha a terra? Não. Tu podes mover-te. Não és uma árvore condenada a um local enquanto o vento e o mundo abusam de ti. Podes espreguiçar-te, comer dançar e trabalhar, pois dentro de ti coloquei quinhentos músculos, duzentos ossos e sete milhas de fibras nervosas, todos sincronizados por mim, a fim de fazerem o que queiras. Conta outra benção.&lt;br /&gt;Não és amado e não amas? A solidão te engolfa, noite e dia? Não, não é mais assim. Pois agora conheces o segredo do amor, que, para se receber deve ser dado sem qualquer idéia de retribuição. Amar para obter realização, satisfação ou orgulho não é amor. Amar é um bem pelo qual não se exige retribuição alguma. Agora sabes que amar sem egoísmo constitui tua própria recompensa. E mesmo que o amor não seja retribuído, não se perde, pois voltará a ti e abrandará e purificará o teu coração. Conta outra benção. Conta duas vezes.&lt;br /&gt;O teu coração está abalado? Ele vaza e se esforça para manter a tua vida? Não. Teu coração é forte. Toca em teu peito e sente o teu ritmo, pulsando, na hora, dia e noite, trinta e seis milhões de batidas a cada ano, ano após ano, adormecido ou desperto, bombeando teu sangue por mais de sessenta mil milhas de veias, artérias e capilares, bombeando mais de seiscentos mil galões por ano. O homem nunca criou máquina assim. Conta outra benção.&lt;br /&gt;Estás com doenças de pele? As pessoas se voltam e fogem apavoradas à tua aproximação?Não. Tua pele está limpa, é uma maravilha da criação, precisando apenas que a trates com sabão, óleo, escova e cuidados. Com o tempo, o mais forte dos metais se desgastará com o uso, mas não essa camada que constituí em volta de ti. Ela se renova constantemente, as células antigas substituídas pelas novas, exatamente como o ser antigo que és tu, te vês agora substituído pelo novo. Conta outra benção.&lt;br /&gt;Teus pulmões estão poluídos? O alento da vida luta para entrar em teu corpo? Não. Tuas portinholas para a vida sustentam-te até nos mais conspurcados ambientes de tua própria feitura e sempre trabalham para filtrar o oxigênio que dá a vida, enquanto livram teu corpo de detritos gasosos. Conta outra benção.&lt;br /&gt;Teu sangue está envenenado? Acha-se diluído em água e pus? Não. Dentro de 5 litros de sangue encontram-se 22 trilhões de células sanguíneas e dentro de cada célula encontram-se milhões de moléculas, e dentro de cada molécula há átomos oscilando mais de 10 milhões de vezes por segundo. A cada segundo, 2 milhões de tuas células sanguíneas morrem, sendo substituídas por outros dois milhões, em uma ressurreição que prossegue desde o teu primeiro nascimento. Conta outra benção.&lt;br /&gt;És deficiente mental? Já não podes pensar por ti próprio? Não. Teu cérebro é a estrutura mais complexa do universo. Eu sei. Dentro de seu um quilo, existem 13 bilhões de células nervosas, número três vezes maior que o de pessoas em tua Terra. Estão aptos para ajudar-te a guardar cada percepção, cada som, cada sabor, cada cheiro, cada ato que vivenciastes desde o dia do teu nascimento, eu implantei, dentro de tuas células, mais de mil milhões de moléculas de proteínas. Cada incidente em tua vida está ali, esperando apenas a tua chamada. Para auxiliar teu cérebro no controle do teu corpo, eu espalhei, por toda a tua forma, quatro milhões de estruturas sensíveis à dor, quinhentos mil detectores de tato e mais duzentos mil detectores de temperatura. Nenhum ouro de nação alguma se acha melhor protegido do que tu.&lt;br /&gt;Nenhuma de tuas amigas maravilhosas é melhor do que tu.Tu és a minha melhor criação.Dentro de ti existe energia atômica suficiente para destruir qualquer das grandes cidades do mundo e...reconstruí-la.És pobre? Não existe ouro ou prata em tua bolsa? Não. Tu és rico! Juntos acabamos de contar a tua riqueza. Examina a lista. Volta a contá-la. Calcula os teus bens!&lt;br /&gt;Por que te traíste, a ti próprio? Por que afirmaste, aos gritos, que todas as bênçãos da humanidade te haviam sido tiradas? Por que te enganaste a ti próprio, afirmando que estavas impotente para modificar a tua vida? Estás destituído de talento, sentidos, capacidades, prazeres, instintos, sensações e orgulho? Estás destituído de esperança? Por que te encolhes nas sombras, um gigante derrotado, esperando apenas um transporte para o vazio bem-vindo e a umidade do inferno?Tu tens tanto! Tuas bênçãos transbordam em tua taça e tu não dás atenção a elas. Como uma criança mimada e no luxo, pois eu as conferi a ti com generosidade e regularidade.Responde-me. responde a ti mesmo. Que homem , rico, velho e doente, fraco e indefeso, não trocaria todo o ouro em seu cofre pelas tuas bênçãos, a que deste tão pouca importância?&lt;br /&gt;Toma conhecimento, então, do primeiro segredo da felicidade e êxito; o de que possuís, agora mesmo, todas as bênçãos necessárias para alcançares grande glória. Elas são o teu tesouro, tuas ferramentas com que construir, a começar de hoje, o alicerce para uma vida nova e melhor. Assim sendo, eu te digo: conta minhas bênçãos e já sabes que és minha maior criação. Esta é a primeira lei a que deves obedecer, afim de executares o maior milagre do mundo, o regresso da tua humanidade vinda da morte viva.E sê reconhecido por tuas lições aprendidas na pobreza. Pois não é pobre aquele que tem pouco, mas aquele que deseja muito e a verdadeira segurança não está nas coisas que se possui, mas nas coisas sem as quais não se pode viver.Onde estão as deficiências que produziram teu fracasso? Existiam apenas em tua mente. Conta as tuas bênçãos.&lt;br /&gt;E a Segunda lei é como a primeira, proclama tua raridade. Tu te condenaste a um refugo de olaria e lá estavas, incapaz de perdoar o teu próprio fracasso, a te destruir com ódio o ti mesmo, auto-recriminações e revolta por teus crimes contra ti mesmo e outros. Não estás perplexo? Não te espantas com o motivo pelo qual posso perdoar teus fracassos, tuas transgressões, teus modos deploráveis quando tu não podes perdoar a ti próprio?&lt;br /&gt;Eu te falo agora por 3 motivos. Precisas de mim. Não és um em uma manada que marcha para a destruição em massa parda de mediocridade. Tu és uma grande raridade.Examina uma pintura de Rembrandt, um bronze de Degas, um violino de Stradivarius ou uma obra de Shakespeare. Eles tem grande valor por 2 motivos: seus criadores foram mestres e são poucos em número. No entanto, existem mais do que um de cada um deles. Por esse raciocínio, tu és o tesouro mais valioso da face da Terra, pois tu sabes quem te criou e existe apenas um de ti. Nunca, em todos os 70 bilhões de seres humanos que caminham neste planeta desde o início dos tempos, houve alguém exatamente igual a ti. Nunca, até o fim dos tempos, haverá outro tal como és.&lt;br /&gt;Tu não demonstraste conhecimento ou apreciação por tua singularidade. No entanto, tu és a coisa mais rara do mundo.De teu pai, em seu momento de amor supremo, fluíram inúmeras sementes de amor, mais de quatrocentos milhões em número. Todas elas, ao nadarem dentro de tua mãe, perderam o ânimo e morreram. Todas, menos uma! E essa eras tu. E começaste uma vida nova. A tua vida. Tu chegaste, trazendo contigo, como faz toda criança, a mensagem de que eu ainda não estava desanimado do homem. Duas células agora unidas em milagre. Com todas as combinações à minha ordem, iniciando-se com aquele espermatozóide isolado de seu pai, um de quatrocentos milhões, passando pelas centenas de genes em cada um dos cromossomos de tua mãe. Eu poderia ter criado trezentos mil milhões de seres humanos, cada qual diferente do outro.Mas, a quem eu criei? A ti! Um único. O mais raro dos raros. Um tesouro sem preço, dotado de qualidades mentais, de fala e movimento, aparência e atos, como nenhum outro já existiu, existe ou existirá. Porque te avaliaste em centavos , quando vales todo o tesouro de um rei? Porque ouviste aqueles que te diminuíam e, muito pior, porque acreditaste neles? Escuta. Não esconda mais tua raridade na escuridão. Trazei-a à luz.. Mostra ao mundo. Esforça-te para não caminhar como o teu irmão caminha, nem falar como teu líder fala, nem trabalhar como trabalha o medíocre. Jamais faça como o outro. Nunca imites. Pois nunca sabes se vais imitar o mal. Aquele que imita o mal sempre vai além do exemplo estabelecido, enquanto que aquele que imita o bom, sempre fica aquém disso. Não imites ninguém. Sê tu próprio.&lt;br /&gt;Esta é portanto, a Segunda lei. Proclama a tua raridade. E agora recebeste duas leis. Conta tuas bênçãos. Proclama tua raridade. Não tens deficiências. Não és medíocre. Obriga-te a sorrir. Reconhece como te enganaste a ti mesmo. Que me dizes da tua própria queixa? A oportunidade nunca te procura?Escuta, e ela passará a te procurar, pois agora eu te dou a lei do êxito em todos os empreendimentos. Há muitos séculos, esta lei foi dada a teus antepassados, do cimo de uma montanha. Alguns ouviram a lei, e vê, sua vida preencheu-se com os frutos da felicidade, realização, ouro e paz de espírito. A maioria não deu ouvidos, pois procurava meios mágicos, caminhos dévios, ou esperou pelo demônio chamado sorte para que lhe entregasse as riquezas da vida. Esperou em vão, assim como tu esperaste, e depois chorou, como tu choraste, atribuindo sua falta de sorte à minha vontade.A lei é simples. Jovem ou velho, indigente ou rei, negro ou branco, homem ou mulher... todos podem utilizar o segredo com vantagem, pois, de todas as regras e discursos e escrituras de êxito e como alcançá-la, apenas um método jamais falhou...quem quer que te obrigue acompanhá-lo por uma milha...acompanha-o por duas.&lt;br /&gt;Esta, portanto é a terceira lei. O segredo que produzirá riquezas e aclamações além dos teus sonhos. Anda mais uma milha!&lt;br /&gt;O único meio certo de êxito é prestar mais e melhor serviço do que esperam de ti, não importa qual seja tua tarefa. Este é um hábito seguido por todas as pessoas vitoriosas, desde o início dos tempos. Assim sendo, eu te mostro o caminho mais certo para te condenares à mediocridade, qual seja executares apenas o trabalho pelo qual és pago.Não creias que estás sendo tapeado, se entregares mais do que a prata que recebes. Pois existe um pêndulo para toda a vida, e o suor que entregas, se não for recompensado hoje, voltará amanhã duplicado. O medíocre nunca anda mais de uma milha, pois deixa de ver o motivo pelo qual deve tapear a si próprio, ao que acredita. Mas tu não és medíocre. Andar mais uma milha é privilégio do qual deves te apropriar por tua própria iniciativa. Não podes, não deves evitá-lo. É negligenciar, fazer apenas tão pouco quanto os outros, e a responsabilidade por teu fracasso será apenas tua.Não podes mais prestar serviços sem receber compensação justa do que podes impedir a prestação deles sem sofrer a perda da recompensa. Causa e efeito, meios e fins, dementes e fruta não podem ser separados. O efeito já floresce na causa, o fim preexiste no meio, e a fruta está sempre na semente.&lt;br /&gt;Anda mais uma milha.&lt;br /&gt;Não te preocupes, caso venhas a servir a um senhor ingrato. Serve-o mais.E em vez dele, que seja eu quem se encontra em tua dívida, pois então saberás que cada minuto, cada gesto de serviço a mais será pago. E não te preocupes, caso tua recompensa não venha logo. Quanto mais tempo retarda o pagamento, melhor para ti...e juros compostos sobre juros compostos são o maior benefício dessa lei.Não podes ordenar o êxito, apenas o podes merecer...e agora conheces o grande segredo necessário para merecer a sua recompensa rara.&lt;br /&gt;Anda mais uma milha!&lt;br /&gt;Onde está esse campo do qual tu gritaste, choraste, dizendo que não havia oportunidade? Olha! Olha ao redor. Vê onde ainda ontem espojavas nos detritos da autocomiseração, agora caminhas bem ereto, sobre um tapete de ouro. Nada mudou, apenas tu, mas tu és tudo.Tu és meu maior milagre. Tu és o maior milagre do mundo. E, agora, as leis da felicidade e êxito são três. Conta tuas bênçãos! Proclama tua raridade! Anda mais uma milha!Sê paciente com o teu progresso. Contar tuas bênçãos com gratidão, proclamar tua raridade com orgulho, percorrer mais uma milha e depois outra, tais atos não são realizados ao piscar de um olho. No entanto, aquilo que adquires com mais dificuldade é que reténs por mais tempo; como aqueles que adquiriram uma fortuna são mais cuidadosos com ela do que aqueles aos quais ela chegou por herança. E não receies ao ingressares em tua vida nova. Cada aquisição nobre é acompanhada por seus riscos. Aquele que receia encontrar-se com uma não deve contar obter a outra. Agora sabes que és um milagre.&lt;br /&gt;E não existe medo em um milagre.&lt;br /&gt;Orgulha-te. Não és o capricho momentâneo de um criador descuidado, fazendo experiências no laboratório da vida. Não és o escravo de forças que não podes compreender. Não és a manifestação livre de nenhuma outra força senão a minha, de nenhum outro amor senão o meu. Foste feito com um intuito.Sente minha mão. Ouve minhas palavras. Precisas de mim e eu preciso de ti. Temos um mundo a reconstruir, se tal requer um milagre, o que é isso para nós? Ambos somos milagres e agora temos um ao outro.Nunca perdi a fé em ti, desde aquele dia em que primeiro te fiz de uma onda gigantesca e te atirei, indefeso, sobre as areias. Em tua medida de tempo, tal ocorreu há mais de quinhentos milhões de anos. Muitos foram os modelos, muitas as formas, muitas as dimensões, até que eu atingisse a perfeição em ti.&lt;br /&gt;Não fiz qualquer outro esforço para aperfeiçoar-te em todos esses anos.&lt;br /&gt;Pois como se poderia aperfeiçoar um milagre? Tu eras uma maravilha a contemplar e eu me satisfiz. Dei-te este mundo e o domínio sobre ele. Dei-te o poder de imaginar. Depois, a fim de te capacitar a alcançar teu pleno potencial, coloquei minha mão em ti, mais uma vez e dotei-te de poderes desconhecidos a qualquer outra criatura do Universo, até o dia de hoje.Dei-te o poder de pensar. Dei-te o poder de amar. Dei-te o poder de querer. Dei-te o poder de rir. Dei-te o poder de imaginar. Dei-te o poder de criar. Dei-te o poder de planejar. Dei-te o poder de falar. Dei-te o poder de orar.Meu orgulho em ti não conheceu limites. Eras minha criação suprema, meu milagre maior. Um ser vivo completo, criatura que pode ajustar-se a qualquer clima, a qualquer vicissitude, a qualquer desafio. Criatura que pode cuidar de seu próprio destino sem qualquer interferência minha. Criatura que pode traduzir uma sensação ou percepção, não por instinto, mas por pensamento e deliberação, levando-a a qualquer ato que fosse melhor para ela e para toda a humanidade. Assim chegamos à Quarta Lei de êxito e felicidade . Eu te dei um poder mais, poder tão grande que nem mesmo meus anjos o possuíam. Eu te dei o poder de escolher. Com este Dom, coloquei-te acima até mesmo dos meus anjos eles não tem a liberdade de escolher o pecado. Dei-te o controle completo sobre o teu destino. Eu te disse para determinares, por ti próprio, tua própria natureza, de acordo com tua própria vontade livre. Nem divino, nem terreno em natureza, estavas livre para modelar-te na forma que preferisses. Tinhas o poder de escolher a degeneração para formas mais baixas de vida, mas também tinhas o poder, pelo juízo de tua alma, de renascer nas formas mais elevadas, que são divinas. Nunca retirei o teu grande poder, o poder de escolher. O que fizeste com esta força tremenda? Olha para ti mesmo. Pensa nas escolhas que fizeste em tua vida e lembra, agora, aqueles momentos amargos em que cairias de joelhos se, ao menos, tivesses a oportunidade de voltar a escolher. O que passou, passou. Agora, tu conheces a Quarta grande lei da felicidade e êxito. Usa com sabedoria o poder da tua escolha.&lt;br /&gt;Escolhe amar... em vez de odiar.&lt;br /&gt;Escolhe rir... em vez de chorar.&lt;br /&gt;Escolhe criar... em vez de destruir.&lt;br /&gt;Escolhe perseverar... em vez de desistir.&lt;br /&gt;Escolhe louvar... em vez de difamar.&lt;br /&gt;Escolhe curar... em vez de ferir.&lt;br /&gt;Escolhe dar... em vez de roubar.&lt;br /&gt;Escolhe agir... em vez de lamentar.&lt;br /&gt;Escolhe crescer... em vez de apodrecer.&lt;br /&gt;Escolhe orar... em vez de amaldiçoar.&lt;br /&gt;Escolhe viver... em vez de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sabes que teus infortúnios não foram a minha vontade, pois todo o poder estava depositado em ti, e o acúmulo de feitos e pensamentos que te colocaram no refugo da humanidade foram tua obra, não minha. Meus dons de poder foram grandes demais para tua natureza pequena. Agora tu te tornaste alto, sábio, e os frutos da terra serão teus. És mais do que um ser humano. És capaz de grandes maravilhas. Teu potencial é ilimitado. Quem mais, entre minhas criaturas, conquistou o fogo? Quem mais, entre minhas criaturas, conquistou a gravidade, perfurou os céus, dominou a doença e a pestilência e a seca? Nunca mais voltes a te diminuir! Nunca mais te conformes com as migalhas da vida! Nunca mais escondas teus talentos, a partir deste dia! Lembra-te da criança que diz: "quando eu for grande..." Mas o que é isso? O menino grande diz: "Quando eu crescer..." E quando crescido diz: "Quando eu me casar..." Mas estar casado, o que é isto, afinal? O pensamento transforma-se então para: "Quando eu me aposentar..." E então, chega a aposentadoria, e ele lança o olhar sobre a paisagem que atravessou; o vento frio sopra sobre ele e, de algum modo, ele perdeu tudo aquilo, e o que queria desapareceu. Desfruta este dia, hoje e amanhã, amanhã. Executaste o maior milagre do mundo. Voltaste de uma morte viva. Não mais sentirás autocomiseração, e cada dia será um desafio e uma alegria. Tu renasceste, exatamente como antes, podes escolher o fracasso e o desalento, ou o êxito e a felicidade. A escolha é tua. A escolha é exclusivamente tua. Eu só posso observar como sempre com satisfação, ou pesar. Lembra-te, então, das quatro leis da felicidade e êxito.&lt;br /&gt;Conta tuas bênçãos.&lt;br /&gt;Proclama tua raridade.&lt;br /&gt;Anda mais uma milha.&lt;br /&gt;Usa sabiamente o teu poder de escolha.&lt;br /&gt;E mais uma, para completar as quatro outras. Faz todas as coisas com amor. Amor por ti próprio, amor por todos os outros, amor por mim. Enxuga tuas lágrimas. Estende a mão, apanha a minha, põe-te ereto. Deixa-me retirar as mortalhas sepulcrais que te envolviam. Neste dia, foste notificado.&lt;br /&gt;TU ÉS O MAIOR MILAGRE DO MUNDO! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Livro: "O maior milagre do mundo"&lt;br /&gt;Og Mandino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7422640639216284440?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7422640639216284440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7422640639216284440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7422640639216284440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7422640639216284440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#7422640639216284440' title='MEMORANDO DE DEUS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5UAFhvX52I/AAAAAAAAAEI/voQjmxXIc0M/s72-c/Sistina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4919247453587054514</id><published>2008-01-13T03:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:06.329-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4n0HxvX5qI/AAAAAAAAACo/RyHQkilhBms/s1600-h/image001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154919662950540962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4n0HxvX5qI/AAAAAAAAACo/RyHQkilhBms/s320/image001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        &lt;em&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; Senhor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, fazei-me instrumento de vossa paz. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                         Onde houver ódio, que eu leve o amor, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                         Onde houver ofensa , que eu leve o perdão, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                         Onde houver discórdia, que eu leve a união,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                         Onde houver dúvida, que eu leve a fé, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                         Onde houver erro, que eu leve a verdade, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                        Onde houver desespero, que eu leve a esperança, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                        Onde houver tristeza, que eu leve a alegria, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                        Onde houver trevas, que eu leve a luz. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                        Ó &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mestre&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                        fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                       compreender que ser compreendido, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                       amar, que ser amado. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                    Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;                                   e é morrendo que se nasce para a vida eterna...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4919247453587054514?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4919247453587054514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4919247453587054514&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4919247453587054514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4919247453587054514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#4919247453587054514' title='ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R4n0HxvX5qI/AAAAAAAAACo/RyHQkilhBms/s72-c/image001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-5142800825244507191</id><published>2008-01-12T06:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T14:36:04.791-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>UM FANTASMA PALPÁVEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tropecei logo na entrada e embolei no chão. Todo mundo olhou e, de novo, eu era a mulher na vitrine, o frio conhecido da vergonha me deixou estatelada por alguns minutos, o enfermeiro me pegou pelo braço e puxou-me. Só ele sabia que eu estava sóbria. Pelo menos das outras drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei e esperneei quando meu marido exigiu minha internação:&lt;br /&gt;- Não uso nada! Tu que és um cretino filho da puta! Eu tenho que falar mil vezes que estou limpa?&lt;br /&gt;Alguns cacos de vaso bateram nele, o resto se espalhou pelo tapete. Consegui ouvir ao longe, obstruído pelos rumores de minha mente, a porta do quarto de George bater. Ele tinha dezesseis anos e seus ouvidos não suportavam mais os ecos caóticos de minha embriaguez. Mas, foda, eu não usava mais nada, deixara a cocaína na segunda internação e a maconha na terceira. A macoinha que me deixava tão leve. Eu deixei, mas ainda acho uma asneira, todo mundo sabe que é medicamentosa, relaxante. Eu reconheci a dependência... que eu tinha das opiniões. Fora tão humilde! Aceitara minha submissão.&lt;br /&gt;De álcool? De álcool, eu não tinha. Uns tragos, como todo mundo e só.&lt;br /&gt;Que culpa tinha se a cabeça desparafusava e precisava de álcool para funcionar? Não é fácil criar três filhos, dois adolescentes e Rafael, meu anjo loiro de quatro anos.&lt;br /&gt;Quando acordei e vi a sujeirada, fiquei perplexa: O que teria Hélio feito naquela noite? Brigamos e deitei-me emburrada, era minha lembrança pálida. Mas o vaso? Jamais quebraria esse precioso presente de casamento que eu amava.&lt;br /&gt;Fui para a cozinha, furiosa, direto para a máquina de lavar, o esconderijo que ninguém descobrira, a roupa suja encobrindo a vodka. Hélio foi atrás. Não vi, já tinha bebido meia garrafa e eram dez horas da manhã, ainda tinha muito que fazer.&lt;br /&gt;Arrancou a bebida da minha mão e minha cara estalou com o tapa ardido e vil. Saiu dizendo que não sabia se voltava para o almoço. Ou nunca mais.&lt;br /&gt;- Que se dane, tu és um pai de merda, não senta com os guris para estudarem, eu preciso fazer tudo e só quero descansar um pouco.&lt;br /&gt;- George, leva o lixo para a rua que a mãe não pode agora!&lt;br /&gt;Levar lixo... E se eu tropeço? E se a vizinha vê? E se vem falar comigo e sente o cheiro? Dilemas... Dilemas. Sou um poço de dilemas e dificuldades. Todas entregues de presente grego por todo mundo. O mundo é fodido. Eu não, eu saco tudo.&lt;br /&gt;Tinha outro problema hoje: descobrir um novo lugar para esconder a bebida. Já testara todos, o único bom que sobrara era a máquina. Atrás dos livros... não, todo mundo mexe. Banheiro da empregada? Fraco, a enxerida veria. Embaixo do sofá. Boa!&lt;br /&gt;Parei no meio do caminho, tinha uma tática melhor e me deixariam em paz.&lt;br /&gt;Peguei as duas garrafas que sobraram no meio das roupas, despejei na pia, tomei um gole, outro, o coração sangrando, emborquei o último e lambi o gargalo. Ai, maldita! Tudo por ti, Hélio. Me agarrava a essa esperança.&lt;br /&gt;Saí pé ante pé, espiando para trás a intervalos.&lt;br /&gt;O mercado ficava a algumas quadras que pareceram quilômetros infindáveis. Meu corpo doía e pesava seiscentos quilos. A cabeça começava a latejar naquela batida de bongô conhecida e insuportável. Tinha o acréscimo que ninguém podia me ver. Estava com os cabelos em total desalinho, o rosto franzido e assustado. Afinal cheguei.&lt;br /&gt;- Bom dia, Dona Laura.&lt;br /&gt;Arreganhei um sorriso odiando o empacotador parado na porta. Como é que esses filhos da puta lembravam sempre da gente? Porra, que merda mesmo.&lt;br /&gt;Estiquei-me um pouco, se ficasse ereta não notariam meus olhos vermelhos. Baixei a cabeça e engrenei direta ao corredor do material de limpeza. Fácil e rápido.&lt;br /&gt;No caixa a menina nem me olhou, por via das dúvidas resolvi esclarecer:&lt;br /&gt;- Dia de limpeza e com esse tempo prometendo chuva tem que lavar tudo com álcool, né?&lt;br /&gt;Ela sorriu e balançou a cabeça. Pelo menos uma concordava. Aproveitei para esclarecer mais:&lt;br /&gt;- Estou com uma gripe danada. A febre me deixa de olhos vermelhos, até parece que eu bebi. Imagina, que besteira!&lt;br /&gt;A moça me olhou diferente desta vez e eu azulei para a rua.&lt;br /&gt;Escondi o saco de compras embaixo do casaco e voltei perscrutando em torno igual a um ladrão. Sem me dar conta que roubava a mim mesma.&lt;br /&gt;De noite dei uma desculpa e deitei cedo, a gripe, a febre, qualquer coisa. Uma dor de cabeça! Tens que ir à escola por mim, Hélio, é dia de reunião dos pais.&lt;br /&gt;Sete horas da noite era demais para mim, já estava quase no apagamento, as coisas tinham perdido a nitidez há algum tempo e não sabia se tinha apagado o fogo na cozinha. Também não me importava com isso. Incendeie-se a casa!&lt;br /&gt;Dormi até às quatro da manhã. Acordei mareada, os lábios queimados e ressequidos. A garganta machucada. Fui me agarrando até o banheiro, tinha uma sede terrível. A água voltou aos borbotões. O álcool, só ele me recomporia, desci as escadas bem devagar, o corrimão como anjo da guarda. Se eu rolasse faria um barulho dos infernos.&lt;br /&gt;Olhei os pratos na pia, a sujeira, a sopa queimada na panela e restos de pizza comprada. Comecei a chorar. Eu era mesmo uma miserável. A sensação de falência plena me atrelou de novo. Odiava isso, não conseguia controlar a desgraçada vontade de beber. Queria, bem que queria, mas não dava. No café da manhã tomava uma... Duas... Três. Até perder a conta e nada mais importar coisa alguma. Isso acontecia há cinco anos e ficava cada vez pior. Agora o álcool de cozinha só facilitaria, eles não suspeitariam que eu houvesse chegado a esse ponto. Me tornaria a mulher 96 graus. Uma heroína de histórias de terror.&lt;br /&gt;Emagrecia a olhos vistos e a diarréia não me dava paz. Tinha começado a evacuar sangue. Sentia medo e bebia. Sentia vergonha e bebia. Sentia fraqueza e bebia.&lt;br /&gt;Caí doente, minhas pernas não conseguiam me sustentar e eu não dobrava os dedos das mãos.&lt;br /&gt;Acho que foi então que Hélio deixou de brigar e me olhava com aquela expressão que era muito pior do que a fúria: piedade. Ele tinha pena de mim. Eu parecia um paria aos olhos dele e isso era um corte fino de estilete. Sentia uma raiva poderosa e me arrastava, às vezes rastejava, atrás do álcool. Quando acabou fui obrigada a entrar em abstinência. Uma ansiedade e um medo coadjuvante se apoderaram de mim e as paredes se encheram de larvas. Devia ser porque eu não limpava mais a casa. O problema se tornou tenebroso quando as larvas começaram a andar em cima da cama. Tinha pavor só em pensar que pudessem me tocar.&lt;br /&gt;Levaram-me ao médico, psiquiatra ou sei lá o que:&lt;br /&gt;- Me diga o que sente dona Laura.&lt;br /&gt;- Raiva, muita raiva. Uma raiva desgraçada de não conseguir parar de beber, de não ser mais como antes quando era uma tonturinha boa e companheira. De não saber quem me olha no espelho.&lt;br /&gt;Levantei-me, ele não teve tempo de me segurar e dei com a cabeça na parede. Escorreu sangue de minha testa.&lt;br /&gt;Não existe remédio para isso, me disse enquanto secava meu sangue e me acomodava de novo na poltrona. - Mas vou lhe dar vitaminas, se sentirá melhor.&lt;br /&gt;Senti-me mesmo, em sete dias eu já voltava ao mercado e fazia minhas compras.&lt;br /&gt;É só um gole, me prometia. Disfarçava de todas as maneiras, varria um pedaço da sala, só mais um. Cortava carne deixando a vassoura pelo caminho. Só mais um. Maquiava o hálito com bala, cravo, alho.&lt;br /&gt;A garrafa emborcava vazia. Abria outra: só mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio me encontrou no sofá, me disse, quando acordei sem saber como tinha chegado à cama:&lt;br /&gt;- Laura, é internação ou vou embora com os meninos. E tem que ser a definitiva. Cansamos.&lt;br /&gt;Fui. As pernas fraquejaram e embolei na entrada.&lt;br /&gt;Sessenta dias, sessenta noites, sessenta infernos. Todos os dias quebrando o espelho torcido em que me refletia.&lt;br /&gt;Capotada, nua, falida, eu gritei:&lt;br /&gt;- Sou alcoólatra!&lt;br /&gt;O choro convulsivo banhou minha alma despedaçada.&lt;br /&gt;As portas da salvação se abriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faço oito anos de lucidez, espero minha família chegar do trabalho, da escola. Sento-me arrumada e cheirosa, meus cabelos estão presos no alto da cabeça e eu sorrio para mim mesma. Eu estou, sou bonita. Olho a sala onde as coisas estão nos seus lugares. Meu diploma de Pedagogia faz par com uma foto dos companheiros de AA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-5142800825244507191?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/5142800825244507191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=5142800825244507191&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5142800825244507191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/5142800825244507191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#5142800825244507191' title='UM FANTASMA PALPÁVEL'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-4685571057908239769</id><published>2008-01-12T05:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:06.485-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AGRADECIMENTO'/><title type='text'>GRATIDÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5Yj_xvX54I/AAAAAAAAAEY/ZxyeEoSQpEE/s1600-h/v%C3%B4o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158350001790248834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5Yj_xvX54I/AAAAAAAAAEY/ZxyeEoSQpEE/s400/v%C3%B4o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este blog é administrado por mim, mas tem por trás um exército de pessoas maravilhosas que usam o anonimato para distribuir Luz. Devo a cada um deles uma parcela de minha sanidade por sua presença amorosa e confiante.Guardo-os nos arquivos de meu coração agradecido: Eduardo e Eliane, Ricardo e Deborah, Marisa, Marcelo, Henrique, Juliana, Adriano, Gerusa, Akemy, Roney, Renato, Elisa, Inácio, Antonio, Roberto, todos meus muito presentes companheiros de A.A. e todos meus fantásticos amigos que me estenderam a mão em apôio e aceitação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-4685571057908239769?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/4685571057908239769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=4685571057908239769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4685571057908239769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/4685571057908239769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#4685571057908239769' title='GRATIDÃO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5Yj_xvX54I/AAAAAAAAAEY/ZxyeEoSQpEE/s72-c/v%C3%B4o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-3159355942825575598</id><published>2008-01-11T04:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-11T04:29:35.453-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>OS DOZE PASSOS</title><content type='html'>OS DOZE PASSOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitimos que somos impotentes perante a dependência; que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que um Poder Superior a nós mesmos pode devolver-nos o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus na forma em que O concebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitimos perante Deus, nós mesmos e perante outros seres humanos a natureza exata de nossas faltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prontificamo-nos, inteiramente, a deixar que Deus remova todos esses defeitos de caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humildemente rogamos a Deus que nos livre de nossas imperfeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e dispusemo-nos a reparar os danos a elas causados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos reparação diante dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo signifique prejudicá-los ou a outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos fazendo o inventário e, quando estamos errados, nós o admitimos prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato com Deus, na forma que O concebemos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo experimentado um despertar espiritual graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos dependentes e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os Doze Passos dos AA, criados em 1935 por dois alcóolatras, Dr. Bob e Bill, foram um marco no tratamento de dependências. Reconhecido por médicos, terapeutas e todos aqueles ligados à área de tratamento da doença, como caminho fundamental e basilar para a Recuperação.&lt;br /&gt;         Ao serem detectados muitos outros tipos de dependência, ou seja, outros polarizadores como: jogo, drogas, sexo, comida, compras, gastos, presentes, cigarros, etc... os Doze Passos, adaptados apenas no objeto da adicção, foram assimilados pelos grupos de auto-ajuda específicos. Foram já detectados 121 tipos de dependência com grupos de auto-ajuda atuando no mundo todo.&lt;br /&gt;         Ainda hoje, em pleno sec XXI, a compulsão dependente é considerada como vício, erro, teimosia e outros epítetos inveros.&lt;br /&gt;         DEPENDÊNCIA É DOENÇA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-3159355942825575598?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/3159355942825575598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=3159355942825575598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3159355942825575598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/3159355942825575598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#3159355942825575598' title='OS DOZE PASSOS'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6934813078645007560</id><published>2008-01-11T03:49:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T07:51:53.930-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>O FUNDO DO FUNDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cama não é um bom lugar para uma pessoa... uma pessoa... uma pessoa como eu.&lt;br /&gt;Maristela mudou de lado, juntou o travesseiro ao corpo e. Gemeu.&lt;br /&gt;Maldita, maldita, mil vezes maldita. Denunciou-se.&lt;br /&gt;Levantou, fez como aprendera ao longo das derrocadas e bebeu muita água. A ânsia de vômito subiu. Debruçou-se sobre a privada e regurgitou o gim da noite anterior. Permitiu que se esparramasse sobre seu corpo nu. Respirou e todas as blasfêmias emergiram. A morte foi uma sombra que passou devagar, como uma prece muda.&lt;br /&gt;- Tentei, não consigo, e não lembro mais do início. Talvez tenha sido após a partida de Fernando, talvez antes. Parece que ele me falou sobre não agüentar mais, eu não tinha mesmo jeito. Sei que tentei parar, embora tenha me sentido cada vez pior. A lucidez me sufoca. Eu só quero fugir, mais nada. Será pedir muito?&lt;br /&gt;Ao levantar ainda conseguiu lembrar de tomar banho, depois tudo se transformou numa névoa disforme, um anonimato cavoucado na inconsciência.&lt;br /&gt;Desde quando? Quando os dias se transformaram numa sucessão de copos, de quedas, de desespero?&lt;br /&gt;Não lembrava e não queria tecer parâmetros com o que fora. Porque um dia fora uma pessoa. Borrara a imagem para não sofrer demais, ainda tinha estes tortos vestígios humanos.&lt;br /&gt;Tropeçou nos pés e agarrou-se à toalha pendurada que escorregou e levou-a junto num embrulho espatifado no chão. As mãos tremiam incontroláveis. Estas filhas da puta criam vida própria a cada manhã, não suporto isso. Cambaleou até perto da cama aonde acharia a garrafa que a levaria, por instantes, ao mundo estacionado. Bebeu um gole farto, respirou fundo, como sempre parecia renascer. Por momentos permaneceria viva neste limbo que a redimia, que a condenava também.&lt;br /&gt;Vestiu-se e resolveu comer. Para que comer se está empanturrada de açúcar alcoólico? Bebeu mais, as mãos se equilibravam com firmeza agora. Podia pentear-se, escolher uma roupa, fazer de conta que não se via ao espelho. Não se espelhar.&lt;br /&gt;Aposentou-se por invalidez, disseram que tinha uma patologia mental qualquer. Ri desta lembrança, sabe bem qual é sua doença. Estava sempre à mercê do barranco e novamente dispô-se a observar o horizonte longínquo que avistava do mirante precário.&lt;br /&gt;Balança, balança, cabeça, no infinito. O peito é um esparramo de certezas tortas, a solidão escorrendo pelos braços e convidando ao sono ininterrupto. A solidão tem gosto de fel e nada pode preenchê-la. A solidão ninguém explica, só vivendo... A solidão...&lt;br /&gt;O gosto da bebida descendo como um bálsamo fervente fez a ribanceira aumentar. Jogou o corpo para frente balançando, a voz esganiçada preencheu os espaços num arremedo de melodia. “Eu quero a esperança de óculos e um filho de cuca legal! Vou colher com as mãos a pimenta e o saaaall”. Balançou cada vez mais inclinada sobre o vazio aberto à frente. As paredes sumiram e o cheiro da terra úmida tornou o momento mais real.&lt;br /&gt;Quando começou a perder a sensação de estar a cavalo do mundo bebeu um gordo gole. Precisava balançar-se pendurada no penhasco sobre o verde do vale. Que alegria estar sozinha, adeus Fernando, bem sabes que esta vida não vale a pena.&lt;br /&gt;A música voltou a espatifar a garganta. “Meu mundo caiu”. Risos descontrolados. Caiu, meu mundo caiu de cima do barranco, quebrei a cara, não sou normal. Gostava de acreditar nas coisas e achar que a felicidade era um bonde chamado desejo.&lt;br /&gt;- Vou balançar e balançar até sair voando. Eu posso voar como passarinho, não é todo mundo que consegue. Eu consigo. Vou driblar a bobões, tem um monte deles. Agora não tem mais, só tem o barranco crescendo virando ribanceira, penhasco profundo. Só tem eu.&lt;br /&gt;Começou a falar engrolado, tropeçando nas palavras e o corpo tornou-se um pêndulo na anarquia do quarto. Preciso de mais bebida, mais e mais. Me sentirei ótima depois. Não controlou os movimentos, mas soube ir até a cozinha e abrir uma nova garrafa. Os olhos estavam quase fechados. Por momentos sentou no chão, mas não se rendeu, logo levantou e seguiu numa dança esdrúxula de volta ao quarto.&lt;br /&gt;- Esqueci, preciso comer. Já sei, vou para rua, caminhar por aí. - Riu como quem está contando uma grande piada.&lt;br /&gt;- Ninguém me achará e poderei beber e beber sem os chatos. Idiota, és uma idiota, não tem mais ninguém, ninguenzinho para incomodar. É mesmo, só tem eu a me controlar. Não preciso me controlar, sou incontrolável.&lt;br /&gt;O telefone toca repetidas vezes.&lt;br /&gt;- Ó, o perturbador. Não atendo, não quero saber de nada. Quero a liberdade que mora comigo. O que eu ia fazer? Esqueci, ah, ah, esqueci. Eu esqueço tudo. Maravilhosa liberdade.&lt;br /&gt;O telefone cansa, talvez tenha sido a última tentativa e alguém do outro lado esteja lamentando a triste sina. Tira o fone do gancho e manda todos e tudo à puta que o pariu, em seguida ri histericamente.&lt;br /&gt;Vamos voltar a voar e corre pelo quarto com um lençol às costas que imita asas fracassadas.&lt;br /&gt;Atira-se na cama e um cinza límbico toma conta de tudo. Frestas e depois rombos, são feitos na névoa. Centopéias caminham lentamente, os olhos brilham e escárnio enfeita seus risos. Um tremor toma conta de Margot ao pensar naquelas pernas sincopadas caminhando sobre ela, mas os bichos sinuosos dirigem-se à garrafa e enfiam-se gargalo a dentro.&lt;br /&gt;Aparecem répteis, insetos nojentos, crocodilianos, riem e riem e bebem sem nenhuma compostura. Margot reage, pega um pau e bate indiscriminadamente. Precisa salvar seu néctar, sua preciosa válvula de escape. Agarra as centopéias, morde suas cabeças até que um suco pegajoso e branco escorra em seus dentes. Estão todos mortos.&lt;br /&gt;Atira-se na cama, aliviada, perdeu o medo dessas coisas que habitam sua casa e aparecem sempre que se dispõe a sossegar. Por isso não pode parar de beber, sóbria não conseguiria enfrentá-los. Ninguém entende. Fernando achava que tinha alucinações etílicas.&lt;br /&gt;-Mentira, não é alucinação, não posso convencê-los, os monstros aparecem quando estou só. Quando ninguém pode vê-los, são dissimulados. Os bichos levaram embora minha embriaguez, como sempre.&lt;br /&gt;O raciocínio a salva e leva-a à cozinha. Come com as mãos o resto de pão dormido lambuzado de patê que ontem não coube no estômago. Mexe ovos numa frigideira engordurada, já várias vezes servida. Comer é uma tortura e um alívio, devolve certa sanidade e, ao mesmo tempo, roubam o esquecimento.&lt;br /&gt;Diante da TV é o lugar ideal para se tomar um copo de gim onde põe água da torneira, está resolvida a não se embriagar novamente. É só para as mãos não voltarem a tremer e para não sentir a terrível dor na nuca. Vá lá que tenha um câncer nos gânglios, melhor não saber.&lt;br /&gt;-Se eles operam, a gente “se” morre mais ligeiro, eu sei. Sei lá, essa dor...&lt;br /&gt;Só outro copo para não perder o efeito. Acabou, merda. Tem álcool no banheiro, bebida por bebida é a mesma coisa e dá o plá mais rápido. Enche meio copo de álcool e completa com água, toma de gute-gute, não sente o calor no esôfago.&lt;br /&gt;Sabe que não pode mais levantar, encosta a cabeça no sofá e fecha os olhos, ao reabri-los a sala está imersa na névoa densa e cinzenta. Os bichos nojentos voltaram.&lt;br /&gt;Desta vez são mais ferozes, cobras, aranhas, lacraias. Precisa matá-los mais uma vez. Ah, se Fernando estivesse aqui para ajudá-la. Por que me deixaste neste zoológico de horror? Despedaça uma cadeira na cabeça de um animal pré-histórico que se escondia no canto do balcão. Um furor assassino toma conta dela e grita esmigalhando crânios e dorsos, a sala é uma sangueira esverdeada e fétida. Dorme.&lt;br /&gt;Acordar, um desperdício de energia, suspira. Veste-se e sai. O supermercado é perto, compra comida congelada e algumas garrafas.&lt;br /&gt;O dia acabou, foi um dia estafante. Dá trabalho lidar com a imundície do mundo. Não bebe até à uma da manhã quando o silêncio envolve a rua, as casas e as pessoas.&lt;br /&gt;- Estão todos mortos outra vez, por que precisam morrer todos os dias? Deixam-me aqui, sozinha e desperta a velar por suas almas bandidas, a recolher seus monstros esmagadores de inveja e luxúria. Até teus monstros eu recebo Fernando, com teu pau sempre pronto a me violentar, seu desgraçado. Amargo amor. Amarga vida.&lt;br /&gt;O telefone toca rasgando a noite, resolve atender e despachar para sempre esta presença intrometida e fuxiquenta.&lt;br /&gt;“Alô! Quem é o estrupício?”&lt;br /&gt;“Margot, é o Fernando, estás bebendo?”&lt;br /&gt;“Porco chauvinista, bebendo está tua mãe. Eu sou lá mulher de beber?”&lt;br /&gt;Derruba o aparelho no chão, nem cogita resgatar. Enche o copo e volta à ciranda do armazenamento da vida num saco bem fechado.&lt;br /&gt;No dia seguinte, logo cedo, Fernando abre a porta do apartamento. Margot está dormindo no chão enrolada num cobertor, está toda urinada. Ele a pega e a leva para uma clínica sem que acorde uma única vez. Quando abre os olhos está amarrada a uma cama com um enfermeiro que imediatamente lhe aplica uma injeção. A lucidez breve dói como facada. Não tempo de gritar, cai num sono sem sonhos onde lentamente o cinza é rasgado por uma nesga de brilho.&lt;br /&gt;Fernando cuida de tudo, contrata uma faxineira para organizar e limpar os estragos do apartamento. A mulher fica horrorizada com a quantidade de insetos esmagados e espalhados pelos cantos e embaixo dos móveis.&lt;br /&gt;Margot está quieta, de novo em casa, um cheiro de alfazema invadiu o ambiente. Faz dois meses que não bebe, Fernando liga todos os dias e até já foram ao cinema. As janelas estão abertas e uma brisa outonal brinca na samambaia nova que esverdeia a sala.&lt;br /&gt;Um ruído baixo, um ciciar começa a ser ouvido, em seguida antenas tremelicantes aparecem sob o balcão. Logo muitas outras a acompanham e movimentos miúdos se seguem.&lt;br /&gt;Margot ainda não viu nada, mas todos seus sentidos se põem alertas, um medo terrível toma conta dela e sabe que não está mais sozinha.&lt;br /&gt;No banheiro a faxineira esqueceu a garrafa de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6934813078645007560?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6934813078645007560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6934813078645007560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6934813078645007560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6934813078645007560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6934813078645007560' title='O FUNDO DO FUNDO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7899880566328324627</id><published>2008-01-11T03:43:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T03:42:20.315-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>O CARNEIRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para Carol que não é um carneiro e nem precisa ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci e vivi na cidade, sou bicho do asfalto. Só o conhecia através de livros. Ele estava lá. Calmo, ruminante. Olhar lasso, de pálpebras caídas.&lt;br /&gt;Era um carneiro, podia ser ovelha, mas era da família. Tenho certeza. Aquela lã enrodilhada... Era sim.&lt;br /&gt;Fiquei estática por vários minutos olhando aquele quadrúpede a poucos metros de minha janela remoendo e olhando fixamente nos meus olhos.&lt;br /&gt;Eu fumava um cigarro e olhava para ele.&lt;br /&gt;Eu estava lá.&lt;br /&gt;Ele também.&lt;br /&gt;Os carros e os transeuntes pareciam não percebê-lo. Dava uma estranha sensação de fantasma, embora eu não acreditasse nisso. Eu nunca vira aquele canteiro gramado na frente de meu prédio. Não sabia se grama, ou mato, seja lá o que fosse, nascia de um dia para o outro, talvez sim.&lt;br /&gt;Aquela coisa coberta de lã de tom indefinido pela chuva e sol não podia ser associada, de forma alguma, à blusa macia que me vestia. Roxa, quente, com desenhos geométricos. Não havia nada no casaco pardacento do carneiro, nem um traço sequer, nenhuma marca. Na blusa havia e em mim. As minhas eram caóticas e se entrecruzavam, saltavam através de minhas veias e latejavam no pescoço, me estrangulando nas noites onde os carneiros não existiam mais.&lt;br /&gt;Lembrei-me das noites de insônia na infância onde, sem outros artifícios, eu contava carneirinhos para dormir. Depois virei a ovelha negra da família, eu não ligava. As famílias gostam desses delicados apelidos quando não nos submetemos. Eu não me submetia à hipocrisia dos domingos passados em torno da TV que berrava a mais pura idiotice que o ser humano é capaz de criar. Muito menos a um pai bêbado e incapaz e uma mãe que se vangloriava de carregar a turma que parira nas costas.&lt;br /&gt;Havia também uma coisa indefinida e constante, uma espécie de guerra oculta entre eu e o mundo. Vagamente sabia que a guerra era eu. O mundo merecia essa luta pelas barbaridades desconexas que cometia todos os dias em favor de um sistema corrosivo.&lt;br /&gt;Essas coisas todas, tinha certeza, o carneiro também sabia e pastava no meio dos edifícios numa forma de imolada rebeldia. Se um carro passasse sobre ele espalhando tripas e lã, não se incomodaria, sempre são necessários os mártires para chocar. O carneiro chocava.&lt;br /&gt;Ele destruía as ervas daninhas enquanto meus olhos soltavam chispas de ódio e agressão. Eu fuzilo. Isso sou eu e nem me conheço bem. De alguma forma o animal via o que eu não via, a coisa que eu era. Ele olhava justamente para essa coisa. Fui dominada por um misto de sensações entre nojo, surpresa e vergonha. Como se fosse surpreendida sem roupa.&lt;br /&gt;O bicho, carneiro ou ovelha, sabia que ovelha negra é uma invenção dos nossos pais como o bicho papão. Sei que me achava uma grandessíssima humana idiota. Eu ma achava uma grandessíssima idiota humana? Não, jamais pensaria isso de mim. Eu chocava e assim mostrava ao mundo que conhecia sua desfaçatez. Lembrei do Pequeno Príncipe e do carneiro que ele amava, nem grande demais, nem pequeno demais, nem muito velho e nem muito fraco: um carneiro perfeito e doce. Esse que me visitava não tinha essas características, era grande, de cara agressiva, mesmo com aqueles olhos de ressaca, acho até que por isso mesmo. Podia ver em suas olheiras a noite que passara tomando chá de cogumelos alucinógenos e descobrira verdades absolutas dentro de uma garrafa mágica de vdka. Lugares que eu conhecia bem e que me levaram a ser quem sou: uma representante direta dos guardiões da liberdade. Pelas minhas convicções e princípios inquestionáveis, não me submeteria à carneirada humana hipócrita, apática. Não, eu lutaria acordada pela fonte inesgotável de cocaína, atravessaria os dias desperta e ativa. Eu sabia.&lt;br /&gt;O carneiro, me fitando, era um dos meus e me fazia companhia, mas era desconfortável. Aquele irracional sabia tudo melhor do que eu.&lt;br /&gt;Fechei a janela, dane-se o carneiro, possivelmente ficará lá o resto de sua vidinha imbecil, qualquer dia desses, será comido com apetite e sua pele fofinha virará suéter e cachecol.&lt;br /&gt;Preparo minha carreira e me deixo possuir pela certeza de que sou superior aos animais de quatro patas e desdenho a sua pobre vida inútil de observador.&lt;br /&gt;Fito meu auto-retrato preso à parede por um prego um pouco grande demais. O olhar vago e lasso, fortemente margeado por cajal é hipnótico e o talo de grama na boca dá um toque campestre e ovino deliciosamente chocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7899880566328324627?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7899880566328324627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7899880566328324627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7899880566328324627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7899880566328324627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#7899880566328324627' title='O CARNEIRO'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6152341320015919108</id><published>2008-01-11T03:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T03:43:44.053-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>O AVESTRUZ VOADOR</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                              Para o Calica deixar de ser um avestruz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rápido, rápido, rápido... Eu pensava apenas nisso: ver o fundo do prato, a comida descendo aos borbotões goela abaixo. A "boca". Era tudo que eu queria. Meu pai cria avestruz, os cercados ficam nas laterais da pequena estrada que vai de nossa casa até a porteira. Os animais passeiam com elegante displicência. Não entendo como tendo pernas tão ridículas para o corpo arredondado, empoleirado sobre elas, possam ter aquele elástico e elegante. Gosto de vê-las e, para equilibrar o efeito do "teco", sento-me à sombra do capão de árvores antigas que me esconde, para fumar um ou dois baseados no sossego da meia tarde. Nesta hora de pós-almoço eu não vejo nada, uma fixação: a "boca" que me entrega a musa branca. A Afrodite de minha loucura. Já tenho uma antevisão do efeito eufórico que me dá pique para catar merda de avestruz ou encher seus cochos de ração. Apresso o andar quase transformado em corrida, quero os braços da minha deusa. A compra é rápida, uma mão escorregando para dentro de outra e, nessa dança, um entrega e o outro paga. Um único golpe. Volto com o papelote ardendo no bolso, já vivendo o momento seguinte, nunca mais o agora que me sufoca. Tudo que anseio é a porta fechada que doa a liberdade de cheirar a cocaína. Um zapt e encosto-me por três minutos esperando a força com a qual a fada branca me sacia. O que me fere logo estará esquecido e serei forte e capaz, muito capaz outra vez. Sentimentos e possibilidades que sem ela não atingirei. Há tempos que a malemolência da maconha deixou de bastar. No princípio era bom: eu esquecia, ficava boiando no mundo. Logo achei chato ser inerte e dei a primeira fungada. Encontrei-me ativo, entusiasmado. Aos poucos se tornou uma necessidade diária e logo, horária. Eu preciso de força para enfrentar o fora de mim que me apavora. Paralisa. A branca me faz correr pelo curral de avestruzes. É hilário ver os animalões correndo, batendo as asas sem poder voar. Os peões gritam inocentes do que me faz bancar o palhaço durante tanto tempo: - Ô, Genaro, corres mais que avestruz macho! - Bate as asas, cara, bate as asas! Eu bato os braços e os bato, os cotovelos se chocando com as costelas. É gozado demais e rio até me estatelar no chão, a cara enfiada no esterco fedorento. Os avestruzes fazem a corte dançando em torno da fêmea, arrepiam as penas, a cabeça, imbecil, a ondular sinuosa como uma cobra, com o balanço do pescoço comprido. Chego a ouvir o barulho como uma engrenagem azeitada: uom! Uom! Uom... Tenho que voltar para casa, sempre volto, pelo menos de vez em quando. Ou finjo, ou fujo. Da polícia, do trafica que me cobra, do cara que quer a minha pele. Eu sou "ligado", sei das coisas, a "maresia", cheirinho bom da maconha, me mostra tudo. Então é hora de me meter num canto sossegado, fumar um baseado e acalmar a virgem dentro do meu sangue, explodindo minha cabeça. Preciso chegar em casa calminho... calminho... Estava eu, no meu capão preferido. Tinha uma erva das boas, era conhecedor e o trafica sabe que não me enrola como os boyzinhos recém chegados na coisa. Batizada, vejo de longe. Um dia especial, céu danado de azul, caprichei na charola, um tamanho monumental. Os avestruzes passeando sua burrice. Nem tanto, veio um macho esperto e eu fumando, na boa. O desgraçado se plantou na minha frente, a fumaça subindo, só de sarro comecei a fumegar na cara dele. O maluco foi ficando chapado, o pescoço começou a ondular igual quando quer foder a fêmea: uom! Uom! Uom... A cabeça: zóim... zóim... De repente dobrou as pernas e se mocosou no chão, bem ajojado, a cabeça ainda ondulando balé. O grito de meu pai nos ouvidos: - Genaro! De novo nesta droga dos infernos? Dei um pulo, ainda não tinha perdido todo o respeito e principalmente o medo. O fumo não tira o medo, aumenta. Foi quando meu pai viu o avestruz arrepiado, atiradão: zóim... zóim... - O meu avestruz! Olha o que fizeste com meu avestruz!Cacilda! Olha o que o desgraçado do teu filho fez com o meu avestruz! Caiu minha ficha: para meu pai eu já era muito menos do que um avestruz viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6152341320015919108?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6152341320015919108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6152341320015919108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6152341320015919108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6152341320015919108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6152341320015919108' title='O AVESTRUZ VOADOR'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-7880871913773716519</id><published>2008-01-11T03:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T04:36:58.512-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MENSAGENS'/><title type='text'>ORAÇÃO DA SERENIDADE</title><content type='html'>Oração da Serenidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, dai-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem para modificar as que posso e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabedoria para distinguir umas das outras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-7880871913773716519?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/7880871913773716519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=7880871913773716519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7880871913773716519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/7880871913773716519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#7880871913773716519' title='ORAÇÃO DA SERENIDADE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-6687336594264332657</id><published>2008-01-10T14:13:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T00:45:20.632-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>IMAGEM RETORCIDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma tarde de domingo, daquelas de ninguém por defeito: céu de perfeito azul, algumas nuvens navegantes para quebrar a monotonia. Não gosto muito de monotonia, me dá uma certa angústia, um mal estar de ser menos perfeito do que sou.&lt;br /&gt;A aragem discreta faz balançar suavemente a saia das moças, o movimento me seduz. Seduzir é um ato mágico que me leva às alturas de meu ego preenchido. Adoro ver as jovens exibir tranquilamente sua volátil sensualidade para mim.&lt;br /&gt;Enfim, tudo me empurra ao parque de diversões nesse domingo. Lá estou eu, menos preocupado com a roda-gigante, o trem fantasma e essas emoções fortes que as pessoas gostam de enfrentar. Falta-me a companhia deliciosa de uma musa, logo encontrarei, sou um homem bonito, um pouco tímido. Dizem que não, que sou extrovertido e falante, só eu sei o quanto me custa.&lt;br /&gt;Um pouco de coragem me faz falta e, para consertar o pequeno erro de minha personalidade, antes de ir à caça, paro no borbulhante bar logo na entrada e peço uma gelada. A cerveja desce redonda pela garganta. Tomo outra, está no ponto. Saio carregando uma latinha para gelar minhas mãos, devido ao calor, suam um pouco.&lt;br /&gt;Tenho uma raiva danada desse suor que nem sempre é adequado ou comedido, uma cerveja resolverá. São três horas da tarde e saí do almoço familiar onde faz parte do ritual domingueiro a galinha assada com macarrão de molho espesso, regado com um vinho não muito chique, porém de cor maravilhosa. De uns tempos para cá tenho abusado um pouco, só um pouco. Afinal é domingo e todos entendem minha necessidade de relaxar, espairecer, meu cérebro rala toda a semana na batalha do pão. Ultimamente tenho faltado alguma segunda-feira, acordo cansado, meio mareado. Será que tenho me divertido além da conta? Talvez me excedido na cerveja? Bobagem! Bebo apenas nos finais-de-semana. Minha mãe é que se preocupa demais comigo, até parece que sou menino. Mãe é sempre assim, não percebem o tempo, somos para sempre crianças.&lt;br /&gt;Em seguida encontro a escolhida para curtir aquela festa da natureza junto comigo, nem que para isso eu venha a enfrentar a xícara maluca, ou o boboca do carro-choque. As meninas adoram dar gritinhos nesses brinquedos que servem muito bem para abraçá-las tirando o medo ou o frio na barriga. O único que me recuso terminantemente de subir é a montanha-russa, trauma, eu acho. Só em pensar me dá enjôo. Tentei uma vez e a cerveja se derramou de minha boca direto para o colo da Angélica, ou Magda, ou sei lá como era o nome da gata perdida pelo vômito abusado.&lt;br /&gt;- Oi, gatinha, está sem par? Que pecado!&lt;br /&gt;Minha cantada sempre me parece idiota, eu tinha que ser mais criativo, nunca me esforço muito porque funciona mesmo assim. Essas meninas são umas bobas, servem mesmo é para comer cachorro quente, tomar cerveja e dar o corpo para a gente. Isso não perdôo, o gasto no parque precisa de retorno, elas compreendem e dão. Uma ou outra precisa de uns corretivos, é raro, só se eu estiver muito “mamado”. Aí, vai na marra. Elas gemem, fazem onda, sei que gostam, é bem interessante quando acontece, pena nunca lembrar muito bem.&lt;br /&gt;Chamo-as de gatinha, nem tanto por elogio, mas porque elas miam de verdade quando dizem aquele oiiiiii, revirando os olhos e empinando mais um pouco os seios. Gostaria de rir do miado, acho que elas se sentiriam ofendidas, não que me importe com isso, apenas não fica bem logo de cara sair esculhambando.&lt;br /&gt;Começamos a passear e a conversinha besta rolando. Essa será fácil, já percebi, se fosse ao contrário me desfaria dela rapidinho. Ofereço uma cerveja, a garota prefere coca, lá por dentro eu rio – até que cairia bem uma branca agora, é cedo ainda. Não vem com sermão, não fico cheirando por aí, feito um maluco, só de vez em quando para dar um plus, um colorido. Pego leve, me preocupo com minha saúde. Cerveja não faz mal, tem levedo e outras coisas bem legais para o organismo.&lt;br /&gt;Vejo a musa descer o tobogã gritando. Uma delícia, quando descer fingirá medo e se apoiará no meu peito, então darei um aperto leve e me encostarei o corpo todo nela, para sentir a temperatura.&lt;br /&gt;Sabia que essa era mole, a garota se pendura no meu pescoço e posso atritar meu sexo que, logo se prontifica, no dela. A noitada será quente e me entusiasmo.&lt;br /&gt;- Outra cerva, gatinha?&lt;br /&gt;Agora concorda e pela rapidez com que esvazia a lata sei bem que é das minhas.&lt;br /&gt;- Está esquentando, né?&lt;br /&gt;- O verão está chegando. Vamos já dar uma esfriada, vamos sentar e fazer uma rodada, beber em pé é muito chato.&lt;br /&gt;Sentamos e papo vai, papo vem. Só asneiras. Essas gurias não têm nada na cabeça, futilidades, reclamações e televisão. Quando falam em televisão até parece que estão falando de Bergmann, ou Antonioni. Puf, tudo ar, só ar. Não me incomodo, meu objetivo é bem outro.&lt;br /&gt;Peço a cerveja em garrafa, é mais barato e rende mais. Não devo passar de seis e convido para caminhar quando atingimos minha meta equilibrada.&lt;br /&gt;Sinto a conversa deslanchar melhor, a Gracinha fala pelos cotovelos e ri, pára de vez em quando bem na minha frente e conta outra babaquice, jura que está sendo esperta e me agradando muito. Eu só olho para os peitões, são redondos e escapam metade para fora da blusa decotada. Se é que se pode chamar de blusa aquela tira de pano que mostra umbigo e o início das costelas, para acabar na metade dos seios. A calça é bem baixa, fico pensando nos pentelhos logo ali, nem precisa enfiar a mão toda.&lt;br /&gt;Procuro com os olhos um canto discreto para dar uma bolinada. Gracinha faz beicinho na minha frente. A vagabunda deve estar louca para dar uma. Sou entendido.&lt;br /&gt;- Mas está mesmo quente, não é meu amorzinho? Vamos gelar a goela de novo. – Ela concorda com a cabeça. Se eu entorto essa doida, brinco do jeito que me der na telha. Antecipo o prazer e penso em levá-la para meu quarto, lá a gente fica mais à vontade.&lt;br /&gt;- Moro aqui pertinho, vamos ficar mais na paz, tomar uma cervejinha...&lt;br /&gt;- Eu topo, mas quero ir na Casa dos Espelhos.&lt;br /&gt;- O que é isso? Ah, pára com isso. Vamos logo.&lt;br /&gt;- Quero, sempre quis e nunca fui. Me leva.&lt;br /&gt;Biquinho de mulher é foda de resistir. Passo no bar pego quatro latas, duas para cada, de outro jeito não agüento e é certo que terei que entrar junto.&lt;br /&gt;A fila da bilheteria está grande, odeio esperar.&lt;br /&gt;- Fica aqui, belezura, vou buscar outras.&lt;br /&gt;Ela nem reclama, bebe lascado, essa diabinha. Dei sorte hoje, já estou quase me apaixonando. Até que não era mal ter uma gata fixa. Fantasio enquanto pago e volto. A menina é toda sorrisos e decido apostar nela. Gosto do cabelo oxigenado, dá um charme. A sandália altíssima finge pernas longas e me imagino enfiado no meio delas. Deu liga mesmo. A gata é de se segurar.&lt;br /&gt;Afinal compro os bilhetes e vamos para a fila de entrada. Do lado de fora se ouve as risadas do pessoal que se diverte lá dentro. Não tenho a menor idéia do que são esses tais espelhos, mas resolvo me divertir também. Não há de ser tão idiota como penso, preciso perder minhas implicâncias, sou implicante além da conta. Isso é um problema, arranjo muita encrenca e muita briga por causa dessa mania.&lt;br /&gt;- Ó, guarda o lugar que vou correndo pegar as duas últimas, depois a gente se diverte às pampas, no meu ap.&lt;br /&gt;- Ta limpo, amor!&lt;br /&gt;A filha da puta faz um olhar de estourar coração e zíper das calças. Passa a língua nos lábios e já estou a fim de esquecer os espelhos e partir logo para os finalmente. Calma, digo para mim mesmo, muita calma nessa hora. A menina quer se olhar, deixa se olhar, é rapidinho.&lt;br /&gt;Tenho que correr, é meio difícil porque exagerei um pouco e as pernas resolvem dançar um sapateado grotesco, mas controlo a jogada. Não estou bêbado, só alegre. Um domingo desses, com tudo em cima, quem não ficaria?&lt;br /&gt;Quando volto, já quase a nossa vez de entrar. Abraço a Gracinha e descanso a mão no peito dela. É macio e grande, nem sei se cabe inteiro na minha boca. Acho que não. Melhor ainda.&lt;br /&gt;Concluo que não é elegante beber lá dentro e emborco a lata de vez.&lt;br /&gt;A sala é meio escura. Tem um monte de espelho, altos e largos. Bem mais altos do que eu. As pessoas param na frente deles e rolam de rir. Tenho que fazer a mesma coisa, a menina já está fazendo. Seu riso parece cacarejo de galinha, mas tudo bem, eu quero são os gritos.&lt;br /&gt;Olho meu reflexo e um arrepio pavoroso me percorre, estou todo torcido, os espelhos, não sei como, saem de suas molduras e me cercam. Imagens minhas por todos os lados, disformes. Altas, magras, barrigudas, anãs. O suor banha meu corpo e tento me desvencilhar dos espelhos. Eles fecham o cerco e minha boca refletida é uma caverna escura e fria.&lt;br /&gt;Meus braços aparecem tocando os pés sem se esticarem. Grito. Os espelhos gritam terror e medo, eles gritam. A lata de cerveja em minha mão toma proporções gigantescas e entro para dentro dela na imagem seguinte. Sinto-me engolir e sumir pelo bocal.&lt;br /&gt;Agora estamos eu e os espelhos dentro da cerveja que ri alto e veste uma calça de cintura muito baixa e uns peitões que esfrega na minha cara e me sufoca. Ouço a voz de minha mãe, mas não consigo vê-la: Toninho, meu filho, cuidado. Cuidado! Eu quero compreender melhor o do que me avisa, mas as paredes de alumínio me apertam e me debato para que não me tirem os movimentos.&lt;br /&gt;O abraço daninho não pára e os espelhos já estão lá dentro também e seus risos de escárnio ferem meus ouvidos. Fecho os olhos, eles jogam as imagens para dentro de mim e vejo as pernas tortas, a cara comprida, os olhos roxos. Tenho um corte na cabeça e meus miolos estão fugindo. Preciso segurá-los, escorregam pelos meus dedos que são curtos e grossos.&lt;br /&gt;Minha garganta se fecha, não consigo emitir nenhum som, no entanto ouço meus berros saindo não sei de onde. Acho que pelos ouvidos. Tento tapá-los, as orelhas crescem, pareço um gnomo de cabeça imensa. Debato-me. As paredes apertam e prendem meus braços num torniquete.&lt;br /&gt;Alguns homens, de braços imensos começam a me prender os movimentos, ouço suas vozes calmas me pedindo serenidade e não sei mais o que isso significa. Uma seringa enorme aparece na mão de um deles e sinto uma picada, em seguida um líquido ardido me penetra. Fogo da minha alma entrando em mim.&lt;br /&gt;Estou deitado agora e os espelhos refletem um homem magro, prematuramente envelhecido, olhar desvairado, espuma de vômito saindo pela boca e me nego a reconhecê-lo. Não sou eu. Não sou.&lt;br /&gt;Alguém me carrega e vejo os corpos nos espelhos que não somem. O sono me libertará e procuro um copo qualquer, não há copos nem garrafas aqui. Só espelhos bruxos que abrem a porta da loucura.&lt;br /&gt;Escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-6687336594264332657?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/6687336594264332657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=6687336594264332657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6687336594264332657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/6687336594264332657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6687336594264332657' title='IMAGEM RETORCIDA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-82046571407518428</id><published>2008-01-10T13:30:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T12:30:10.768-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>ANGOLA DE PORRE</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Companheiro angolano Carlos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meu profundo respeito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Pro chão! Pro chão!&lt;br /&gt;Os homens entraram na vila batendo e esfaqueando como se os moradores fossem cães raivosos. Alguns tiros dado a esmo, visando os velhos e as crianças, mesmo os que já não tinham mais pernas ou braços. Podiam acertar os jovens, ou mulheres. Nada importava, cobrir a terra de sangue marcando sua passagem era o objetivo: o inimigo os temeria e o povo respeitaria.&lt;br /&gt;Mudavam de uniforme de acordo com suas conquistas de território, não conseguiam mais reconhecer de que lado estavam, isso também deixara de ter significado. Eram todos iguais depois de quase trinta anos de guerra civil, Angola, a N’gola de seus avós estava estraçalhada pelo horror e o caos.&lt;br /&gt;Quando ouviu os gritos dos oficiais elevados a este posto de acordo com sua coragem, descalabros ou euforia do último porre de seus superiores, correu como sempre fazia, acostumado aos esconderijos e aos lugares escuros que lhe preservaria a vida miserável. O único cuidado era reunir a família para irem juntos.&lt;br /&gt;Desta vez não deu tempo. O soldado desceu uma coronhada em seu ouvido e a escuta se acabou. Depois foi levado aos arrastos para dentro de sua casa, amarrado a uma cadeira em meio a socos e pontapés: queriam que ficasse ereto, em bela postura para assistir ao show e regozijar-se.&lt;br /&gt;Sua mãe foi a primeira. Eram gentis, primeiro as damas. Dois tiros nas pernas para que se ajoelhasse pedindo perdão por não ter recebido a patrulha com flores. O de misericórdia foi rápido.&lt;br /&gt;As lágrimas misturadas com o sangue da testa de Tomás correram em espantado horror. A seqüência não foi muito diferente: a irmã, a cunhada grávida, o irmão, os três sobrinhos e por fim o pai. O chão de terra banhou-se, melado de doce sangue.&lt;br /&gt;Foram embora após carnearem os porcos e as cabras que baliam premonitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminha em desalinho, a tosse roendo o peito cavo, de vez em quando cospe raias de sangue. Junto um pouco de vômito arrancado pelo esforço, traz o azedo sabor da aguardente que faz parte de sua vida desde que o pesadelo real aconteceu.&lt;br /&gt;Hoje está especialmente fraco e um suor gelado cobre seu corpo sem trégua. Cai e deixa-se ficar. Viver é uma armadilha insuportável. A guerra acabou, a luta não. Fecha os olhos e geme pela morte que não lhe deram. Supremo castigo infligido.&lt;br /&gt;Mário vê o homem caído e toca sua jugular em busca de algum batimento. Eles estão ali. Atravessa-o no selim da bicicleta e pedala até o hospital, quem sabe consegue que o recebam uma vez que a febre está altíssima e o coitado delira:&lt;br /&gt;- Mãe, pai... não... não... Me matem, me matem...&lt;br /&gt;Alguns meses se passam entre comprimidos, injeções, descanso nos lençóis encardidos, comida insossa obrigando-o a resistir. Entrou calado, calado saiu. A tuberculose foi estancada, a ferida da alma não tem jeito, é como chaga que não se fecha e nem silencia.&lt;br /&gt;Agüenta um dia, dois, nem sabe se alcançou o terceiro e entra no armazém da esquina, conta as parcas moedas que sobraram no bolso e pede a cachaça que o animará. Amanhã fará um ou outro biscate em troca de um prato de comida que mal tocará e outras moedas que lhe possibilitarão o sono dos mortos: repentino, sem sonhos, sem os pesadelos que o assombram na clareza das idéias.&lt;br /&gt;Nem chega à enxerga que chama de cama, cai ao pé dela. Qualquer coisa ou lugar é igual desde que se apague, desligue a maldita lembrança.&lt;br /&gt;Dias, meses, anos? Que importa? Só sabe que segue empurrado pelo coração que ainda bate.&lt;br /&gt;Os vivos foram feitos para viver, seja lá qual for o destino ou dor que tenham que carregar. Essa é a lei que poucos compreendem muito menos os que estão dilacerados. Angola está inteiramente mutilada, se apóia em milhões de muletas que arrastam seus filhos estraçalhados pelas minas, tiros ou esfaqueados. Os cemitérios fedem cadáveres meio sepultados.&lt;br /&gt;Rolando pelas ruas, vielas, campos, cada dia em um lugar, cada dia vê lágrimas nos rostos cansados, onde a esperança não tem vez. As guerras, mais tribais do que libertárias, não cessam apesar do governo legalizado.&lt;br /&gt;Tomás, aos poucos, começa a enxergar que não está sozinho bebendo desse cálice de fel. Os acampamentos dos que ainda fogem precisam de gente que possam ajudar a carregar a cruz: cozinheiros, pedreiros, toda e qualquer mão-de-obra.&lt;br /&gt;Olha as mãos que tremem todas as manhãs, o engulho do estômago massacrado e se incrimina quando não consegue levantar do chão a criança que vage por alimento, sem teto, sem mãe, sem nada. A única chance guardada nas mãos dele.&lt;br /&gt;Angola não pode perder tempo com os bêbados, drogados, víceras expostas da sociedade que começa. Não há clínicas, hospitais, psiquiatras que os queiram. Têm feridos demais para tratar e investimento para fazer nos jovens que construirão a pátria.&lt;br /&gt;Tomás fecha-se num quarto, amarra-se ao pé da cama e começa sua desintoxicação. Uiva de desesperado furor, gane a injúria sofrida. Um vizinho leva-lhe um prato de sopa todas as manhãs, ainda resta solidariedade entre irmãos, são todos portadores, mais ou menos, da mesma doença desenvolvida a ferro e fogo.&lt;br /&gt;Duas semanas passam-se, Tomás já caminha pelas cercanias, um bico aqui e ali. De noite apresenta-se no acampamento, cuida das crianças, é sua predileção. Alimenta-se delas e com elas. Não há espaço para pensar no esquecimento, as lembranças não cessarão, mas amornarão com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grupo de auto-ajuda é fundado em Angola, para os sem nome, os anônimos da guerra. O coordenador tem a carapinha branca e se ajoelha quando reza pedindo clemência e chance aos derrotados pelos homens e pela bebida. Grupo N’gola Renascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vana Comissoli&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-82046571407518428?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/82046571407518428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=82046571407518428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/82046571407518428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/82046571407518428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#82046571407518428' title='ANGOLA DE PORRE'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-745930750796855177</id><published>2008-01-10T11:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T00:51:30.091-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONTOS'/><title type='text'>DE UNHAS À MOSTRA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;para os parceirinhos que ainda estão vivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Choque... choque... choque...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Olhos de “dejá vue”, debruados de negro, escassos de descanso. Já meio atirada na poltrona enquanto o rock soa forte seu bate estaca e as luzes sonambulizam a sala. Trovejam também, em relâmpagos estroboscópicos. Assim estás mais uma vez. A blusa colocada de forma sensual e distorcida, mostrando a nascente dos seios. Boca falante de vermelho escorrido. O cigarro quase queimando os dedos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Palavras saem sem nexo, desordenadas, soam na tua cabeça com estonteante lucidez, assim me contarás no dia seguinte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Uma figura patética que se julga cult e chocante. Chocar é o maior barato, ser diferente do rebanho fabricado pelo sistema. Estás cercada por uma fauna que se agita com olhos, roupas, piercings, tatuagens, desvario, tudo se repetindo em todos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Fazes um sinal para o garçom, único olhar atento, sabe-se lá por quanto tempo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Meia dose.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ele já sabe o que pedes, és da casa. Meia dose de vodka com gelo. Meia dose até formar uma dezena, ou duas, depende da hora e da necessidade de espaço entre uma fungada e outra. Meia dose é teu apelido na irmandade cult que te atrai e provoca. Nomes são babaquices dos incautos habitantes das lojas, escritórios e fábricas. Apelidos são marcas de individualidade identificadoras de todo um padrão de comportamento arrojado e cortante. Gente ligada, entendes?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;É assim que me explicas enquanto eu te tiro a roupa porque faz dois dias que não te alimentas e nem dormes. Talvez agüentasses mais um pouco, mas como és mais ligada, sabes a hora de vir te aninhar no meu covil de lobo bom. Terás comida na geladeira e leite que beberás direto da caixa, lambuzando com tua saliva de ante ontem. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tomarás um banho porque fedes a vício, suor e álcool, nada atrativo para mim que saí dessa arapuca já faz um tempo e procuro me manter fora dela com unhas e dentes enquanto tentas me convencer que sou careta e vil. Me arranhas a cara na defesa de tuas metas de fantástica capacidade filosófica. Enxugo o sangue e choro de pena porque é esse otário que te tira os sapatos, as calcinhas que jogo na lixeira, sei lá quantos paus se roçaram nela e nem percebeste. Estão duras de sêmen, sempre tem algum mais lúcido em tuas festas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eras apenas uma menininha, gordinha e bem humorada a atirar pedras na molecada da rua, se segurando nas risadas. Jogavas futebol com os meninos e não davas importância às amiguinhas que achavam isso esquisito e usavam fitas cor-de-rosa nos cabelos. Gostavas de ser diferente, de ser a Mônica de nossa turma: a mandona.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Éramos parceiros, eu, tão calado, ficava te espiando e sorrindo, fazias tudo por mim, não precisava me dar ao trabalho de correr atrás da bola e nem de aprender a soltar pipa. Meus óculos atrapalhavam e eu tinha preguiça de me movimentar. Era bom ficar sentado te olhando.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Foi um tempo curto, eu jurava que nunca nos separaríamos e quando entraste na fase dos peitinhos aparecendo e a turma mudou, eu fui atrás. Fumamos juntos o primeiro cigarro, o sabor acre ardeu na minha garganta, mas na tua não. Eu fiquei ajojado no primeiro pega de maconha e tu ficaste sorrindo feito boba e achando o maior barato.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A gente se acostuma a tudo e nós nos acostumamos até não bastar mais. Já sabias muito mais do que eu, eras a esperta e os garotos passavam a mão na tua bunda enquanto te roçavas neles achando muito legal e excitante. Comigo não fazias isso porque, apesar de tudo, eu era careta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O primeiro porre foi uma delícia de descontrole que me levou ao céu da permissão e pude me agarrar nos teus cabelos e vomitar no teu colo, dizendo que te amaria por toda a vida. Felizmente não lembramos de nada no dia seguinte e tudo não passou de um lance.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu não podia mais me negar ao líquido queimante, quanto mais melhor. O “plá” vinha mais rápido e eu precisava dele. Fui conhecendo todas as marcas e todas as cores: do azul absinto até o verde menta. No fim, no fim valia tudo: os transparentes. A vodka, a cachaça e o álcool de cozinha. Doloroso tobogã inevitável.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Bebíamos juntos, em casa, ouvindo Cazuza, Lobão e todos da turma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Caíamos duros no chão mesmo, tinha carpete, embora não fizesse muita diferença e eu podia te abraçar porque estávamos de porre e valia tudo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O cheiro da maconha empesteava o ar, grudando-se nas cortinas e misturava-se ao odor doce dos incensos que nos prometia encobrir todos os demais. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lembras daquela vez que resolvemos criar clima para “Lanterna dos Afogados” da Cássia Eller? &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Acendemos todas as velas que encontramos e até foste ao mercadinho da esquina e trouxeste outras tantas. Ficou uma belezura e rimos até doer a barriga. Ficou tão bonito que resolvemos deixar queimar para sonharmos com sua luz que seria a nossa luz e queimamos o tapete. A faxineira, coitada, chegou na hora certa e jogou um balde de água quando já quase chamuscava teus cabelos e ficamos furiosos porque nos acordara. Tu atiraste um vaso em cima dela que se demitiu pela quinta vez e desta para sempre. A tua mira não estava lá essas coisas e a parede ficou manchada de terra e folhas amassadas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Conheceste o Nenéu, cara porreta, arguto, fino como uma cobra, o corpo coberto de lindas tatuagens de animais e cruzes. As pernas nos fascinaram com seus buracos provocados pela injeção de cocaína diluída com água do radiador da moto porque não tinha paciência de chegar em casa e morava longe. A droga da água necrosou tudo, embora voltasse a repetir a façanha e achávamos que ele era o máximo da ousadia. Um cara de fé, tu me doutrinavas e eu aceitava corroído de ciúmes porque não me admiravas assim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O Nenéu foi entrando por debaixo da porta e trazendo o pó branco, puro e alvar como uma estrela. A Vênus que só reluz na noite, como nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Descobrimos o céu, profetizavas enquanto tuas olheiras aumentavam e teu corpo encolhia. Tu eras beleza pura. Lias Fernando Pessoa e choravas. Tu eras emoção pura. Logo rias a rolar e lias &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O tempo passou célere? Devagar? Eu não sei. O tempo parou, apesar das previsões de Cazuza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ficamos nesse céu que levou embora a TV, o DVD, o microondas e por fim meus tênis Nike e tua bolsa Vitor Hugo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu morava sozinho e tudo era fácil, não tinha pai nem mãe para me encher o saco com suas encrencas otárias, mas tu ainda tinhas. Batias as portas, jogavas as panelas &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em repulsa. Tu" st="on"&gt;em repulsa. Tu&lt;/st1:personname&gt; não nos trairias. Tinha seu lado bom, podias abrir as carteiras e descolar algum para a noite. A faculdade ficou pendurada, as mensalidades nos davam algumas cotas por mês. Também podias sair sem ter que dar explicação sobre teus passos, as aulas foram transferidas para depois das sete.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;De vez em quando traficávamos um pouquinho, apenas o suficiente para garantir nosso sustento adicto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Encontrei um amigo na rua, tu tinhas ficado dormindo e fui buscar o leite com o qual lavávamos nossos estômagos e nos deixaria em forma para outra ronda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Arthur tinha sumido há um tempão da turma. Esfumaçara. Ninguém sabia onde tinha se metido, acreditamos em over dose, coisa de otário.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Oi, maluco! Fico contente em encontrá-lo com todos os ossos em cima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Tudo limpo, cara? – me cumprimentou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não deu nem tempo de eu perguntar mais nada desfiou a bobeira em que entrou. Caiu duro na porta de casa e os pais o levaram desmaiado para uma clínica de babaca onde ouviu coisa que nem Deus acredita. Ficou por lá uns quatro meses. Saiu limpo. Enfiou-se num grupo de auto-ajuda onde os companheiros juravam viver vinte e quatro horas sem a sereia. Fechando a garrafa, acreditando em Deus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Caí duro&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Fiquei de cara, o Arthur tinha enlouquecido de vez.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;E foi buzinando no meu ouvido e o diabo do ouvido foi se abrindo e deixando cair aquelas palavras rosadas. Olhei meus pulsos, as marcas deixadas pela gilete com que os cortara numa noite de desespero quando a cocaína só me enlouquecia. O glamour tinha acabado e tudo girava e eu queria usar, usar e usar. Não tinha dinheiro algum e dei com a cabeça na parede até me convencer que me tornara prisioneiro. Eu que fora em busca da liberdade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Vem Melanga, vem comigo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Fui. Esqueci-me de ti atirada lá no chão e parei de ver teus lindos olhos debruados de negro. Eu tinha problemas, era um adicto. Aditivado pela coca, meu sangue estava líquido de álcool e não gostava mais de comer, só a maconha despertava o apetite. Eu vomitava depois e bebia para passar a ânsia maldita e o tremor das mãos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ouvi meu amigo e tornei a fazê-lo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Telefonei a meus pais, chorei ajuda e vieram me internar também&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O inferno eu já conhecia, a clínica foi a sucursal dele. Dias escorrendo feito fogo na busca da abstinência que me deixava em fúria e eu tinha um arsenal de palavrões para brindar os terapeutas malucos que não sabiam nada. Toneladas de bagas a serem engolidas e que suavizavam meu sono e me davam coragem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Saiu, lá de dentro do meu peito, uma estrada de encontro, onde caminhava o cadáver de mim. Eu dentro de pouco tempo. Matei o cadáver. Escolhi viver.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tomo-te nos braços e revejo a menininha de minha infância, embora o sorriso seja árduo no teu rosto. Choro sobre ti. Nunca pudesses me ouvir, nunca foste eco. Tu tão esperta, tão disposta a chocar e trazer o mundo à razão, estás aqui, desmaiada e nula.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Refresco-te a fronte. Levantas os braços moles e te agarras no meu pescoço:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;- Me mata, me mata. – Sussurras. – Me mata porque deixá-la não vou. Eu a amo, agora sob todas as formas com que se apresenta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os olhos se fecham e as lágrimas correm. Peço que elas te lavem da loucura da paixão. Paixão avassaladora que conheço bem. Levas a mão à boca e parece que engoles algo. Fico contigo no colo, assim apertada no peito. Estou esperando o que?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um suspiro, foi só um suspiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Te levarei flores coloridas. Chega de branco, na tua morte serás colorida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;Vana Comissoli&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-745930750796855177?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/745930750796855177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=745930750796855177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/745930750796855177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/745930750796855177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#745930750796855177' title='DE UNHAS À MOSTRA'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4763319744518768972.post-9184701911229003170</id><published>2008-01-10T11:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T00:25:06.712-08:00</updated><title type='text'>BOAS VINDAS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5YeiRvX53I/AAAAAAAAAEQ/aJtvkdhbf3c/s1600-h/shiva+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158343997425969010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5YeiRvX53I/AAAAAAAAAEQ/aJtvkdhbf3c/s400/shiva+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;BEM VINDO!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqui você encontrará a mão estendida, a porta aberta, o ombro amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Reparta comigo suas experiências e tenha muitas 24 horas de Serenidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Paz. Shanti. Peace. Paix. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Meu coração, minha palavra, meu pensamento a seu serviço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4763319744518768972-9184701911229003170?l=wwwdependencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/feeds/9184701911229003170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4763319744518768972&amp;postID=9184701911229003170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/9184701911229003170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4763319744518768972/posts/default/9184701911229003170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://wwwdependencia.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#9184701911229003170' title='BOAS VINDAS!'/><author><name>Vana Comissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07895106735421563118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_6Cf6nyK8QMo/R4aU_RvX5pI/AAAAAAAAACg/Nu9hAJM34zc/S220/Vana+4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6Cf6nyK8QMo/R5YeiRvX53I/AAAAAAAAAEQ/aJtvkdhbf3c/s72-c/shiva+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
